“Achei que ele estava sendo muito imprudente em voltar, já que o som dos canhões parecia estar cada vez mais próximo, e nossas tropas iam afastar os vândalos em uma ou duas semanas, de qualquer maneira. Mas eu também estava convencido de nossa invencibilidade coletiva, da justiça da causa de Biafra e, por isso, não pensei muito mais no assunto até que soubemos que Nsukka se rendeu no mesmo dia da evacuação e que o campus estava ocupado” (Adichie, 2017). A Guerra Civil da Nigéria (1967–1970), também conhecida como Guerra de Biafra, marcou o processo de consolidação do Estado nigeriano após a independência. A respeito desse conflito, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Embora os repetidos ataques contra populações igbos na região Norte e a incapacidade do governo federal de contê-los tenham sido fatores importantes para a declaração de independência, a questão mais determinante estava relacionada ao petróleo. A região Leste concentrava cerca de 70% das reservas, mas ficava com apenas um terço dos lucros obtidos com sua exploração.
( ) O governo federal preferia caracterizar o conflito como uma “ação policial”, e não como uma guerra, adotando uma série de medidas para enfraquecer a economia de Biafra. Uma delas foi a introdução de novas notas da libra nigeriana, o que provocou o rápido esgotamento dos recursos financeiros dos secessionistas, além de contribuir para o aumento da inflação e para a escassez de alimentos.
( ) O governo federal contava com o apoio da Organização da Unidade Africana (OUA), que reconheceu a Guerra Civil como um conflito interno do Estado nigeriano e reafirmou o princípio da integridade territorial dos Estados africanos. Além disso, recebeu apoio internacional da União Soviética, responsável pelo fornecimento de equipamentos militares e armamentos, e do Reino Unido, ainda que de forma relativamente cautelosa.
( ) Enquanto os governos de Tanzânia, Gabão, Costa do Marfim e Zâmbia reconheceram oficialmente o governo de Biafra, outros países, como França, Israel, África do Sul, Rodésia, China, Espanha e Portugal expressaram apoio político ao movimento secessionista. Alguns deles também forneceram armas e equipamentos às forças biafrenses.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: