[...] Até meados do século XIX, ciência e religião andavam de mãos dadas na sociedade ocidental. Comumente, os cientistas explicavam sua motivação em termos religiosos, e muitos cientistas ilustres foram, eles mesmos, integrantes do clero. A revolução científica do século XVII - com seu desenvolvimento de instrumentos, inclusive microscópios - permitiu que os cientistas se deslumbrassem com as maravilhas da natureza e, portanto, com Deus. No século XVIII, inúmeros cientistas começaram a se opor à religião e, no começo do século XIX, a ideia de que o mundo natural era um simples espelho da obra divina passou a ser atacada. Foi A Origem das Espécies, de Charles Darwin, publicada em 1859, que constituiu o questionamento supremo de um Deus criador. Darwin minou várias teses tradicionais que favoreciam a fé em Deus, inclusive a Teoria do Desígnio Divino e do status singular dos seres humanos. [...] (
Swain. H. Grandes Questões da Ciência. Rio de janeiro: José Olympio. 2002. p.23)
Na busca pela verdadeira interpretação a respeito da origem e a transmissão da hereditariedade, muitas Teorias foram propostas. Dentre as Teorias propostas a seguir, a única que é aceita atualmente é: