Segundo Zuboff (2020), o capitalismo de vigilância reivindica
unilateralmente a experiência humana como matéria-prima
gratuita para práticas comerciais ocultas de extração, de previsão
e de venda. Embora alguns desses processos possam melhorar
serviços ou produtos, sua lógica fundamental está voltada à
produção de novos mercados de previsão comportamental.
Nesse modelo, dados sobre comportamentos, preferências e
interações são continuamente coletados, analisados e
transformados em produtos comercializáveis. O que está em jogo
não é apenas a mediação tecnológica das interações sociais,
mas a constituição de uma nova lógica de acumulação baseada
na captura sistemática de informações sobre a vida cotidiana.
Com base no debate contemporâneo sobre cultura digital, tecnologia e poder no capitalismo informacional, a digitalização das práticas sociais pode ser compreendida como um/a
Com base no debate contemporâneo sobre cultura digital, tecnologia e poder no capitalismo informacional, a digitalização das práticas sociais pode ser compreendida como um/a