ESTUDO DE CASO INTEGRALIZADO
Um paciente do sexo masculino, 32 anos, vítima de
colisão automobilística em rodovia federal é admitido
no pronto-socorro de hospital terciário às 19h40min,
trazido pelo Serviço de Atendimento Móvel de
Urgência.
À admissão, apresenta-se inconsciente (Escala de
Coma de Glasgow = 7), com respiração irregular,
frequência respiratória de 10 irpm, saturação de O₂ de
86% em ar ambiente, pressão arterial de 80x50 mmHg
e frequência cardíaca de 132 bpm. Observa-se trauma
cranioencefálico com laceração frontal, tórax com
expansibilidade reduzida à direita, fratura exposta de
fêmur esquerdo e abdome distendido.
A equipe inicia atendimento conforme protocolo
sistematizado, priorizando a avaliação primária
baseada no ABCDE do trauma. Realiza-se
estabilização cervical com colar rígido, oferta de
oxigênio suplementar e preparo para via aérea
avançada. Durante a avaliação, identifica-se murmúrio
vesicular abolido à direita, sugerindo pneumotórax
hipertensivo, sendo indicada toracocentese de alívio
imediata.
Simultaneamente, são obtidos dois acessos venosos
calibrosos para reposição volêmica com cristaloides
aquecidos e hemoderivados, considerando hipótese
de choque hipovolêmico hemorrágico. O paciente é
encaminhado para sala de emergência, onde se
procede à intubação orotraqueal sob sequência rápida,
monitorização multiparamétrica e coleta de exames
laboratoriais.
No decorrer da assistência, a Comissão de Controle de
Infecção Hospitalar (CCIH) é acionada para orientação
quanto às medidas de precaução padrão e específicas,
considerando fratura exposta e necessidade de
procedimento invasivo. A equipe reforça higienização
das mãos, uso adequado de Equipamentos de
Proteção Individual (EPIs) e técnica asséptica rigorosa
na manipulação de dispositivos invasivos.
Após estabilização inicial, o paciente é encaminhado
ao centro cirúrgico para abordagem das lesões
internas. A vigilância epidemiológica hospitalar registra
o caso como trauma de causa externa, notificando
conforme protocolo institucional e diretrizes do
Ministério da Saúde.
A assistência de enfermagem se mantém
fundamentada nas diretrizes do Suporte Avançado de
Vida no Trauma (Advanced Trauma Life Support –
ATLS) e nas recomendações de controle de infecção
relacionadas à prevenção de Infecções Relacionadas.
Com base neste estudo de caso integralizado
responda as próxima questão.
I. Os casos de trauma por acidentes de trânsito devem ser registrados para fins de vigilância em saúde.
II. A notificação hospitalar contribui para formulação de políticas públicas e estratégias preventivas.
III. A vigilância epidemiológica limita-se à coleta de dados, não interferindo na organização da assistência.
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