O último povo das cavernas
Ela está deitada, morrendo. Lídia Maiyu jaz encolhida ao pé da fogueira do acampamento, dentrode uma caverna. Pernas e braços são meros gravetos, os olhos estão esbugalhados com a apreensão da morte.Tosse, seu corpo se ____________ e ela chora de dor. Lídia tem uns 15 anos – não sabe ao certo. _______meses antes ela deu à luz, e o bebê morreu. O grupo deixou o corpo em uma caverna e mudou-se. Pasu Aiyo, omarido de Lídia, me diz que é assim que se faz. “Quando você fica doente, ou melhora ou morre", sentencia.
A escuridão é impenetrável, exceto pelo fulgor da fogueira. Não há estrelas, como se fossedemais contar com elas. Em vez disso, chove forte fora do abrigo na saliência da rocha, e ondas de águaestapeiam incansáveis as gigantescas frondes da selva. Parece que sempre chove à noite nas montanhas dePapua – Nova Guiné. É por isso que Lídia e os que restam do seu povo buscam ___________ nas rochas: sãosecas. As cavernas ficam no alto de penhascos, e o acesso a elas às vezes requer uma traiçoeira escalada porcipós. São também uma fortaleza natural que em outros tempos protegia os povos das cavernas de seusinimigos: caçadores de cabeça, canibais e ladrões de noivas. Mas isso foi em gerações passadas. Agora seusinimigos são menos violentos, embora não menos mortais: malária e tuberculose.
Pasu, o marido de Lídia, enxota o cão de caça, e se senta ao pé do fogo. __________ sua tangade folhas e deita a cabeça de Lídia em seu colo. Pálida, ela olha para ele com grande esforço. Pasu, muito sério,pede para seu irmão que nos pergunte se há alguma coisa que possamos fazer por ela.
Um membro da nossa equipe de pesquisa, que fez treinamento para atendimento médico paraurgências, examina Lídia e constata que ela tem os pulmões cheios de líquido, o coração está disparado, com140 batimentos por minuto, e a febre bate nos 40 graus. Diagnostica uma provável pneumonia grave, e dá aLídia doses duplas de antibiótico e Tylenol. “Conseguimos convencê-la a tomar uma xícara de água esterilizadacom açúcar e sal, a deixamos sentada nos braços do marido para que possa respirar melhor a noite e sugerimosque ao amanhecer seja levada das montanhas, descendo o rio, até uma clínica do vilarejo", numa tentativa desalvar mais uma vida desses povos das cavernas.
(Revista National Geographic - adaptado)
Quanto à separação silábica, assinale a única afirmativa verdadeira.Ela está deitada, morrendo. Lídia Maiyu jaz encolhida ao pé da fogueira do acampamento, dentrode uma caverna. Pernas e braços são meros gravetos, os olhos estão esbugalhados com a apreensão da morte.Tosse, seu corpo se ____________ e ela chora de dor. Lídia tem uns 15 anos – não sabe ao certo. _______meses antes ela deu à luz, e o bebê morreu. O grupo deixou o corpo em uma caverna e mudou-se. Pasu Aiyo, omarido de Lídia, me diz que é assim que se faz. “Quando você fica doente, ou melhora ou morre", sentencia.
A escuridão é impenetrável, exceto pelo fulgor da fogueira. Não há estrelas, como se fossedemais contar com elas. Em vez disso, chove forte fora do abrigo na saliência da rocha, e ondas de águaestapeiam incansáveis as gigantescas frondes da selva. Parece que sempre chove à noite nas montanhas dePapua – Nova Guiné. É por isso que Lídia e os que restam do seu povo buscam ___________ nas rochas: sãosecas. As cavernas ficam no alto de penhascos, e o acesso a elas às vezes requer uma traiçoeira escalada porcipós. São também uma fortaleza natural que em outros tempos protegia os povos das cavernas de seusinimigos: caçadores de cabeça, canibais e ladrões de noivas. Mas isso foi em gerações passadas. Agora seusinimigos são menos violentos, embora não menos mortais: malária e tuberculose.
Pasu, o marido de Lídia, enxota o cão de caça, e se senta ao pé do fogo. __________ sua tangade folhas e deita a cabeça de Lídia em seu colo. Pálida, ela olha para ele com grande esforço. Pasu, muito sério,pede para seu irmão que nos pergunte se há alguma coisa que possamos fazer por ela.
Um membro da nossa equipe de pesquisa, que fez treinamento para atendimento médico paraurgências, examina Lídia e constata que ela tem os pulmões cheios de líquido, o coração está disparado, com140 batimentos por minuto, e a febre bate nos 40 graus. Diagnostica uma provável pneumonia grave, e dá aLídia doses duplas de antibiótico e Tylenol. “Conseguimos convencê-la a tomar uma xícara de água esterilizadacom açúcar e sal, a deixamos sentada nos braços do marido para que possa respirar melhor a noite e sugerimosque ao amanhecer seja levada das montanhas, descendo o rio, até uma clínica do vilarejo", numa tentativa desalvar mais uma vida desses povos das cavernas.
(Revista National Geographic - adaptado)