Foram encontradas 50 questões.
As cores de um país que mudou
Giancarlo Lepiani, de Johanesburgo
Apesar de ser a metrópole mais cosmopolita do continente africano, Johanesburgo ainda exibe com notável clareza as marcas do período em que viveu sob o regime de segregação racial. A topografia urbana desta cidade surgida na corrida do ouro do século XIX oferece constantes surpresas – em questão de minutos, é possível passar de avenidas que poderiam se misturar à paisagem de qualquer cidade americana a favelas tão miseráveis quanto as que se encontram nos países mais pobres do resto da África.
Nos dias que antecedem a abertura da Copa, porém, chama atenção o surgimento de um traço comum entre os diferentes cenários que formam Johanesburgo. A bandeira da África do Sul pós-apartheid está em todas as partes – e isso não se deve só à empolgação com as chances da frágil seleção local no torneio. Como seria de se esperar, as decorações com as cores do país estão espalhadas por todos os caminhos que serão usados pelas delegações e torcedores. Mas elas não se limitam às avenidas que ligam o aeroporto aos grandes hotéis – onde, é claro, foram instaladas pela prefeitura.
As bandeiras estão também nas casas e lojas dos bairros mais variados – dos habitados pelas comunidades indianas e muçulmanas aos distritos dominados por negros ou brancos. O símbolo nacional também enfeita boa parte dos carros, desde as latas-velhas pilotadas por motoristas negros até as SUVs* dos residentes mais ricos da capital de negócios do continente.
Quando se comenta o assunto com algum morador, o que mais se ouve é que o país está ansioso para mostrar o que é capaz de fazer. Uma propaganda de rádio dá uma boa medida da sensação dos sul-africanos nestes dias de contagem regressiva para a abertura: “Disseram que não poderíamos sediar uma Copa; disseram que os estádios não ficariam prontos a tempo; disseram que não daria certo. Estavam errados”.
No último Mundial, na Alemanha, um dos grandes legados do maior evento esportivo do planeta foi justamente o orgulho com que sua população, enfim mais imune aos fantasmas da II Guerra, exibiu as cores do país ao receber visitantes do mundo todo. Numa África do Sul ainda muito distante de apagar os sinais dos tempos de conflito racial, uma possível repetição do fenômeno alemão de 2006 pode valer muito mais que qualquer vitória dos Bafanas** no gramado.
Disponível em: <http://veja.abril.com.br/blog/copa-2010/2010/06/01/>
Acesso em: 04 jun. 2010.
*SUVs: veículos utilitários esportivos (sigla em inglês para Sport Utility Vehicles)
**Bafanas: rapazes (em isiZulu) - como são chamados os jogadores da seleção sul-africana de futebol
Leia o seguinte período:
“Apesar de ser a metrópole mais cosmopolita do continente africano, Johanesburgo ainda exibe com notável clareza as marcas do período em que viveu sob o regime de segregação racial.”
Observando-se a manutenção do sentido original, a reescrita do período está correta em:
Provas
No laboratório, um técnico precisou de proveta, balão de fundo chato, pipeta, bureta e Erlenmeyer, nessa ordem, para a realização de um exame. Por ser muito organizado, ele identifica cada armário com uma figura da vidraria contida no seu interior e um número, conforme figura abaixo.

Para pegar as vidrarias de que vai precisar, na ordem estabelecida, as portas que devem ser abertas pelo técnico, respectivamente, são as de número:
Provas
Uma geladeira de laboratório com uso exclusivo para armazenar cultivos de bactérias potencialmente patogênicas, deve ser identificada pelo símbolo de risco
Provas
O PSA (Antígeno Prostático Específico) é considerado um ótimo marcador tumoral na triagem do câncer de próstata. Em relação às orientações para a coleta da amostra para a realização da dosagem do PSA, é correto afirmar que o paciente deve
Provas

A figura ao lado representa uma técnica de semeadura. A técnica denomina-se
Provas
O método de coloração utilizado para a identificação de bactérias do gênero Mycobacterium denomina-se
Provas
A coleta inadequada de amostras microbiológicas pode levar a falhas no isolamento do agente etiológico por favorecer a sua contaminação.
Para evitar o isolamento de um “falso” agente etiológico, um procedimento adequado de coleta deve ser
Provas
A amostra de urina utilizada para a determinação do clearence de creatinina é
Provas
A tipagem do fator Rho na amostra de sangue de um paciente deu resultado negativo. No entanto, esse resultado não deve ser liberado antes que seja feito uma confirmação. A fim de confirmar se de fato o fator Rho está presente ou ausente, o técnico deve realizar
Provas
As cores de um país que mudou
Giancarlo Lepiani, de Johanesburgo
Apesar de ser a metrópole mais cosmopolita do continente africano, Johanesburgo ainda exibe com notável clareza as marcas do período em que viveu sob o regime de segregação racial. A topografia urbana desta cidade surgida na corrida do ouro do século XIX oferece constantes surpresas – em questão de minutos, é possível passar de avenidas que poderiam se misturar à paisagem de qualquer cidade americana a favelas tão miseráveis quanto as que se encontram nos países mais pobres do resto da África.
Nos dias que antecedem a abertura da Copa, porém, chama atenção o surgimento de um traço comum entre os diferentes cenários que formam Johanesburgo. A bandeira da África do Sul pós-apartheid está em todas as partes – e isso não se deve só à empolgação com as chances da frágil seleção local no torneio. Como seria de se esperar, as decorações com as cores do país estão espalhadas por todos os caminhos que serão usados pelas delegações e torcedores. Mas elas não se limitam às avenidas que ligam o aeroporto aos grandes hotéis – onde, é claro, foram instaladas pela prefeitura.
As bandeiras estão também nas casas e lojas dos bairros mais variados – dos habitados pelas comunidades indianas e muçulmanas aos distritos dominados por negros ou brancos. O símbolo nacional também enfeita boa parte dos carros, desde as latas-velhas pilotadas por motoristas negros até as SUVs* dos residentes mais ricos da capital de negócios do continente.
Quando se comenta o assunto com algum morador, o que mais se ouve é que o país está ansioso para mostrar o que é capaz de fazer. Uma propaganda de rádio dá uma boa medida da sensação dos sul-africanos nestes dias de contagem regressiva para a abertura: “Disseram que não poderíamos sediar uma Copa; disseram que os estádios não ficariam prontos a tempo; disseram que não daria certo. Estavam errados”.
No último Mundial, na Alemanha, um dos grandes legados do maior evento esportivo do planeta foi justamente o orgulho com que sua população, enfim mais imune aos fantasmas da II Guerra, exibiu as cores do país ao receber visitantes do mundo todo. Numa África do Sul ainda muito distante de apagar os sinais dos tempos de conflito racial, uma possível repetição do fenômeno alemão de 2006 pode valer muito mais que qualquer vitória dos Bafanas** no gramado.
Disponível em: <http://veja.abril.com.br/blog/copa-2010/2010/06/01/>
Acesso em: 04 jun. 2010.
*SUVs: veículos utilitários esportivos (sigla em inglês para Sport Utility Vehicles)
**Bafanas: rapazes (em isiZulu) - como são chamados os jogadores da seleção sul-africana de futebol
Da leitura do primeiro parágrafo, infere-se que Johanesburgo
Provas
Caderno Container