Os adultos brasileiros já são quase a terceira geração a conviver com o divórcio, desde que ele foi instituído no Brasil em 1977. É tempo suficiente para novas mudanças de comportamento. Sempre se imaginou que as crianças pequenas é que seriam as mais prejudicadas pelo rompimento dos pais.
Não é mais assim, indica uma pesquisa realizada recentemente.
Pesquisadores concluíram que os filhos mais velhos, e não os mais novos, sofrem mais o impacto da separação dos pais. O fenômeno se explica pelas próprias mudanças ocorridas nessa fase da vida. O adolescente vive um período de forte ebulição hormonal, culminando com as dificuldades para aceitar as mudanças da vida prática.
O divórcio equivale a um luto com implicações relevantes.
Estudos já comprovaram que crianças de pais separados correm risco maior de sofrer problemas na escola e na relação com amigos. A novidade é que a ciência comportamental agora identificou a idade de maior vulnerabilidade.
Contudo, a mesma sociedade que defendeu a possibilidade do divórcio, multiplicando-o exponencialmente, foi capaz de criar defesas. Hoje, os jovens possuem mais ferramentas para perceber que pode ser melhor o pai e a mãe se divorciarem do que manterem um casamento infeliz, com brigas constantes, apenas para poupá-los da separação.
(Revista Veja. 13.11.2019. Adaptado).
Com relação às consequências decorrentes da separação dos pais, é correto afirmar que os filhos