João, um senhor idoso de 80 anos, foi diagnosticado com demência avançada, que afetou significativamente suas habilidades cognitivas e funcionamento diário. Ele tem dois filhos e havia acumulado uma considerável propriedade e ativos financeiros durante a sua vida profissional. Após o diagnóstico de demência, a sua capacidade de tomar decisões e gerenciar seus assuntos pessoais e financeiros foi severamente comprometida. Ele tinha dificuldade em reconhecer as pessoas, lembrar-se de eventos recentes e realizar tarefas diárias básicas. João não conseguia mais compreender a complexidade de suas finanças ou tomar decisões informadas sobre sua propriedade.
A situação se tornou complicada quando surgiu uma disputa de herança entre os filhos. O filho mais velho alegou ter o direito de administrar os assuntos financeiros de João, além de tomar decisões em seu nome. A filha mais nova acreditava que sua relação mais próxima com o pai a qualificava para ser a curadora e cuidadora de suas finanças, enquanto o filho argumentava que ele era o filho mais velho e tinha mais experiência de gerenciamento. Diante dessa disputa, o caso do João foi encaminhado para avaliação por uma equipe multidisciplinar.
Considerando o exemplo ilustrado nesse caso, a principal atribuição do psiquiatra forense na avaliação da capacidade civil é