Uma boa organização do Estado deve ser capaz de dirigir suas forças, uma em oposição à outra, de tal maneira que uma detém a outra em seu efeito destrutivo ou a suprime em um caminho tal que o resultado, para a razão, seja como se ambas as forças jamais existissem, e assim o ser humano, embora não moralmente bom, é compelido a ser, apesar disso, um bom cidadão.
Adaptado de KANT, Immanuel. À Paz Perpétua. Petrópolis, RJ: Vozes, 2020.
No excerto acima, o filósofo defendeu a tese de que o bom funcionamento do Estado independe dos caracteres morais dos indivíduos. A justificativa do autor se baseia no princípio que contemporaneamente chamamos de
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Consultor Legislativo - Área XIX (Reaplicada)
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