Analise o texto a seguir:
O movimento orbital da Terra ao redor do Sol era apreendido de forma indireta e empírica como a sucessão periódica dos três grandes momentos do calendário: as estações (ter) Akhet (período da inundação), Peret (época das sementeiras) e Chemu (época das colheitas). Três estações de quatro meses cada, num total de 12 meses de 30 dias cada. Dentro do ano de 360 dias, cada período de 120 dias representava uma etapa de um percurso sequencial, eternamente renovado; sempre igual (porque era um tempo eternamente recomeçado), mas nunca o mesmo em cada ocorrência (porque o meio natural era perpetuamente imprevisível). O volume da inundação, as pragas que se abatiam sobre as culturas, o tamanho das searas, a quantidade de cereal ceifado eram variáveis imprevisíveis de uma mesma equação natural anual. (Adaptado de “Concepção e percepção de tempo e temporalidade no Egito Antigo”, de José das Candeias Sales, 2006) |
A concepção de tempo que organizava o calendário no Egito Antigo apresentada no texto é predominantemente: