A política brasileira de saúde mental, proposta a partir de 2016, representa um processo acelerado de desmonte dos avanços promovidos pela reforma psiquiátrica, que preconiza “liberdade, respeito e autonomia das pessoas com transtornos mentais” (CRUZ et al. 2019). O retrocesso na política reformista brasileira da saúde mental ocorre num contexto mais amplo de ajustes fiscais (SANTOS, 2018), de enfrentamento da pandemia da Covid-19 e de suas consequências para a saúde mental.
Com base no exposto, considere as alternativas a seguir.
I - Os ajustes fiscais, que têm como proposta as políticas restritivas de gastos sociais, comprometem a saúde mental das populações, em especial dos grupos mais vulneráveis, na medida em que reduzem o emprego que tem como consequência o aumento da pobreza e da desigualdade.
II – O problema com o uso abusivo de álcool e outras drogas é reduzido nos países que implementam medidas de austeridade fiscal, em decorrência da qualificação da assistência oportunizada pelas políticas públicas e pela adoção de estratégias proibicionistas e punitivistas.
III – O consenso, no Brasil e nas recomendações internacionais, é o de que o tratamento para o abuso de álcool e outras drogas deve ocorrer em comunidades terapêuticas por meio do isolamento e do controle dos usuários.
Está(ão) correta(s)