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3247046 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Salvador
Orgão: Col.Mil. Salvador
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Texto

O que eu trouxe na bagagem

Enunciado 3579927-1

Já estava chegando o final do ano e a gente teria que voltar para o Brasil. Não seria fácil dizer adeus aos meus novos amigos, principalmente à Suzana.

As despedidas começaram um mês antes do nosso retorno ao Brasil. A Suzana e a mãe dela foram jantar em casa e eu resolvi fazer uma surpresa. Pedi ajuda à Maria:

- Maria, você me ajuda a fazer um prato brasileiro chamado xinxim de galinha?

- Se você souber a receita, eu ajudo.

- Eu peguei na internet, mas não sei se vai dar certo...

A Maria concordou e fomos juntas para a cozinha. A receita incluía camarões, galinha, sal, pimenta, vinagre, azeite-de-dendê, cheiro-verde e coentro. A Maria logo pegou o espírito do xinxim. Na verdade, ela parecia uma verdadeira quituteira baiana.

O jantar foi maravilhoso! A mãe da Suzana percebeu que escolhi um prato brasileiro que lembrava a moamba de galinha, que eu havia comido na casa dela. Ela comentou:

- Esse prato mostra a união de todos os angolanos e brasileiros, no passado e no presente! Um brinde a essa união.

[...]

Na chegada ao Rio de Janeiro, fomos recebidos pelo meu pai e pela minha avó.

[...]

No primeiro dia de aula, fui o centro das atenções. Todos queriam saber das novidades da África, inclusive a professora:

- Conte para a gente como foi sua experiência na África, Bia.

Eu falei meio tímida:

- Na verdade, percebi que há várias áfricas. Eu conheci apenas algumas delas. No Egito, vi as pirâmides e a influência árabe. No Quênia, conheci os animais selvagens e as lutas contra os ingleses.

- E de Angola, o que você achou? – a professora perguntou.

Respondi decidida:

- Em Angola, eu encontrei algumas das raízes do Brasil e dos meus antepassados, que vieram como escravos para nosso país. Conheci um pouco da língua, da religião, das danças e dos alimentos que eles trouxeram para cá.

Depois de falar isso, entendi o que havia levado minha mãe a querer viver na África. E senti orgulho, muito orgulho de ser negra, descendente de africanos. Um orgulho que nunca havia sentido antes..

(DREGUER, Ricardo. Bia na África. Editora Moderna, São Paulo, 2007. Fragmento adaptado)

Sobre o trecho: “- Na verdade, percebi que há várias áfricas. Eu conheci apenas algumas delas. No Egito, vi as pirâmides e a influência árabe. No Quênia, conheci os animais selvagens e as lutas contra os ingleses.”.

Se colocássemos os verbos destacados no plural, conservando o mesmo tempo verbal e fazendo as adaptações necessárias, a frase ficaria assim:

 

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