Magna Concursos
1284372 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: MetroCapital
Orgão: Pref. Biritiba-Mirim-SP
As línguas vivas foram influenciadas pela migração do campo para a cidade. Idiomas falados em determinadas regiões rurais e por apenas alguns milhares de pessoas, corriam perigo quando estas se mudavam para zonas urbanas. Tais línguas regionais também sofriam quando a cultura citadina, através dos novos meios de comunicação, chegava ao campo. Da mesma forma, estavam em risco se a invasão de algum idioma mais popular – o inglês ou o russo, por exemplo – oferecesse mais esperança de emprego, melhor educação ou acesso a entretenimento. Fora da Europa, centenas de línguas nativas vivas e vigorosas em 1900 passaram a ser faladas por apenas alguns milhares de pessoas. Quando um idioma sofria tal decadência, a maioria dos falantes o usava somente em parte de seu cotidiano, muitas vezes sem explorar todos os seus recursos e suas complexidades, pois os ouvintes de tal língua, especialmente os jovens, não a conheciam por completo. Das mais de 6 mil línguas do mundo, a maioria tinha, relativamente, poucos falantes no final do século. Elas estavam sob ameaça, uma vez que o rádio, a televisão, os jornais e os livros davam preferência àquelas faladas pela maioria. O iídiche possui hoje cerca de um terço dos falantes que tinha em 1900, quando era usado nas regiões centrais e leste da Europa. O íngrio e outros dois idiomas falados nas proximidades do Mar Báltico reuniam, em 1970, somente algumas poucas centenas de falantes cada um. A língua dálmata, usada no litoral leste do Mar Adriático, sumiu em 1898. O manx, que se falava na Ilha de Man, no Mar da Irlanda, foi extinto em 1974. Na Austrália, vários idiomas se perderam. Um erudito estudou cinco línguas vivas de aborígenes, da região tropical de Queensland, e revelou com tristeza, em 1992, que três estavam extintas, uma tinha apenas dez falantes e a última continuava viva apenas na mente de um falante solitário. Não eram línguas simples, que morreram por falta de flexibilidade e vocabulário. A maioria possuía uma gramática complexa e um impressionante léxico de cerca de 10 mil palavras. Entre as numerosas línguas em risco pelo mundo, a maioria não sobreviveu.
(BLAINEY, Geoffrey. Uma Breve História do Século XX. 2 ed. São Paulo: Fundamento, p. 287).
Na última palavra do texto, o autor utilizou o verbo “sobreviver” no seguinte tempo verbal:
 

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