O burro e o tigre
- A grama é azul! - o burro disse ao tigre.
- Não, a grama é verde - o tigre respondeu.
A discussão aqueceu, e os dois decidiram submetê-la a uma arbitragem e, para isso, recorreram ao leão, o rei da selva. Já antes de chegar à clareira da floresta, onde o leão estava sentado em seu trono, o burro começou a gritar:
- Vossa Majestade, é verdade que a grama é azul?
- Certo, a grama é azul - o leão respondeu.
O burro se apressou e continuou:
- O tigre discorda de mim e me contradiz e incomoda. Por favor, castigue-o!
- O tigre será punido com cinco anos de silêncio! - o rei, então, declarou.
O burro pulou alegremente e seguiu seu caminho, contente e repetindo:
- A grama é azul! A grama é azul!
O tigre aceitou sua punição, mas antes perguntou ao leão:
– Vossa Majestade, por que me castigou? Afinal a relva é verde!
O leão respondeu:
– Na verdade, a grama é verde.
O tigre perguntou:
– Então, por que Vossa Majestade me pune?
O leão respondeu:
– Isso não tem nada a ver com a pergunta sobre a grama ser azul ou verde; o castigo acontece porque não é possível que uma criatura corajosa e inteligente como você perca tempo discutindo com um burro e, ainda por cima, venha me incomodar com essa pergunta!
A pior perda de tempo é discutir com o tolo que não se importa com a verdade ou a realidade, mas apenas com a vitória de suas crenças e ilusões. Jamais perca tempo em discussões que não fazem sentido. Há pessoas que, por muitas evidências e provas que lhes apresentamos, não estão na capacidade de compreender, e há outras que estão cegas pelo ego, ódio e ressentimento, e a única coisa que desejam é ter razão, mesmo que não a tenham.
Adaptado de https://jornal.paranacentro.com.br/noticia/34814/nao-discuta-com-burros (acesso em 23/09/21).
Com base nas regras de flexão nominal e de flexão verbal, assinale a oração que corresponde exatamente ao trecho “e, ainda por cima, venha me incomodar com essa pergunta!”, colocando-se seus termos no plural e obedecendo-se aos critérios morfossintáticos e semânticos.