Foram encontradas 120 questões.
Na pandemia, o saldo para o mundo do trabalho é
conhecido: explosão do desemprego, precarização, informalidade
e trabalho cada vez mais intermitente. Tudo isso, em uma
sociedade já bastante desigual, produziu uma ambiência mais do
que favorável para o avanço destrutivo do vírus. A fantasiosa
visão de que na pandemia “estamos todos no mesmo barco” e de
que ela é “democrática” em seus impactos, foi desmascarada
rapidamente quando todos os números passaram a mostrar que a
sua tragédia tem classe, raça, gênero e etnia. São os
vulnerabilizados socialmente os mais atingidos.
Internet:<diplomatique.org.br> (com adaptações).
Nos critérios de vacinação, a desigualdade e a estratificação social se tornam evidentes, pois, ao priorizar pessoas mais idosas, acaba-se atingindo a população branca, que tem maior expectativa de vida do que a negra no Brasil. Na segunda priorização, por comorbidade, acontece algo semelhante, pois a população negra tem menor acesso aos serviços de saúde e, portanto, menor acesso a estes diagnósticos de comorbidades.
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Se as formas sociais, as roupas, os juízos estéticos e todo
o estilo que o ser humano utiliza para se expressar são mantidos
em constante mutação pela moda, esta, ou seja, a nova moda, só
diz respeito às classes altas. Tão logo as classes baixas começam
a se inclinar para ela, ultrapassando as fronteiras demarcadas
pelas classes altas e quebrando a homogeneidade de seu
pertencimento aí simbolizado, as classes altas se afastam e
adotam uma nova moda que as distingue, por sua vez, das
grandes massas, relançando o jogo novamente.
Georg Simmel. A Moda. IARA – Revista de Moda, Cultura
e Arte, [S. l.], v. 1, n. 1, p. 163–188, 2008. P. 167-168.
Tanto Simmel quanto Weber procuraram compreender formas de diferenciação social mesmo em situações em que os indivíduos pertencem a uma mesma classe econômica.
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No campo de estudo das desigualdades raciais, a ênfase
ocorre tanto na sobrerrepresentação da população negra entre os
pobres quanto na proporção de pobres dentro de cada grupo
racial. Há mais negros (pretos e pardos) entre os pobres, da
mesma forma que há maior proporção de pobres no grupo negro
do que no grupo branco. Outro aspecto que se destaca é a
manutenção dessas diferenças a despeito das recentes e
significativas mudanças nas situações de pobreza. Os dados da
Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar (PNAD) mostram que,
em 1999, entre os 10% mais pobres da população brasileira, 68%
deles eram negros (pretos e pardos); em 2008, essa proporção era
de 70,8%. Estudos recentes sobre pobreza têm dado ênfase à
questão da sua heterogeneidade, apontando, sobretudo, para a
importância de outras variáveis, além da renda, para mensurá-la.
Nesse sentido, procuram diluir a dicotomia entre pobres e não
pobres e chamar a atenção para as diferenças tanto de
concentração (grau) quanto das características da pobreza.
Márcia Lima. “Raça” e pobreza em contextos metropolitanos.
In: Tempo Social, 24 (2), nov./2012, p. 236 (com adaptações).
Infere-se dos dados da PNAD apresentados no texto que, no período analisado, houve aprofundamento da proporção de pessoas negras entre o decil mais pobre da população brasileira.
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Acerca do uso das novas tecnologias e da Internet como suporte
para movimentos sociais e sua relação com a questão ideológica,
julgue o próximo item.
É inquestionável que as redes sociais na Internet, além de terem transformado a maneira de as pessoas se mobilizarem, conseguiram proporcionar evidentes melhorias na prática política.
É inquestionável que as redes sociais na Internet, além de terem transformado a maneira de as pessoas se mobilizarem, conseguiram proporcionar evidentes melhorias na prática política.
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Em termos históricos, a gestão do complexo
capitalista-escravocrata no Brasil requereu, no marco de um
projeto de construção nacional socialmente excludente e de
modernização pelo alto, a montagem de uma maquinaria
institucional de controle preventivo e repressivo de condutas das
classes desprivilegiadas, operando como suporte das distinções
de classe e raça que importavam manter na passagem da colônia
à nação independente. Em certo sentido, a formação das polícias
no Brasil significou a transferência e a extensão das tecnologias
de poder mobilizadas pelo senhor no controle dos escravos para
os homens livres e pobres circulando pelas cidades em rota de
urbanização acelerada. Por aí se pode ver algo como a
constituição de um aparato repressivo de Estado no espelho da
gestão soberana, disciplinar e privada das classes subalternas.
Laurindo Dias Minhoto. Encarceramento em massa, racketeering de Estado e
racionalidade neoliberal. In: Lua Nova, 109, jan.-abr./2020, p. 175 (com adaptações).
Os meios de comunicação que destacam, de maneira elogiosa, a ação policial repressiva contribuem para reproduzir certos estereótipos de violência.
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Com relação à transformação do trabalho, do emprego e das
desigualdades de renda no Brasil ao longo da primeira década do
século XXI, julgue o item a seguir.
Por uma perspectiva sociológica, embora tenha havido, no período em questão, uma mudança no mercado de trabalho brasileiro para diminuir a desigualdade, a lógica de hierarquização de status entre as ocupações pouco se modificou.
Por uma perspectiva sociológica, embora tenha havido, no período em questão, uma mudança no mercado de trabalho brasileiro para diminuir a desigualdade, a lógica de hierarquização de status entre as ocupações pouco se modificou.
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Os estudos quantitativos sobre a inserção no mercado de
trabalho no Brasil demonstraram que os negros estão sempre em
desvantagem em relação aos brancos nas chances de mobilidade
social, pois estão mais submetidos a um “ciclo de desvantagens
acumulativas”, que remete às desigualdades presentes na origem
social ou, mais precisamente, na ocupação e no nível educacional
dos pais, o que permanece nas esferas da educação e do trabalho
nas trajetórias de vida dos negros. Outro fator componente das
desvantagens acumulativas é a distribuição geográfica desigual
de grupos de cor no território brasileiro: os brancos ocupam
majoritariamente o Sul e o Sudeste, e os negros, as regiões
historicamente menos desenvolvidas do ponto de vista
econômico, numa distribuição resultante da dinâmica da
escravidão no Brasil e da política de migração europeia que
introduziu os trabalhadores brancos europeus principalmente no
Sul e no Sudeste.
Jordão Horta Nunes e Neville Julio de Vilasboas e Santos. A desigualdade
no “topo”: empregadores negros e brancos no mercado de trabalho
brasileiro. In: Civitas, 16(2), abr.-jun./2016, p. 90 (com adaptações).
O esforço individual é o que permite a superação das desigualdades de origem.
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Durante a criação do Grupo de Trabalho Interministerial
População Negra, o então presidente Fernando Henrique Cardoso
adotou uma postura bastante progressista e enfatizou a
necessidade de modificar o quadro de discriminação por cor, bem
como de encontrar mecanismos e processos capazes de tornar
mais democrática a relação entre raças, grupos sociais e classes
sociais. Apesar dessas importantes mudanças no modo como o
Estado brasileiro historicamente se posicionava em relação à
questão racial, a adoção de políticas afirmativas, como as cotas
nas universidades, teve início somente após a realização da III
Conferência Mundial Contra a Discriminação Racial, o Racismo,
a Xenofobia e a Intolerância Correlata, ocorrida em 2001, em
Durban, na África do Sul. A partir de então, foi possível
identificar uma resposta ativa, por meio da criação e(ou)
potencialização de órgãos governamentais dedicados ao
tratamento das questões raciais nos países latinos.
Luciana Garcia de Mello. Da crítica à política: tensões entre reconhecimento e democracia racial na política de cotas da UFRGS. In: Civitas, 17(2), maio-ago./2017, p. 311 (com adaptações).
O texto apresentado mostra um exemplo de que a efetivação de formas de contribuir para a diversidade étnica dificilmente emerge apenas com base nos anseios políticos internos de um país.
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Durante a criação do Grupo de Trabalho Interministerial
População Negra, o então presidente Fernando Henrique Cardoso
adotou uma postura bastante progressista e enfatizou a
necessidade de modificar o quadro de discriminação por cor, bem
como de encontrar mecanismos e processos capazes de tornar
mais democrática a relação entre raças, grupos sociais e classes
sociais. Apesar dessas importantes mudanças no modo como o
Estado brasileiro historicamente se posicionava em relação à
questão racial, a adoção de políticas afirmativas, como as cotas
nas universidades, teve início somente após a realização da III
Conferência Mundial Contra a Discriminação Racial, o Racismo,
a Xenofobia e a Intolerância Correlata, ocorrida em 2001, em
Durban, na África do Sul. A partir de então, foi possível
identificar uma resposta ativa, por meio da criação e(ou)
potencialização de órgãos governamentais dedicados ao
tratamento das questões raciais nos países latinos.
Luciana Garcia de Mello. Da crítica à política: tensões entre reconhecimento e democracia racial na política de cotas da UFRGS. In: Civitas, 17(2), maio-ago./2017, p. 311 (com adaptações).
Embora vigente há anos, a política federal de ações afirmativas para o acesso à educação superior tem mostrado poucos resultados.
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Julgue o item a seguir, referentes a religião e sociedade.
No Brasil, o sincretismo religioso é um fator de harmonia e superação da exclusão social.
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