Foram encontradas 35 questões.
Em uma operação de aração, nota-se que o primeiro disco do arado está aprofundando mais que os demais discos. A solução para este problema é:
Provas
Insetos-praga, doenças e plantas daninhas em cultivos de hortaliças podem ocorrer simultaneamente em uma mesma área, o que torna comum a mistura de químicos no tanque de pulverização.
Assinale a alternativa que NÃO descreve um procedimento para evitar incompatibilidade entre os produtos, e que pode comprometer a eficácia da aplicação:
Provas
Agrotóxicos são produtos químicos usados na lavoura, na pecuária e mesmo no ambiente doméstico. O uso indiscriminado de agrotóxicos tem provocado o acúmulo de resíduos de compostos nos alimentos. Quanto ao uso de agrotóxicos, assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE o significado de período de carência:
Provas
Um agricultor familiar resolveu calcular a declividade do seu terreno, para depois solicitar o dimensionamento da melhor forma de evitar as perdas de solo por erosão. Para isso, o agricultor utilizou um nível “pé-de-galinha”, cuja distância entre as pernas é de 5 m. Se foram feitas 12 leituras, com desníveis encontrados de 10 cm; 13 cm; 25 cm; 18 cm; 26 cm; 22 cm; 18,5 cm; 17,5 cm; 14 cm; 21 cm; 23 cm; e 14 cm, a declividade total do terreno é:
Provas
A conservação do solo é essencial em qualquer atividade agrícola, devendo ser realizada por meio de práticas que visem minimizar o problema da erosão. Considerando as práticas de conservação do solo, assinale a alternativa que apresenta APENAS práticas vegetativas de conservação do solo:
Provas
Sobre produção na agricultura orgânica, analise as afirmações a seguir:
I. Um dos biofertilizantes utilizados, conhecido pela denominação de “super magro”, é uma mistura de materiais orgânicos, minerais, esterco e água, podendo ser aplicado na adubação foliar. É considerado um biofertilizante proteico e serve para melhorar a saúde e o crescimento das plantas.
II. A calda bordalesa é um fungicida eficiente contra várias doenças de hortas e pomares e resulta da mistura de sulfato de magnésio com cal virgem, diluídos em água. É recomendada na agricultura orgânica por ser o sulfato de magnésio um produto pouco tóxico para as plantas.
III. A calda sulfocálcica é um dos mais antigos biofertilizantes utilizados na agricultura orgânica, rica em cálcio, contribui para o equilíbrio nutricional das plantas agrícolas.
Está CORRETO o que se afirma, apenas, em:
Provas
Alguns produtos para controle de pragas e doenças são permitidos na olericultura orgânica. Para controle de ácaro branco, míldio e lagartas desfolhadoras são recomendados, respectivamente:
Provas
Considerando a composição média de macronutrientes em adubos orgânicos de origem animal, o nutriente que, geralmente, é encontrado em maiores proporções relativamente às quantidades requeridas pelas culturas, resultando em elevação mais acentuada de sua concentração no solo, é:
Provas
Na olericultura orgânica, a administração da propriedade e coleta de dados são essenciais. Esses dados são verificados por entidades, como uma OAC ou uma OCS, que significam, respectivamente:
Provas
Leia o texto abaixo e responda à questão:
TEXTO 3
Fazer divulgação científica por quê?
Ana de Medeiros Arnt
Sempre falamos que é necessário existir divulgação científica, dentro de instituições de pesquisa como as universidades. No entanto, existem muitos sentimentos contraditórios e debates travados sobre a questão. E hoje eu gostaria de falar um pouco sobre isto, tentando justificar por que fazer divulgação científica? Antes disso: só universidades devem fazer divulgação científica?
Antes de me embrenhar “de verdade nesta questão”, acho importante falar que não… Não é só universidade ou instituições que devem fazer divulgação científica. Todavia, cada vez mais me convenço que não devemos pensar a divulgação científica como algo a ser feito sozinho como profissionais. Podemos fazer divulgação científica de forma independente de instituições – e a maioria dos divulgadores que conheço estão neste formato, na verdade… E fazendo muito bem, diga-se de passagem! Mas a divulgação científica é um dos braços importantes de instâncias de pesquisa e, cada vez mais, presente no trabalho rotineiro de algumas pessoas.
Antes de nos jogarmos nas questões que serão centrais no texto de hoje, ainda ressalto que quando pergunto “por que fazer divulgação científica?” não o faço como mais um trabalho do cientista/pesquisador. Não é ato individual! A divulgação científica precisa da coletividade, é ato de grupos de pesquisa, de cientistas em formação, de instituições, de comunicadores, jornalistas: é trabalho de equipe! [...] Por que devo me preocupar com divulgar ciência?
Não há como pensar sobre a preocupação com a compreensão da ciência na sociedade, sem parafrasear Sagan. Já em 1995 ele anunciava que nós criamos uma sociedade que depende da ciência e tecnologia. Todavia, isto ocorria sem que ninguém entendesse de ciência e tecnologia. Sagan dizia que isso é uma bomba relógio que vai explodir na nossa cara a qualquer momento. (e não é que ele estava certo? Um total de zero surpresas aqui!)
importante pensarmos, também, na preocupação como parte das necessidades que encontramos para que a ciência esteja circulando socialmente, enquanto conhecimento. Neste caso, estou defendendo a ideia da ciência como ferramenta para pensar sobre o (e agir no) mundo. Deleuze fala que a teoria tem que ser como uma caixa de ferramenta “é preciso que sirva, é preciso que funcione”. E não no sentido utilitarista, mas no sentido de forma de pensamento, ferramenta que nos possibilita pensar. [...]
Por que a divulgação científica é importante para a sociedade?
Eu sempre gosto de apontar que o conhecimento técnico e científico é um direito humano. Seja para sustentar a liberdade de opinião e expressão (Artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos), seja pelo direito à instrução (Artigo 26), seja pelo direito a participar da vida cultural da comunidade e do progresso científico e seus benefícios (Artigo 27).
Se a ciência é uma caixa de ferramentas e é a maneira para pensar e mudar nossas perspectivas, a maneira de explicar nosso mundo, os fenômenos naturais e sociais, é direito de todo o ser humano compreender seu funcionamento, para embasar seus argumentos, refutar ideias estapafúrdias, educar-se e participar do mundo a partir deste conhecimento por sua compreensão.
A divulgação científica é importante para a sociedade porque conhecimento científico e teorias científicas são parte de nossa luta cotidiana, bem como parte do que vale a pena lutar. Esta relevância reside, portanto, por sermos seres sociais e políticos e o conhecimento ser nossa caixa de ferramentas diárias.
Além disso, existem demandas da sociedade que às vezes são resolvidas, pensadas, teorizadas com ideias científicas e tecnológicas. Todavia, às vezes não é isso o que acontece, e às vezes temos tragédias que poderiam ser evitadas (estamos vivenciando uma neste momento). E, às vezes, temos decisões que são resolvidas, pensadas, teorizadas com ideias científicas e tecnológicas, e isso não é questionado como deveria ser. Compreender a ciência possibilita questioná-la também, sem conspiracionismos ou falácias.
Sem cair em desinformações que se aproveitam de polarizações ou vulnerabilidades, sem que estejamos acostumados à ideia de questionarmo-nos a nós mesmos, pois é de ciência (e não dogma) que se trata.
Portanto, a divulgação científica é importante para a sociedade porque precisamos (nós, cientistas e não cientistas) aprender como pensar a partir de pressupostos científicos, mas também precisamos entender como questioná-los.[...] Por fim
Sempre que eu penso sobre estas questões abordadas neste texto, eu não consigo deixar de mencionar uma das minhas maiores referências na divulgação científica que é a Revista Ciência Hoje – talvez uma das maiores responsáveis por eu ser divulgadora científica hoje.
No histórico da revista consta a proposta audaciosa, para um tempo de cerceamento dos saberes “divulgar os diversos campos da ciência sem deixar de promover o debate político em torno de questões como cidadania, educação e participação universitária, possibilitando, assim, a democratização do conhecimento” (Revista Ciência Hoje).
Se em tempos tão sombrios como os que vivemos durante a ditadura, tivemos uma iniciativa que fincou o pé no debate sobre democratização do conhecimento, por qual motivo não seria agora esta nossa luta?
Se as teorias científicas são instrumentos para nossas vidas, a divulgação científica é este espaço de construção coletiva de pontes, diálogos, conhecimentos que tornam as lutas socialmente possíveis, responsáveis, encantadoras, éticas e empáticas!
Disponível em: https://www.blogs.unicamp.br/cediciencias/2021/11/19/fazer-divulgacao-cientifica-por-que/. Acesso em: 3 fev. 2021. Adaptado.
“A coesão, por estabelecer relações de sentido, diz respeito ao conjunto de recursos semânticos por meio dos quais uma sentença se liga com a que veio antes aos recursos semânticos mobilizados com o propósito de criar textos.” (KOCH, 2002, p.17.)
Com base nas informações acima, analise o trecho do texto a seguir:
“Se a ciência é uma caixa de ferramentas e é a maneira para pensar e mudar nossas perspectivas, a maneira de explicar nosso mundo, os fenômenos naturais e sociais, é direito de todo o ser humano compreender seu funcionamento, para embasar seus argumentos, refutar ideias estapafúrdias, educar-se e participar do mundo a partir deste conhecimento por sua compreensão.” (§ 7)
De acordo com Koch (2002), o mecanismo de coesão promovido pela utilização do termo sublinhado acima deve ser classificado como:
Provas
Caderno Container