Leia o texto a seguir.
Talvez vocês já tenham tido oportunidade de escutar pessoas se lastimarem da degeneração de nossas raças europeias. Deixem menosprezar estes descontentes, pois, é certo que após uma visita a Mato Grosso eles se regozijariam de pertencer à nossa raça. Imaginem vocês, pessoas de tez uniformemente pálida e doentia, preguiçosas, atingidas por uma espécie de languidez indolente que formarão uma imagem do aspecto físico dos habitantes de Mato Grosso. Não. Esta raça é muito feia. Apesar do pó de arroz e dos fortes perfumes utilizados com frenesi pelas mulheres, elas em nada são comparáveis às nossas companheiras. |
Fonte: IJS, Ferdinand. Voyage au Matto Grosso. Bulletin de la Société d'études coloniales, n. 8, aout 1901. p. 526. Apud: TRUBILIANO, Carlos Alexandre Barros. A cidade em transformação: formação urbana, desenvolvimento e culturas políticas em Campo Grande (1905-1939). 2014. Tese (Doutorado em História), Universidade Estadual Paulista, 2014, p. 40.
O relato do expedicionário belga Ferdinand Nijs, enviado ao Brasil em 1899, expressa uma visão fundamentada na ciência que contribuiu, no contexto do século XIX, para