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Violência e Sociologia
A Sociologia, como ciência da sociedade e das relações entre os homens, não pode ignorar a violência que constitui, em suas mais diversas formas, um elemento cotidiano dessas relações. Mesmo que não encontrem soluções, seus estudos têm o poder do diagnóstico e da denúncia.
Não existe na sociedade humana uma violência instintiva como entre os animais. Também não existe uma noção absoluta de violência. Existem violências, sob diversas formas, em diferentes circunstâncias. Há a violência institucionalizada oficial, praticada pela polícia, pelo Estado; a violência internacional entre dois mundos em conflito; a violência política entre facções dentro de uma mesma nação; a violência não-oficial, mas também organizada, entre bandos armados que se defrontam pelo domínio de atividades ilegais (drogas, jogo etc.), ou pelo domínio de terras (como os bandos de jagunços dos proprietários rurais); a violência como explosão de movimentos de massa, como os linchamentos; a violência resultante de preconceitos contra mulheres, negros, homossexuais, sob a forma individual ou organizada, a exemplo da Ku Klux Klan, organização direitista e racista norte-americana.
A Sociologia estuda também formas de violência que, embora não se manifestem por agressão física, são igualmente ofensivas à integridade humana, como a discriminação, a miséria e o abuso do poder.
Maria Cristina Castilho Costa. Sociologia: introdução à ciência da
sociedade moderna. São Paulo: Moderna, 1987, p. 235 (com adaptações).
Com base na expressão das idéias do texto, assinale a opção incorreta.