Texto
Estão falando muito de língua, agora. Como se ortografia fosse língua! Mas, falar nisso, dizem que foi ao escritor Fernando Sabino que Jânio pronunciou a frase: “Fi-lo porque qui-lo”. […] Mas Jânio, professor emérito de português e dominador de todas as reentrâncias [sic] de verbos, hífens, crases, hipérbatos e cognatos, negava. Vi-lo e ouvi-lo negar isso no programa da Marília (a Gabriela).
Me acompanhem. Acompanharam? Tudo bem. Jânio, candidato a prefeito de São Paulo, depois de ter chutado pra córner a Presidência da assim chamada República, esperava sua entrada no programa da Gabi. Usava um chapeuzinho tipo Sherlock – ele amava a Inglaterra vitoriana – e exibia um ridículo cavanhaque branco. […]
Encurtando. No meio do programa a Marília perguntou: “Presidente, é verdade que o senhor disse ‘Fi-lo porque qui-lo’?”. Ao que o Jânio fulminou, fingindo uma irritação que nunca teve: “Não, senhora, jamais O disse! Porque, se O dissesse, sei muito bem que o pronome relativo que, incluso na conjunção, atrai a partícula pronominal. Teria dito: ‘Fi-lo. Porque O quis’!”.
MILLÔR. VEJA. São Paulo: Editora Abril, ano 42, n. 2, p. 26, 14 jan. 2009. [Texto adaptado]
Relacione as indicações sobre as formas verbais (coluna 1) com as frases da (coluna 2).
Coluna 1
I. O(s) verbo(s) expressa(m) que a situação descrita é anterior ao momento no qual o autor a relata.
II. O(s) verbo(s) expressa(m) que o fato é considerado pelo autor uma possibilidade, não uma ocorrência.
Coluna 2
( ) Não, senhora, jamais O disse!
( ) Como se ortografia fosse língua!
( ) Usava um chapeuzinho tipo Sherlock.
( ) Vi-lo e ouvi-lo negar isso no programa da Marília.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
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