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Por meio da Portaria n.º 2.488/2011, aprovou-se a Política Nacional de Atenção Básica, a qual estabelece a revisão das diretrizes e normas para a organização da Atenção Básica, para a Estratégia Saúde da Família (ESF) e para o Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS). A ESF é a principal estratégia da Atenção Básica e as suas ações são realizadas por meio das Unidades Básicas de Saúde.
Os municípios podem implantar a ESF, com a equipe mínima, composta por um médico, um enfermeiro, um técnico de enfermagem e seis agentes comunitários de saúde; ou com a equipe ampliada, por meio da inserção do fonoaudiólogo e outros profissionais de saúde.
Marque a alternativa que apresenta a ação do fonoaudiólogo inserido na ESF, após análise das necessidades de cada território.
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O fonoaudiólogo, em parceria com a Educação, a partir de seus conhecimentos específicos relacionados à aquisição da leitura e escrita, linguagem oral, voz e audição, auxilia a comunidade educacional no processo educativo. Nesse contexto, o fonoaudiólogo pode atuar em redes públicas e no setor privado de ensino, em todos os níveis e modalidades, inclusive nas esferas administrativas.
Um dos principais objetivos da atuação do fonoaudiólogo educacional é colaborar com o processo educativo. Para isso, as ações podem ser divididas em cinco eixos: acolhimento da demanda, análise da situação institucional, proposição de estratégias, implantação das propostas e monitoramento das ações.
Marque a alternativa que apresenta uma ação de proposição de estratégias.
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Para a classificação da perda auditiva quanto ao grau, são encontradas na literatura diversas recomendações. Alguns autores classificam a perda auditiva com base nos limiares auditivos para as frequências 500, 1.000 e 2.000 Hz, enquanto outros tomam por base as frequências 500, 1.000, 2.000 e 4.000 Hz. A escolha da classificação fica a critério do profissional. Entretanto, é imprescindível que o fonoaudiólogo indique qual foi a classificação adotada, desde que reconhecida e validada cientificamente.
Em 2020, a Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou o material intitulado Basic Ear and Hearing Care Resource no qual utilizou a classificação dos graus de deficiência auditiva revisada, considerando a médias de 500Hz, 1000Hz, 2000Hz e 4000Hz. Partindo desse conhecimento, observe atentamente o audiograma a seguir.

Marque a alternativa que apresenta o grau da perda auditiva representado no audiograma, segundo a OMS (2020).
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Alterações na fala podem ser identificadas, tais como: substituições, omissões e/ou distorções dos sons, as quais podem estar relacionadas às dificuldades da língua (o que caracterizaria uma dificuldade cognitivo-linguística), à percepção auditiva dos sons e/ou à produção deles.
Caso clínico: Após avaliação de fala de uma criança de 8 anos, encontraram-se as seguintes características: demorou a começar a falar, apresenta fala “embolada”, inconsistência/variabilidade nos erros em fonemas, erros atípicos, maior incidência de erros em vogais do que o esperado (distorções, substituições e omissões), uso predominante de palavras com estruturas simples e aumento dos erros das sílabas conforme a complexidade de sua estrutura aumenta (por exemplo, em palavras polissilábicas e frases).
Diante do exposto, qual o diagnóstico CORRETO para esse paciente?
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O Teste da Orelhinha faz parte de um conjunto de ações que devem ser realizadas para a atenção integral à saúde auditiva na infância: triagem, monitoramento e acompanhamento do desenvolvimento da audição e da linguagem, diagnóstico e (re)habilitação.
Caso clínico: E. G. S., 1 mês e 27 dias, foi trazido pelos seus pais para a realização do Teste da Orelhinha no ambulatório do HCMR. A gestação foi de 35 semanas, o bebê nasceu cansadinho, precisou de suporte ventilatório na UTI, ficou internado 12 dias e recebeu alta sem nenhuma outra intercorrência. Ao realizar os exames, obteve o seguinte resultado: reflexo palpebral presente por meio de estímulo do agogô, EOA presentes bilateralmente. Os pais relatam preocupação com o desenvolvimento da linguagem e da audição do filho, uma vez que há caso na família de deficiência auditiva.
Marque a alternativa que estabelece a conduta adequada para esse paciente.
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Afasia pode ser definida, de forma simples, como uma alteração adquirida da linguagem devida a uma lesão cerebral focal. Essa definição, por simplicidade, não abrange todo o espectro de possibilidades clínicas, razão pela qual se deve falar em afasias, já que elas se manifestam através de diferentes tipos de alterações da linguagem oral (expressão e compreensão), leitura e escrita.
Caso clínico: F. H. P., 67 anos, sofreu um AVC hemorrágico no hemisfério esquerdo do cérebro há um mês, que afetou a região de encontro do lodos parietal e temporal, manifestando alterações na comunicação. Por esse motivo, ele foi encaminhado para avaliação fonoaudiológica, a qual identificou: expressão normal, com rica prosódia, com algumas parafasias verbais e esporádicas anomias; compreensão com alteração importante, falhas em tarefas simples, sem conseguir repeti-las; escrita com grafismo e automatismo preservados, ditado muito alterado e leitura um pouco reduzida.
Diante do caso clínico apresentado, marque a alternativa que apresenta a classificação CORRETA do tipo de afasia desse paciente.
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A voz é um instrumento fundamental na vida profissional do professor. Como elemento que deve convencer e influenciar o auditório, a voz requer uma adaptação precisa dos órgãos da fonação, sob pena do surgimento de sintomas disfônicos, mais ou menos precoces, prejudiciais ao prosseguimento do magistério.
A disfonia é um sintoma muito frequente em professores, profissionais para os quais a voz é elemento indispensável. Alguns sintomas são comumente relatados por essa classe, como: rouquidão, fadiga vocal, dificuldade em manter a voz com perda de eficiência e resistência, falta de volume e projeção vocal, ardor e dor na região da garganta e pescoço, associados ao esforço para falar. A grande maioria desses profissionais apresenta uso incorreto ou abusivo da voz, bem como hábitos inadequados. Partindo desse relato, a seguir são indicados alguns objetivos a serem trabalhados com os pacientes que apresentam os sintomas relatados.
I. Orientar sobre saúde vocal.
II. Promover a psicodinâmica vocal.
III. Realizar treinamento vocal voltado ao adequado uso profissional da voz.
IV. Melhorar a mobilidade e a propriocepção dos órgãos fonoarticulatórios e das funções do sistema estomatognático.
V. Orientar sobre posturas, gestos e expressões faciais favoráveis à comunicação.
Estão CORRETOS os objetivos
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A dislexia pode ser definida como um transtorno específico da aprendizagem da leitura que ocorre, apesar da inteligência normal, de ausência de problemas sensoriais ou neurológicos, com instrução escolar adequada e oportunidade sociocultural eficiente.
Um programa de intervenção envolvendo as habilidades fonológicas, para escolares em processo de alfabetização com risco para dislexia, deve ser traçado buscando apresentar a atividade, praticar, ampliar e retomar as diversas tarefas fonológicas propostas a fim de que, por meio de memorização e de um trabalho direcionado, a criança consiga sistematizar a relação letra-som, além de desenvolver uma ampliação lexical, com acesso rápido à informação por meio do processamento auditivo e/ou visual dessa informação.
Marque a alternativa que apresenta uma estratégia fonológica de intervenção precoce.
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O teste da linguinha é um exame padronizado que possibilita diagnosticar e indicar o tratamento precoce das limitações dos movimentos da língua causadas pela língua presa (anquiloglossia), que podem comprometer as funções nas quais a língua participa: sugar, engolir, mastigar, respirar e falar.
Caso clínico: O recém-nascido (RN) de M. L. S., 2 meses e 2 dias, foi encaminhado pela neuropediatra para a realização do teste da linguinha, pois já realizou outras avaliações que geraram dúvidas. O paciente, então, foi submetido, juntamente com os pais, ao Protocolo de Avaliação do Frênulo da Língua em Bebê (Martineli, 2013).
Segundo os pais, a gestação ocorreu sem intercorrências, 39 semanas 2 dias, parto cesáreo sem intercorrências. Em antecedentes familiares (irmão da mãe e sobrinho da mãe), negaram problemas de saúde. A criança teve dificuldade de pega no peito. Ela foi amamentada nos dois primeiros dias por meio de fórmula, e até 15º dia, na mamadeira com leite materno. Após esse período, conseguiu mamar no peito, com dificuldade de pega correta, cansaço e sonolência. Atualmente, a amamentação ocorre entre 1 e 1 hora e meia, duração de 20 minutos; sem dor ou ferimento em mamilo. A criança tem dificuldade para sugar e apresenta som de estalo de língua durante amamentação. SIC – Pais.
Na avaliação anatomofuncional, observaram-se lábios fechados em repouso. Durante o choro, a língua tendeu a ficar em linha média com bordas ligeiramente elevadas, e a ponta, quando se elevou, formou ligeira fenda no ápice; a fixação do frênulo em parte ventral da língua foi entre o plano médio e ápice, no assoalho, a partir da crista alveolar inferior.
Na avaliação das funções orofaciais, embora a sucção fosse forte, apresentou-se incoordenada (movimentado limitado anteroposterior) e o canolamento aproximado, e, além de estalos de língua durante a amamentação, houve pequenos episódios de engasgos.
Diante do exposto, analise as afirmativas a seguir e marque a alternativa CORRETA.
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A disfagia é um distúrbio da deglutição decorrente de causas neurológicas e/ou estruturais que pode ser decorrente de traumas de cabeça e pescoço, de acidente vascular encefálico, de doenças neuromusculares degenerativas, de câncer de cabeça e pescoço, de demências e encefalopatias. A disfagia, mais frequentemente, reflete problemas envolvendo a cavidade oral, faringe, esôfago ou transição esofagogástrica. A disfagia ou dificuldade na deglutição pode resultar na entrada de alimento na via aérea, o que desencadeia tosse, sufocação/asfixia, problemas pulmonares e aspiração. Também, gera déficits nutricionais, desidratação com resultado em perda de peso, pneumonia e morte.
Caso clínico: Após avaliação, por meio do uso do Protocolo de Avaliação de Risco para Disfagia (PARD), o paciente passou por alimentação oral foi suplementada por via alternativa, com sinais de aspiração para duas consistências e apresentou tosse reflexa fraca ou ausente. O fonoaudiólogo identificou a existência de risco significativo de aspiração. O paciente, nesse caso, pode se alimentar de algumas consistências, utilizando técnicas específicas para minimizar o potencial de aspiração e/ou facilitar a deglutição, com necessidade de supervisão.
Marque a alternativa que melhor classifica o grau da disfagia do caso hipotetizado.
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