Magna Concursos
790978 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: IPAD
Orgão: Pref. Vitória Santo Antão-PE
Os fragmentos de textos a seguir servirão de base para responder à questão.
Fragmento I. Romance indianista-histórico: O Guarani.
A caçada
Em pé, no meio do espaço que formava a grande abóbada de árvores, encostado a um velho tronco decepado pelo raio, via-se um índio na flor da idade. [...]
Nesse instante, erguia a cabeça e fitava os olhos numa sebe de folhas que se elevava a vinte passos de distancia, e se agitava imperceptivelmente. Ali por entre a folhagem, distinguiam-se as ondulações felinas de um dorso negro, brilhante, marchetado de pardo; às vezes viam-se brilhar na sombra dois raios vítreos e pálidos, que semelhavam os reflexos de alguma cristalização de rocha, ferida pela luz do sol. Era uma onça enorme; de garras apoiadas sobre um grosso ramo de árvore, e pés suspensos no galho superior, encolhia o corpo, preparando o salto gigantesco.
ALENCAR, José de. O Guarani. 20. ed. São Paulo: Ática, 1996.
Fragmento II. Romance regionalista: O Gaúcho
II. O viajante
[...] — Eh pingo! Exclamou o peão, dando com entusiasmo uma palmada na anca do animal.
Só compreenderá a energia da exclamação do Chico Baeta quem souber que pingo é o epíteto mais terno que o gaúcho dá a seu cavalo. Quando ele diz “meu pingo” é como se dissesse meu amigo do coração, meu amigo leal e generoso.
— Que faísca! Sr. Manuel Canho. Enquanto os outros ginetes, e os havia de fama, levantavam a poama na quadra, cá o morzelinho fez trás, zás, e fuzilou na raia como um corisco.
Canho estava gostando de ouvir o elogio feito a seu animal: o cavalo é uma das fibras mais sensíveis do coração
do gaúcho. Mas alguma coisa instigava o viajante, que fazendo um esforço interrompeu o peão.
ALENCAR, José de. O gaúcho. 3. ed. São Paulo: Ática, 1998.
Fragmento III. Romance Urbano: Diva
III
Visitando o negociante, vi ao entrar na sala uma linda moça, que não reconheci. Estava só. De pé no vão da janela cheia de luz, meio reclinada ao peitoril, tinha na mão um livro aberto e lia com atenção.
Não é possível idear nada mais puro e harmonioso do que o perfil dessa estátua de moça. Era alta e esbelta. Tinha um desses talhes flexíveis e lançados, que são hastes de lírio para o rosto gentil; porém na mesma delicadeza do porte esculpiam-se os contornos mais graciosos com firme nitidez das linhas e uma deliciosa suavidade nos relevos. [...]
Uma altivez de rainha cingia-lhe a fronte, como diadema cintilando na cabeça de um anjo. Havia em toda a sua pessoa um quer que fosse de sublime e excelso que a abstraía da terra. Contemplando-a naquele instante de enlevo, dir-se-ia que ela se preparava para sua celeste ascensão.
MINISTÉRIO DA CULTURA. Fundação Biblioteca Nacional, Departamento Nacional do Livro, p. 7.
O elemento comum aos fragmentos dos romances indianista-histórico e regionalista está expresso no fato de ambos os textos
 

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