DESESPERO
Não há nada mais triste do que o grito de
um trem no silêncio noturno. É a queixa de um
estranho animal perdido, único sobrevivente de
alguma espécie extinta, e que corre, corre,
desesperado, noite em fora, como para escapar à
sua orfandade e solidão de monstro.
(Mário Q uintana. P rosae verso, 1996. Disponível em: mario-quintana-rh.blogspot.com/2013/09/desespero.html).