Foram encontradas 40 questões.
“A Pinacoteca de São Paulo, museu da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, divulga a experiência virtual em 360° da exposição “OSGEMEOS: Segredos”. O tour gratuito e disponível no site do museu, em 19 de abril de 2021, garante a todos no Brasil e exterior a possibilidade de navegar pelos mais de 1000 itens do rico imaginário dos irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo e os 10 espaços dedicados à mostra (7 salas expositivas, octógono, hall e pátio). O tour online também representa a possibilidade de acesso a uma das exposições mais concorridas do país.”
Sem autor. Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, 2021. Disponível em: https://www.educacao. sp.gov.br/
pinacoteca-de-saopaulo- divulga-tour-virtual-da-exposicao-osgemeos/. Acesso em: 21 nov. 22. Texto adaptado
Com base nas informações apresentadas sobre a visita virtual à Pinacoteca de São Paulo, como podemos interpretar esta natureza de visitas a exposições de arte no contexto do ensino de arte em diálogo com as novas tecnologias?
Provas

ESBELL. Jaider. Entidades. 34ª Bienal de SP, 2021. Disponível em: https://www.geledes.org.br/morre-jaider-esbell-artista-
plastico-indigenaroraimense- com-obra-exposta-na-bienal-da-sao-paulo/. Acesso em: 21 nov. 2022.
Segundo o artista macuxi Jaider Esbell, a obra Entidades “aborda um conjunto de potências. Ela está relacionada aos misticismos e figuras mitológicas que não são contempladas pelo cristianismo neopentecostal europeu, e precisava ser grandioso. É para lembrar que todos os povos originários têm suas criaturas gigantescas, sua importância, seus signos semióticos, suas entidades que protegem e que cuidam. É um convite para um exercício plural, para que todos pesquisem suas origens, que acessem sua cosmologia, que não se afastem da própria essência. Que cada um manifeste suas crenças como quiser pela ampliação do mundo.”
Sem autor. Portal Geledés. Disponível em: https://www.geledes.org.br/morre-jaider-esbell-artista-
plastico-indigenaroraimense- com-obra-exposta-na-bienal-da-sao-paulo/. Acesso em: 05 nov. 2022.
Com base na imagem da instalação Entidades e no texto do próprio artista, podemos afirmar que:
Provas
O texto e as imagens a seguir nos reportam ao racismo que estrutura a sociedade brasileira.
“Desde seu lançamento em 1895, o quadro “A Redenção de Cam”, do artista espanhol Modesto Brocos, tem provocado a crítica de arte a um debate que não necessariamente se fia à questão formal, mas antes se volta ao assunto que marcou a concepção da tela : a ideia de embranquecimento racial. A imagem é um retrato de família marcado pelas distintas gradações de cor na pele das personagens – do marrom escuro (“negro”) da avó, ao “branco” do neto e de seu pai, passando pela mãe, morena, cuja tez adquire na tela um tom dourado. Em consonância, o grande interesse despertado pela pintura, que recebeu a medalha de ouro naquela Exposição Geral de Belas Artes, parece atado ao tema das uniões interraciais no Brasil e, em especial, à sua transformação em emblema dos debates sobre o futuro de um país marcado pela forte presença de uma população que não se define nem como negra, nem como branca, e pelos impasses que a chamada mestiçagem trazia para uma nação que se pretendia, no futuro, branca, num momento de auge do pensamento racialista na esfera pública.” (p. 33).
LOTIERZO, Tatiana H. P.; SCHWARCZ, Lilia K. M. Raça, gênero e projeto branqueador : “a redenção de Cam”,
de modesto brocos. Disponível em: https://journals.openedition.org/artelogie/5242. Acesso em: 21 nov. 22.

À esquerda: BROCOS, Modesto. “A Redenção de Cam”, 1895, óleo s/ tela. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira.
Disponível em: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/obra3281/a-redencao-de-cam. Acesso em: 22 nov. 22.
À direita: SGUILLA, Mariana. “A Redenção de Cam”, 2022, aquarela. In: Editorial SESC São Paulo.
Disponível em: https://www.sescsp.org.br/descolonizando o-pensamento-releitura-dearte/. Acesso em: 22 nov. 22.
Considerando as três produções apresentadas, é correto afirmar:
Provas
A interculturalidade crítica no campo da educação é uma construção a partir das pessoas subalternizadas historicamente pelo projeto colonial. Segundo Catherine Walsh (2009, p. 22), é um “movimento que amplia e envolve ‘em aliança’ setores que, da mesma forma, buscam alternativas à globalização neoliberal e à racionalidade ocidental, e que lutam tanto pela transformação social como para a criação de condições de poder, saber e ser muito diferentes. Pensada dessa maneira, a interculturalidade crítica não é um processo ou um projeto étnico, nem tampouco um projeto da diferença em si.
Antes, e como argumenta Adolfo Albán (2008), é um projeto que aponta à reexistência e à própria vida, para um imaginário ‘outro’ e uma agência “outra” de com-vivência – de viver ‘com’ – e de sociedade.”
WALSH, Catherine. Interculturalidade Crítica e Pedagogia Decolonial: insurgir, re-existir e re-viver. In: CANDAU, Vera (org.)
Educação Intercultural na América Latina: entre concepções, tensões e propostas. Disponível em: https://docplayer.com.br/
183960197-Educacaointercultural- na-america-latina-entre-concepcoes-tensoes-epropostas. html. Acesso em: 21 nov. 22.
De acordo com o trecho, se praticarmos a interculturalidade em uma perspectiva crítica nas aulas de arte, podemos incluir situações de aprendizagem que
Provas
O autor sustenta, nesse excerto do artigo, argumentos que fundamentam a colonialidade presente até hoje na Arte/Educação, entre eles:
Provas
“Desde os relatos de Américo Vespúcio e Cristóvão Colombo, nos séculos XV e XVI, encadeia-se um relacionamento, tanto dos povos americanos quanto de uma visão universal do Velho Mundo, com imagens produzidas em vínculos de decadência, desumanidade e monstruosidade, as quais refletem o que o colonizador quer mostrar, pois são produzidas pela episteme hegemônica.
Pensar por esse prisma conduz à compreensão da dimensão artística (visual/imagética) a par das dimensões religiosas (catolicismo) e de linguagem/idioma (português e espanhol), operando como uma das mais profícuas formas de manutenção do projeto moderno/colonial e da hegemonia eurocêntrica nos contextos latino-americanos, o que repercute nos mais diversos campos e, estrategicamente, no campo educacional. A composição imagética da América Latina distorcida pelo espelho do colonizador, desde o renascimento europeu, converteu-se em verdade universal e contribuiu para as abjeções, as negações, as violações, os encobrimentos e os apagamentos epistemicidas das histórias, das artes e das culturas latino-americanas na Arte/Educação, impossibilitando vislumbrar os reflexos das imagens do que realmente representa esse território.
Há uma construção narrativa por imagens que contribui para perpetuar as heranças coloniais e deserdar outras epistemes, a qual impregnaram olhares e deu aparência natural ou necessária à civilização/ modernização através de atrocidades como a escravização de índios e de negros por toda a América Latina. O poder da imagem, de fixar nas mentes as ideias e os ideais europeus, foi explorado com grande competência pelo chamado primeiro mundo, de forma que até hoje os referenciais, sejam de bom ou de belo, remetem ao que é externo e, quase nunca, ao que é próprio.”
MOURA, Eduardo Junio Santos. Des/obediência docente na de/colonialidade da arte/educação na América Latina.
Revista GEARTE, Porto Alegre, v. 6, n. 2, p. 313-325, maio/ago. 2019.
Disponível em: http://seer.ufrgs.br/gearte. Acesso em: 04 Nov. 22.
O objetivo principal do texto é
Provas
“Um currículo que interligasse o fazer artístico, a história da arte e a análise da obra de arte estaria se organizando de maneira que a criança, suas necessidades, seus interesses e seu desenvolvimento estariam sendo respeitados e, ao mesmo tempo, estaria sendo respeitada a matéria a ser aprendida, seus valores, sua estrutura e sua contribuição específica para a cultura.”
BARBOSA, Ana Mae. A imagem no ensino da arte: anos oitenta e
novos tempos. São Paulo: Perspectiva, 2009, p. 35.
Sobre esse trecho, é possível afirmar:
Provas
Leia o seguinte post do Instagram:
“SOBRE O DIA NACIONAL DA CULTURA
Hoje é o Dia Nacional da Cultura, data criada em 1970, no governo do General Médici. O motivo: nascimento de Ruy Barbosa, jurista de renome, mas adepto de um elitismo cultural explícito.
É famoso o episódio da noite de 26/10/1914. Durante um sarau realizado no Palácio do Catete, Nair de Teffé, esposa do presidente Hermes da Fonseca, quebrou o protocolo e no meio de um programa composto de peças eruditas, tocou no violão o "Gaúcho", Corta-Jaca de Chiquinha Gonzaga.
O fato gerou escândalo. O violão era considerado vulgar, associado à malandragem. Tocado por uma mulher, executando uma música composta por outra mulher, Chiquinha, neta de negra escravizada. Imaginem...
O chamado "escândalo do Corta-Jaca" gerou um discurso apoplético de Ruy Barbosa no Senado Federal. Cito: “(...) aqueles que deviam dar ao pais o exemplo das maneiras mais distintas e dos costumes mais reservados elevaram o corta-jaca à altura de uma instituição social. Mas o corta-jaca de que eu ouvira falar há muito tempo, que vem a ser ele, Sr. Presidente? A mais baixa, a mais chula, a mais grosseira de todas as danças selvagens, a irmã gêmea do batuque do cateretê e do samba. Mas nas recepções presidenciais o corta-jaca é executado com todas as honras de música de Wagner, e não se quer que a consciência deste país se revolte, que as nossas faces se enrubesçam e que a mocidade se ria”.
Sim. Para Ruy Barbosa, a cultura popular era coisa baixa, chula, grosseira, selvagem. Não se constrói futuro sem a disputa pelo passado. Por mim, o Dia Nacional da Cultura seria o 26 de outubro, data em que Nair de Teffé tocou o Corta-Jaca. Como, entretanto, foi estabelecido que o homenageado é Ruy Barbosa, não resisto:
Hoje e sempre cantem e dancem samba, frevo, maracatu, coco, toada de boi, chula, funk, fandango, forró.
Façam embolada, rap, slam, sonata, soneto, cordel, sinfonia.
Joguem bola, comam feijoada, maniçoba, moqueca, caruru. Batam tambor!
A Cultura é a possibilidade de invenção do Brasil plural. Ruy Barbosa merece saber, de onde estiver, que essa parada ele perdeu.”
SIMAS, LUIZ A. SOBRE O DIA NACIONAL DA CULTURA. 5 de novembro de 2022. Rio de Janeiro. Instagram:
@luizantoniosimas. Disponível em: https://www.instagram.com/p/Ckk6_amOfV3/. Acesso em 6 de novembro de 2022.
A partir da leitura do texto, é possível depreender a relevância do ensino da Arte, uma vez que ele:
Provas
“ (...) há a compreensão de que a cultura visual enfatiza experiências diárias do visual e move, assim, sua atenção das belas artes ou da cultura de elite para a visualização do cotidiano. Além disso, ao negar limites entre arte de elite e formas de arte populares, a cultura visual faz de seu objeto de interesse os artefatos, tecnologias e instituições da representação visual (...).”
DIAS, Belidson. IN: BARBOSA, A. M. Arte/Educação contemporânea:
consonâncias internacionais. São Paulo: Cortez, 2005, p. 281.
A partir do excerto, é possível afirmar:
Provas
“A Arte, enquanto área do conhecimento humano, contribui para o desenvolvimento da autonomia reflexiva, criativa e expressiva dos estudantes, por meio da conexão entre o pensamento, a sensibilidade, a intuição e a ludicidade. Ela é, também, propulsora da ampliação do conhecimento do sujeito sobre si, o outro e o mundo compartilhado. É na aprendizagem, na pesquisa e no fazer artístico que as percepções e compreensões do mundo se ampliam e se interconectam, em uma perspectiva crítica, sensível e poética em relação à vida, que permite aos sujeitos estar abertos às percepções e experiências, mediante a capacidade de imaginar e ressignificar os cotidianos e rotinas.”
In: BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2018, p. 482
Na etapa do Ensino Médio, o ensino das artes visuais deve
Provas
Caderno Container