Uma criança de cinco anos é admitida na sala de reanimação de um pronto-socorro pediátrico com história de tosse e febre há três dias. A família relata que vem evoluindo nas últimas 24 horas com dificuldade para respirar, prostração e diminuição da diurese. Ao exame físico, apresentava-se sonolenta, taquidispneica, com diminuição do murmúrio vesicular difusamente, taquicárdica, febril, com abdome globoso, ausência de visceromegalias e perfusão periférica diminuída, sendo o tempo de enchimento capilar (TEC) de 4 segundos. Ao ser monitorizada, mostrava os seguintes parâmetros: ritmo cardíaco sinusal, frequência cardíaca (FC) de 130 bpm, frequência respiratória (FR) de 50 ipm, saturação periférica de oxigênio (sat O2 ) de 87% e pressão arterial média (PAM) de 80 mmHg. Com base nesse quadro clínico, foi feita a hipótese diagnóstica de choque séptico e iniciada a reanimação. O acesso venoso periférico não foi possível.
Após 20 minutos de reanimação do choque, a criança apresentava-se sonolenta e confusa, mantinha na ausculta pulmonar os estertores crepitantes bilaterais, sat O2 90%, FC = 125 bpm, FR = 50 ipm; TEC mantido em três segundos; ainda sem diurese e PAM de 50 mmHg. A melhor conduta, nesse momento, seria iniciar: