Se observamos atentamente no nosso caminhar cotidiano, se nos despirmos por alguns minutos dos celulares, veremos um contingente enorme de pessoas perambulando pelas ruas, sem rumo, sem projetos de vida, sem perspectivas, apenas esperando uma mísera esmola de alguém, que o faz de maneira muitas vezes automática, sem olhar nos olhos, sem desejar-lhes uma boa alimentação ou boa sorte. O estigma social é forte contra essa massa populacional, por isso mantê-la na invisibilidade é confortante para muitos.
No entanto há uma parcela da sociedade que a enxerga para além dos corpos maltrapilhos e tem como proposta compreender a representação desses seres invisíveis na organização social capitalista, que visa isentar a sociedade da produção e da reprodução da desigualdade social.
Essa parcela da sociedade que faz a leitura comunitária e, a partir dela, compreende a questão social no seu âmago, é formada pelos que se colocam como Defensores dos Direitos Humanos, buscando não fragmentar as estratégias de enfrentamento e, tampouco, combater a pobreza por intermédio da repressão policial, mas possibilitar meios que os tornem visíveis, que tenham voz e, mesmo após sua morte, que sua memória seja preservada sem falso moralismo. O direito de existir é um Direito Humano. Quando uma criança cresce num meio hostil e sem acesso a nada e se torna um adulto sem direito à moradia, à escola, à saúde, à cultura e ao lazer, é possível afirmar que somos responsáveis por essa situação e que a omissão do Estado o tornou órfão.
Destarte, é preciso que mudanças estruturais sejam efetivadas de fato para que os invisíveis deixem essa condição, e a sociedade compreenda o significado real do que são os Direitos Humanos, que existem para todos os humanos.
MASSARI, Solange. Da invisibilidade social ao direito de existir.Disponível em:< https://www.reporterdiario.com.br/noticia>. Acesso em: mai. 2021.
Entre as ideias desenvolvidas no primeiro parágrafo do texto, percebe-se