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2861187 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: Pref. Campo Novo Parecis-MT
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Leia o Texto | para responder às questões de 1 a 10:

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Os números da tragédia

As tragédias no trânsito representam um dos maiores problemas de saúde pública do país. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o quarto país com mais mortes no trânsito. Quando não causam mortes, esses infortúnios deixam sequelas graves e irreparáveis. Além disso, geram grande prejuízo aos cofres públicos e ocupam muitos leitos hospitalares.

As hospitalizações por lesões decorrentes de acidentes de trânsito são mais onerosas do que as causadas por outras violências ou causas naturais. O mais impactante ainda é saber que a mortalidade atinge população essencialmente jovem. Segundo a OMS, são a principal causa de mortes de adolescentes.

Diante desses dados catastróficos, após um congresso científico que reuniu médicos, psicólogos e autoridades de trânsito de todo o país na Bahia, foi criado um Comitê Estadual de Prevenção de Acidentes de Moto. Uma das primeiras ações do comitê foi a sugestão para incluir o acidente de trânsito na lista de doenças de notificação compulsória, sugestão que foi prontamente aceita e implementada pela Secretaria de Saúde do estado.

Com essa ação, será possível aperfeiçoar estatísticas e fazer um georreferenciamento dos acidentes de trânsito para facilitar a implementação de políticas públicas voltadas à redução de mortes e ferimentos no trânsito. Toda unidade de saúde do estado que fizer atendimento a uma vítima de trânsito estará obrigada a notificar o caso, preenchendo documentos, utilizando a Classificação Internacional de Doenças, atualmente na sua 10º revisão (CID-10).[...]

Não podemos aceitar mais essa epidemia de mortes e sequelas no trânsito brasileiro. Alguns países têm conseguido contê-la. O Brasil é um dos países que firmaram compromisso junto à ONU para reduzir o número de mortes no trânsito na Década de Ação pela Segurança no Trânsito (2011-2020). O trato era reduzir pela metade o número de mortes no trânsito. Mas, da maneira como estamos, será difícil conseguir cumprir essa meta. Recentemente, foi publicada a Lei nº 13.614/18, que cria o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito, fixando o prazo de dez anos, a partir de 2018, para que ocorra redução pela metade do número de mortes no trânsito.

A Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) vem reafirmando que os ditos “acidentes” de trânsito não são fruto de acontecimentos casuais e fortuitos, obras do acaso. São, na verdade, acontecimentos com causas conhecidas e previsíveis. É preciso priorizar o respeito às leis de trânsito, aprimorar o setor da saúde, implementar ações educativas. Só assim priorizaremos a dignidade humana e, principalmente, o respeito à vida.

Antonio Meira Jr. (médico, presidente da Abramet-BA). In: O Globo, 26/01/2018. Adaptado.

Dentre os argumentos apresentados em defesa de seu ponto de vista, o autor inclui explicitamente o fato de:

 

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