TEXTO 01: Cenas de família
Sou Carine, a filha caçula de uma família de quatro pessoas. Meu pai tem uma fábrica de peças de motor de caminhão, minha mãe é médica veterinária e meu irmão, Tiago Luís, é o adolescente mais chato que conheço. Vive me deixando nervosa: ora puxando meu rabo de cavalo, ora colando papeizinhos com apelidos nas minhas costas. Outro dia, nem pude caprichar nos deveres da escola de tanto que ele me interrompia. A Marta teve até que chamar a atenção dele:
- Tiago, sua mãe está chegando por aí e vai cobrar o dever de casa de Carine. Deixe ela sossegada!
Só assim ele entrou para o seu quarto e foi diretamente para o computador, dando um pouco de sossego. Que maravilha!
Minutos depois, a mamãe chegou da clínica. Beijou minha cabeça, acenou para Marta, na cozinha, e foi tomar seu costumeiro banho.
Saiu de roupão, com toalha enrolada nos cabelos, dirigindo-se a mim:
- Novidades em casa?
- Nenhuma! - antecipou Marta.
Olhei para Marta com olhar de surpresa.
Mamãe notou e perguntou:
- O que foi, filha?
- O de sempre, mãe. Não sei quando Juninho vai amadurecer e parar de me amolar.
Agora deu para me chamar de Cacazinhal
- Se você não ligasse para o que ele diz, filha ...
- Mãe, mas ele vive puxando meus cabelos, fazendo gracinhas. Então, quando aquele colega dele - o ruivo - está aqui, é pior ainda!
Parece que faz tudo pra aparecer.
- Olha , Carine, a mamãe teve um dia bastante tumultuado. Fiz cirurgia em uma gata e agora só quero saber de coisas boas. Como foi na escola, hoje, filha?
- Foi bom! A professora hoje não foi à aula, e Rejane ficou conosco. Ela deu muito dever de casa. Fiz um pouco hoje, o restante farei amanhã, bem cedinho.
- Então, guarde tudo na sua escrivaninha, porque Marta está querendo arrumar a mesa para jantarmos. Estou com bastante fome hoje.
- Você não vai esperar o papai?
- Seu pai viajou hoje cedo, para resolver negócios da firma. Voltará amanhã à tarde.
- Oba! Posso dormir com você então? Prometo ter cuidado com o neném. Fico quietinha, sem lhe dar pontapés nem cabeçadas.
- Se for assim, pode!
Após o jantar, deitei-me na cama, no lugar do meu pai, e, enquanto esperava a mamãe, fiquei pensando no bebê que ia chegar. Nas duas primeiras semanas de maio, já teremos novidades. Faltavam apenas dois meses e alguns dias para a chegada de Tarcísio. Talvez ele nasça no segundo domingo de maio, dia das mães. Vai ser o maior barato se mamãe ganhar esse presentão! Estou ansiosa e fico só imaginando o rostinho dele. Tomara que, no período de adolescência, ele não se torne um "aborrescente" como o Tiago. Também, até lá eu já não sou mais criança e posso até ajudar a mamãe a educá-lo.
Graça Batituci (texto adaptado)
Disponível em: (https://acessaber.com.br/atividades/interpretacao-de-texto-cenas-de-familia-4o-ou-5o-ano) acesso em: 06jul 19
TEXTO 02: A família mudou
Nasci e vivi minha infância numa família constituída por três gerações, vivendo sob o mesmo teto, harmoniosa e amorosamente: meus avós, meus pais, meus tios casados, minhas tias solteiras e nós, os oito netos. Éramos 20 pessoas. Os homens trabalhavam, e as mulheres dedicavam-se à gerência da casa e à educação das crianças. Na minha família só havia, inicialmente, uma mulher que trabalhava fora, minha mãe, que era professora. Muitos anos depois, três de minhas tias solteiras foram trabalhar fora.
Lembro-me até hoje, embora muitas décadas tenham se passado, da enorme sala de jantar, com uma grande mesa retangular, onde se sentavam 12 adultos, para as refeições e para as prolongadas conversas, e uma mesa oval, onde se sentavam as oito crianças e os adolescentes - os netos.
Vivi uma infância tranquila numa família nuclear unida.
Minha adolescência e minha juventude foram passadas numa família constituída por meus pais, ambos trabalhando e contribuindo para o sustento da família, meu irmão e eu.
Todos os domingos nos reuníamos à família inicial, na enorme casa da Rua do Bispo, hoje integrando o espaço físico ocupado pela Universidade Estácio de Sá, em inesquecíveis almoços e ceias.
A família brasileira mudou.
Terezinha Saraiva (texto adaptado) Disponível em: (https://questoes.qrancursosonline.com.br/guestoes-de-concursos/lingua-portuguesa-interpretacao-de-texto) acesso em: 08jul19
TEXTO 03: Rosa da Fonseca - Patrono da Família Militar
Logo que nascemos, a união familiar finaliza o amálgama que transforma nossos lares em educandários de vida e refúgios para todos os momentos. Mesmo que a inexorável marcha do tempo nos afaste de casa, a família nunca nos abandona! Seja em momentos de sucessos ou de fracassos, os laços de sangue e de amor permanecem indestrutíveis.
A Família Militar desenvolve-se de igual maneira. Os valores de civismo e de patriotismo trazidos do berço são enriquecidos em um ambiente de hierarquia e disciplina e as movimentações constantes fazem com que os irmãos de armas consolidem amizades verdadeiras, nos cadinhos de quartéis e escolas, devidamente aquecidos pela sã camaradagem.
Em nenhuma outra profissão esposas e mães, heroínas do dia a dia, desempenham um papel tão importante como na nossa. Elas constituem o esteio necessário para o cumprimento das missões: encorajam, amparam e proporcionam o apoio de retaguarda para que guerreiros e guerreiras não esmoreçam. São elas os símbolos de força e de abnegação que mantêm elevado o moral da tropa.
A matriarca, Rosa Maria Paulina da Fonseca (1802-1873), teve um importante papel na formação cívica da família. Foi uma notável mulher, que aplicou o máximo de seus esforços a serviço da Pátria brasileira, preparando e educando aqueles que realizariam grandes feitos cívicos.
Exemplo de mãe e de esposa, indicou a seus filhos os valores norteadores da ética para a Família Militar do Exército Brasileiro. Com o falecimento do seu marido, em 1859, Rosa da Fonseca tornou-se o esteio da família. Foi muito admirada por sua postura durante a Guerra da Tríplice Aliança, conflito que se estendeu de maio de 1865 a março de 1870.
Indiretamente, a presença dessa valorosa mulher nos campos de batalha podia ser percebida na heroica atuação de seus filhos em combate, que espelhava a educação recebida, plena de ensinamentos voltados para as virtudes morais e intelectuais, tão necessárias aos que se sacrificam por ideais de liberdade e de bem comum.
Por tudo que representou e pela família que ajudou a edificar, o Comandante do Exército, por meio da Portaria Nº 650, de 1 O de junho de 2016, aprovou a entronização de Dona Rosa Maria Paulina da Fonseca como Patrono da Família Militar do Exército Brasileiro. Desde então, sua data natalícia, 18 de setembro, é consagrada ao Dia da Família Militar. A edificante história de vida de D. Rosa da Fonseca, matriarca respeitada e admirada, esposa de militar e exemplo de mãe, impõe ao Exército o dever de homenagear, de forma marcante, essa digna heroína, que tão bem encarna o espírito de luta e sacrifício da Família Militar Brasileira.
Disponível em: Noticiário do Exército, Centro de Comunicação Social do Exército, Brasília, DF. Acesso em: 18/09/2018
Os textos 01, 02 e 03 trazem uma temática abordando família. Qual das alternativas abaixo traz uma interpretação coerente com a abordagem em cada um dos três textos.