“Certo dia, começou a montanha a dar urros e a inchar, dizendo que queria parir. Andava a gente muito surpresa e cheia de temor, receosa de que nascesse algum monstro que pudesse destruir o mundo todo. Chegado o tempo do parto, estando todos juntos suspensos, a montanha pariu um rato, transformando em riso o que antes era medo. Moral da história: esta fábula é sobre os que prometem de si coisas grandes, e depois não fazem coisa alguma, como são certos fanfarrões, que dizem ser valentes e, com muitos juramentos, o querem parecer. Outros que gabam as suas letras e os livros que hão de escrever, mas quando se joeira a valentia de uns e a ciência dos outros, tudo é joio. Pelo que com razão fica quem os conhece e se ri e escarnece deles, como na fábula se diz que os homens fizeram do parto da montanha”.
(Fábulas de Esopo, com adaptações).
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