Sorôco, sua mãe, sua filha
Aquele carro parara na linha de resguardo, desde a véspera, tinha vindo com o expresso do Rio, e estava lá, no desvio de dentro, na esplanada da estação. Não era um vagão comum de passageiros, de primeira, só que mais vistoso, tudo novo. A gente reparando, notava as diferenças. Assim repartido em dois, num dos cômodos as janelas sendo de grades, feito as de cadeia, para os presos. A gente sabia que, com pouco, ele ia rodar de volta... [...] Ia servir para levar duas mulheres, para longe, para sempre. O trem do sertão passava às 12h45m.[...]
A mãe de Sorôco era de idade, com para mais de uns setenta. A filha, ele só tinha aquela. Sorôco era viúvo. Afora essas, não se conhecia dele parente nenhum. [..]
A filha – a moça – tinha pegado a cantar, levantando os braços, a cantiga não vigorava certa, nem no tom nem no se-dizer das palavras – o nenhum.[...]
O que os outros se diziam: que Sorôco tinha tido muita paciência. Sendo que não ia sentir falta dessas transtornadas pobrezinhas, era até um alívio.
(Rosa, Guimarães. Sorôco, sua mãe, sua filha. In: Primeiras estórias.10 ed. Rio de Janeiro, José Olympio, 1977.Adaptado)
Considere o texto de Guimarães Rosa e a tira de Angeli para responder à questão.

(Wood & Stock – Psicodelia e colesterol. São Paulo: Jacarandá, 2003. p. 13)
Assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente,
a. uma expressão do texto que representa traço de linguagem informal e
b. o tipo de linguagem empregada no 2º quadrinho.