Leia um trecho da obra O guarani, do escritor romântico José de Alencar (1829-1877), para responder a questão.
Era Peri.
Altivo, nobre, radiante da coragem invencível e do sublime heroísmo de que já dera tantos exemplos, o índio se apresentava só em face de duzentos inimigos fortes e sequiosos1 de vingança.
Caindo do alto de uma árvore sobre eles, tinha abatido dois; e volvendo o seu montante2 como um raio em torno de sua cabeça abriu um círculo no meio dos selvagens.
Então encostou-se a uma lasca de pedra que descansava sobre uma ondulação do terreno, e preparou-se para o combate monstruoso de um só homem contra duzentos.
A posição em que se achava o favorecia, se isso é possível à vista de uma tal disparidade de número: apenas dois inimigos podiam atacá-lo de frente.
Passado o primeiro espanto, os selvagens bramindo3 atiraram-se todos como uma só mole4, como uma tromba5 do oceano, contra o índio que ousava atacá-los a peito descoberto.
Uma característica da estética romântica brasileira presente no texto é a valorização