Na cultura artística inglesa do século XVIII, a crítica de arte
passou por uma transformação importante. A apreciação superficial,
própria do diletante ou do amador, deu lugar a uma avaliação mais
rigorosa e técnica, baseada no conhecimento das maneiras de
fazer do artista. Nessa nova perspectiva, o julgamento da obra
não decorre de princípios gerais estabelecidos de antemão, mas
nasce da reconstrução do próprio processo de criação. Nessa
transformação da crítica de arte, o julgamento rigoroso e técnico
passou a ser exercido por uma figura intitulada: