Leia o texto a seguir para responder à questão.
Somos um feixe variado de normas divergentes, e não apenas em termos de sotaque, elemento mais costumeiramente evocado para tratar da diversidade de normas regionais. Um bom exemplo: embora quase todo o país empregue o pronome você (já passou da hora de a gente assumir que é um pronome), ainda há grandes bolsões de uso de tu, com ou sem flexão do verbo na segunda pessoa. Dizemos você fez, tu fez, tu fizeste (e também tu fizesse, como no litoral catarinense). [...]
O que dizer do fato de que a minha norma, por exemplo, diferencia graus de formalidade entre construções como “Você me trouxe o seu livro” (engravatada) e “Você me trouxe o teu livro” (de pijama)? [...] A minha geração de curitibanos lida não com um “erro” de concordância, mas com uma delicada regra de aplicação variável e determinação contextual. E isso, cara leitora, caro leitor, também é gramática.
Considerando o ponto de vista defendido no texto, assinale a alternativa em que o par de sentenças pode ser tomado como um exemplo da variação entre norma “engravatada” e norma “de pijama”, respectivamente.