Exercício na infância precisa ter limites
Que o exercício beneficia as crianças, não há dúvidas. Mas onde é a linha de chegada? Hoje, especialistas se debruçam sobre a intensidade ideal da atividade física nessa fase. O excesso pode ser danoso: baixas no sistema imunológico, com infecções recorrentes; distúrbios de comportamento, como irritabilidade e insônia; dores crônicas na musculatura e nas articulações; e lesões na pele podem ser sinais de treinamento excessivo infantil.
A máxima de que “quem faz esporte cresce mais” deixa de ser consenso. Na verdade, abusar das atividades de impacto pode gerar deficiências de crescimento. A freqüência de prática segura envolve fatores estruturais, endócrinos e genéticos que interferem na resistência a impactos da placa de crescimento. As lesões mais freqüentes nas crianças vítimas de treinamento excessivo são as dos ossos e músculos. Vão de macrotraumas (fraturas, torções, luxações, distensões) a microtraumas (inflamações na cartilagem de crescimento e no tecido ósseo, nas extremidades de ossos longos, como fêmur e tíbia). As dores no joelho são as mais comuns.
Quando a dor chega, é hora de parar. O repouso é fundamental, mas em casos mais graves pode haver necessidade de imobilização e fisioterapia. Mesmo em um programa de exercícios adequado, os ortopedistas recomendam a utilização de aliados que diminuam o risco uma lesão óssea, como tênis adequados, proteção para cotovelo, joelho, pulso e ombro, dependendo da atividade.
Priscila Pastre Rossi e Tatiana Diniz. In: Folha Online —
Folha de S. Paulo, 28/9/2006 (com adaptações).
Julgue o item a seguir, considerando as idéias e as estruturas do texto acima.
No segundo parágrafo do texto, os conteúdos expressos entre parênteses denotam uma reflexão sobre os traumas do treinamento excessivo para crianças.
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