“Foie gras” significa, em português, fígado gordo e o prato é produzido com base na engorda forçada de patos e gansos. O debate sobre seu consumo – produto icônico da cozinha francesa – anda mais inflamado do que nunca, já que o prato deve ser proibido em Nova York. Considerado bárbaro pelos defensores dos animais, cada vez mais franceses se sentem culpados ao comer o “foie”. Ainda assim, de acordo com uma pesquisa feita recentemente, 77% dos franceses vão consumir o “foie gras” nas festas de fim de ano.
Uma associação de defesa dos animais francesa, a L214, publicou um vídeo, em 11 de dezembro, denunciando os maus-tratos sofridos pelas aves. As fêmeas são abandonadas para morrer, já que são os machos que têm o fígado mais gordo e com menos nervos.
O vídeo mostra também a gavagem, um método que força os animais a se alimentarem além do normal, gerando um crescimento excessivo do fígado, podendo chegar a dez vezes o seu tamanho habitual, e um acúmulo de gordura cujo percentual pode chegar a 65%.
A diretora do Comitê Interprofissional do “Foie Gras” (Cifog), Marie-Pierre Pé, acusa a associação de defesa animal de ser sensacionalista e a chama de “mercadores do medo”.
Segundo Le Parisien, o fim da produção de “foie gras” é uma das grandes causas animais das associações ditas “abolicionistas”, que também querem acabar com o consumo de carne, assim como das mais moderadas, que querem pôr um fim ao sofrimento animal.
“Por princípio, o ‘foie gras’ é um fígado doente. Os patos criados para produzir o ‘foie gras’ são como mulas, híbridos incapazes de voar”, afirma Brigitte Gothière, porta-voz da associação L214, que diz que 60% dos franceses são pela interdição da gavagem para a produção do “foie”.
(Carta Capital. 4.12.2019. Adaptado).
Assinale a alternativa cuja frase utiliza uma linguagem conotativa.