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3579170 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: Pref. Primavera Leste-MT
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Texto II

O componente Língua Portuguesa da BNCC dialoga com documentos e orientações curriculares produzidos nas últimas décadas, buscando atualizá-los em relação às pesquisas recentes da área e às transformações das práticas de linguagem ocorridas neste século, devidas em grande parte ao desenvolvimento das tecnologias digitais da informação e comunicação (TDIC). Assume-se aqui a perspectiva enunciativodiscursiva de linguagem, já assumida em outros documentos, como os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), para os quais a linguagem é “uma forma de ação interindividual orientada para uma finalidade específica; um processo de interlocução que se realiza nas práticas sociais existentes numa sociedade, nos distintos momentos de sua história” (BRASIL, 1998, p. 20).

Tal proposta assume a centralidade do texto como unidade de trabalho e as perspectivas enunciativo-discursivas na abordagem, de forma a sempre relacionar os textos a seus contextos de produção e o desenvolvimento de habilidades ao uso significativo da linguagem em atividades de leitura, escuta e produção de textos em várias mídias e semioses.

Ao mesmo tempo que se fundamenta em concepções e conceitos já disseminados em outros documentos e orientações curriculares e em contextos variados de formação de professores, já relativamente conhecidos no ambiente escolar – tais como práticas de linguagem, discurso e gêneros discursivos/ gêneros textuais, esferas/campos de circulação dos discursos –, considera as práticas contemporâneas de linguagem, sem o que a participação nas esferas da vida pública, do trabalho e pessoal pode se dar de forma desigual. Na esteira do que foi proposto nos Parâmetros Curriculares Nacionais, o texto ganha centralidade na definição de conteúdos, habilidades e objetivos, considerado a partir de seu pertencimento a um gênero discursivo que circula em diferentes esferas/campos sociais de atividade/comunicação/ uso da linguagem. Os conhecimentos sobre os gêneros, sobre os textos, sobre a língua, sobre a norma-padrão, sobre as diferentes linguagens (semioses) devem ser mobilizados em favor do desenvolvimento das capacidades de leitura, produção e tratamento das linguagens, que, por sua vez, devem estar a serviço da ampliação das possibilidades de participação em práticas de diferentes esferas/campos de atividades humanas.

Fonte: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_ versaofinal_site.pdf (página 67)

No trecho “Tal proposta assume a centralidade do texto como unidade de trabalho e as perspectivas enunciativo-discursivas na abordagem, de forma a sempre relacionar os textos a seus contextos de produção e o desenvolvimento de habilidades ao uso significativo da linguagem em atividades de leitura, escuta e produção de textos em várias mídias e semioses”, o conectivo destacado veicula a noção semântica de:

 

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3579169 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: Pref. Primavera Leste-MT
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Texto II

O componente Língua Portuguesa da BNCC dialoga com documentos e orientações curriculares produzidos nas últimas décadas, buscando atualizá-los em relação às pesquisas recentes da área e às transformações das práticas de linguagem ocorridas neste século, devidas em grande parte ao desenvolvimento das tecnologias digitais da informação e comunicação (TDIC). Assume-se aqui a perspectiva enunciativodiscursiva de linguagem, já assumida em outros documentos, como os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), para os quais a linguagem é “uma forma de ação interindividual orientada para uma finalidade específica; um processo de interlocução que se realiza nas práticas sociais existentes numa sociedade, nos distintos momentos de sua história” (BRASIL, 1998, p. 20).

Tal proposta assume a centralidade do texto como unidade de trabalho e as perspectivas enunciativo-discursivas na abordagem, de forma a sempre relacionar os textos a seus contextos de produção e o desenvolvimento de habilidades ao uso significativo da linguagem em atividades de leitura, escuta e produção de textos em várias mídias e semioses.

Ao mesmo tempo que se fundamenta em concepções e conceitos já disseminados em outros documentos e orientações curriculares e em contextos variados de formação de professores, já relativamente conhecidos no ambiente escolar – tais como práticas de linguagem, discurso e gêneros discursivos/ gêneros textuais, esferas/campos de circulação dos discursos –, considera as práticas contemporâneas de linguagem, sem o que a participação nas esferas da vida pública, do trabalho e pessoal pode se dar de forma desigual. Na esteira do que foi proposto nos Parâmetros Curriculares Nacionais, o texto ganha centralidade na definição de conteúdos, habilidades e objetivos, considerado a partir de seu pertencimento a um gênero discursivo que circula em diferentes esferas/campos sociais de atividade/comunicação/ uso da linguagem. Os conhecimentos sobre os gêneros, sobre os textos, sobre a língua, sobre a norma-padrão, sobre as diferentes linguagens (semioses) devem ser mobilizados em favor do desenvolvimento das capacidades de leitura, produção e tratamento das linguagens, que, por sua vez, devem estar a serviço da ampliação das possibilidades de participação em práticas de diferentes esferas/campos de atividades humanas.

Fonte: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_ versaofinal_site.pdf (página 67)

Segundo o Texto II, pode-se inferir que, em termos metodológicos, no ensino de língua portuguesa, o trabalho com os textos:

 

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3579168 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: Pref. Primavera Leste-MT
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Texto I

Língua de Macau: o que foi e o que é

Que entenderemos por «língua de Macau» em Macau, terra de várias línguas?

Quem nunca tenha aqui vindo poderá supor que é apenas o português. Quem tenha apressadamente visitado Macau, é tentado a supor que o português é aqui desusado, pois poderá circular horas pelas ruas da cidade sem ouvir uma palavra nesta língua.

Disto não façamos espanto. São cerca de trezentos mil chineses, naturais ou não da terra mas que aqui vivem e morrem sem nunca falar português, contra uns escassos nove mil portugueses, a maior parte dos quais macaenses que sabem também o chinês e o usam com os vizinhos chineses ou até mesmo entre si.

Mas o chinês dos macaenses, o chamado chinês das amas, é o chinês da rua e difere bastante do cantonense culto, que se ouve aos chineses mais ilustrados. E por sua vez o cantonense é inteiramente distinto, na pronúncia, do mandarim ou língua oficial do norte, que aliás também podemos ouvir, mais esporadicamente, em Macau.

Além disto, letreiros em inglês, nas fachadas das lojas e cinemas, são coisa corrente. Jornais, revistas e livros em língua inglesa circulam abundantemente na terra. E até publicações nossas têm a sua secçãozinha em inglês.

Não é também raro encontrar jovens macaenses falando inglês - ou coisa parecida - com amigos chineses. Ou mesmo chineses entre si, seja por simples snobismo, seja por real necessidade, pois, não sendo ambos de Macau ou da área do cantonense, não se entenderão nos respectivos dialectos.

É tal o uso e abuso do inglês em Macau, que uma senhora portuguesa, recém-chegada doutra província ultramarina, me pediu um dia na rua uma informação em inglês, admirando-se quando lhe respondi em português.

- Disseram-me que só se falava inglês... -explicou-me ela.

E quanto ao português?

Quanto ao português, temos a camada restrita do português normal, falado pelos metropolitanos aqui residentes e pelos macaenses de maior instrução. Temos o linguajar dos jovens, misto de português, chinês e inglês. E, finalmente, a fala típica das pessoas idosas ou de meia idade, com reminiscências do dialecto antigo e influências do português normal.

Qual é, pois, nesta Babel, a língua de Macau?

Por língua de Macau, língua macaísta ou patoá designa-se na terra o velho dialecto crioulo, isto é, um dialecto colonial que se enraizou aqui e foi transmitido de pais a filhos durante 300 anos, até ao século passado, tendo sido usado como linguagem familiar mesmo nas casas mais distintas. Foi usado também pelos chineses na comunicação diária com os macaenses, e ainda pelos escravos africanos e asiáticos de vária procedência trazidos no séquito dos pioneiros, e depois por seus filhos aqui nascidos pelos tempos fora.

Fonte: http://www.icm.gov.mo/rc/viewer/32001/2088. Acesso em 17/08/2023. Por Graciete Nogueira Batalha.

Em “E até publicações nossas têm a sua secçãozinha em inglês”, o verbo destacado está flexionado de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, considerando que o núcleo do sujeito a que faz referência é “publicações”. Se essa mesma forma verbal estivesse flexionada no singular, sem modificação nos demais elementos da frase, teríamos um vício de linguagem denominado:

 

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3579167 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: Pref. Primavera Leste-MT
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Texto I

Língua de Macau: o que foi e o que é

Que entenderemos por «língua de Macau» em Macau, terra de várias línguas?

Quem nunca tenha aqui vindo poderá supor que é apenas o português. Quem tenha apressadamente visitado Macau, é tentado a supor que o português é aqui desusado, pois poderá circular horas pelas ruas da cidade sem ouvir uma palavra nesta língua.

Disto não façamos espanto. São cerca de trezentos mil chineses, naturais ou não da terra mas que aqui vivem e morrem sem nunca falar português, contra uns escassos nove mil portugueses, a maior parte dos quais macaenses que sabem também o chinês e o usam com os vizinhos chineses ou até mesmo entre si.

Mas o chinês dos macaenses, o chamado chinês das amas, é o chinês da rua e difere bastante do cantonense culto, que se ouve aos chineses mais ilustrados. E por sua vez o cantonense é inteiramente distinto, na pronúncia, do mandarim ou língua oficial do norte, que aliás também podemos ouvir, mais esporadicamente, em Macau.

Além disto, letreiros em inglês, nas fachadas das lojas e cinemas, são coisa corrente. Jornais, revistas e livros em língua inglesa circulam abundantemente na terra. E até publicações nossas têm a sua secçãozinha em inglês.

Não é também raro encontrar jovens macaenses falando inglês - ou coisa parecida - com amigos chineses. Ou mesmo chineses entre si, seja por simples snobismo, seja por real necessidade, pois, não sendo ambos de Macau ou da área do cantonense, não se entenderão nos respectivos dialectos.

É tal o uso e abuso do inglês em Macau, que uma senhora portuguesa, recém-chegada doutra província ultramarina, me pediu um dia na rua uma informação em inglês, admirando-se quando lhe respondi em português.

- Disseram-me que só se falava inglês... -explicou-me ela.

E quanto ao português?

Quanto ao português, temos a camada restrita do português normal, falado pelos metropolitanos aqui residentes e pelos macaenses de maior instrução. Temos o linguajar dos jovens, misto de português, chinês e inglês. E, finalmente, a fala típica das pessoas idosas ou de meia idade, com reminiscências do dialecto antigo e influências do português normal.

Qual é, pois, nesta Babel, a língua de Macau?

Por língua de Macau, língua macaísta ou patoá designa-se na terra o velho dialecto crioulo, isto é, um dialecto colonial que se enraizou aqui e foi transmitido de pais a filhos durante 300 anos, até ao século passado, tendo sido usado como linguagem familiar mesmo nas casas mais distintas. Foi usado também pelos chineses na comunicação diária com os macaenses, e ainda pelos escravos africanos e asiáticos de vária procedência trazidos no séquito dos pioneiros, e depois por seus filhos aqui nascidos pelos tempos fora.

Fonte: http://www.icm.gov.mo/rc/viewer/32001/2088. Acesso em 17/08/2023. Por Graciete Nogueira Batalha.

Em “É tal o uso e abuso do inglês em Macau, que uma senhora portuguesa, recém-chegada doutra província ultramarina, me pediu um dia na rua uma informação em inglês, admirando-se quando lhe respondi em português”, o termo destacado é sintaticamente classificado como:

 

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3579166 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: Pref. Primavera Leste-MT
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Texto I

Língua de Macau: o que foi e o que é

Que entenderemos por «língua de Macau» em Macau, terra de várias línguas?

Quem nunca tenha aqui vindo poderá supor que é apenas o português. Quem tenha apressadamente visitado Macau, é tentado a supor que o português é aqui desusado, pois poderá circular horas pelas ruas da cidade sem ouvir uma palavra nesta língua.

Disto não façamos espanto. São cerca de trezentos mil chineses, naturais ou não da terra mas que aqui vivem e morrem sem nunca falar português, contra uns escassos nove mil portugueses, a maior parte dos quais macaenses que sabem também o chinês e o usam com os vizinhos chineses ou até mesmo entre si.

Mas o chinês dos macaenses, o chamado chinês das amas, é o chinês da rua e difere bastante do cantonense culto, que se ouve aos chineses mais ilustrados. E por sua vez o cantonense é inteiramente distinto, na pronúncia, do mandarim ou língua oficial do norte, que aliás também podemos ouvir, mais esporadicamente, em Macau.

Além disto, letreiros em inglês, nas fachadas das lojas e cinemas, são coisa corrente. Jornais, revistas e livros em língua inglesa circulam abundantemente na terra. E até publicações nossas têm a sua secçãozinha em inglês.

Não é também raro encontrar jovens macaenses falando inglês - ou coisa parecida - com amigos chineses. Ou mesmo chineses entre si, seja por simples snobismo, seja por real necessidade, pois, não sendo ambos de Macau ou da área do cantonense, não se entenderão nos respectivos dialectos.

É tal o uso e abuso do inglês em Macau, que uma senhora portuguesa, recém-chegada doutra província ultramarina, me pediu um dia na rua uma informação em inglês, admirando-se quando lhe respondi em português.

- Disseram-me que só se falava inglês... -explicou-me ela.

E quanto ao português?

Quanto ao português, temos a camada restrita do português normal, falado pelos metropolitanos aqui residentes e pelos macaenses de maior instrução. Temos o linguajar dos jovens, misto de português, chinês e inglês. E, finalmente, a fala típica das pessoas idosas ou de meia idade, com reminiscências do dialecto antigo e influências do português normal.

Qual é, pois, nesta Babel, a língua de Macau?

Por língua de Macau, língua macaísta ou patoá designa-se na terra o velho dialecto crioulo, isto é, um dialecto colonial que se enraizou aqui e foi transmitido de pais a filhos durante 300 anos, até ao século passado, tendo sido usado como linguagem familiar mesmo nas casas mais distintas. Foi usado também pelos chineses na comunicação diária com os macaenses, e ainda pelos escravos africanos e asiáticos de vária procedência trazidos no séquito dos pioneiros, e depois por seus filhos aqui nascidos pelos tempos fora.

Fonte: http://www.icm.gov.mo/rc/viewer/32001/2088. Acesso em 17/08/2023. Por Graciete Nogueira Batalha.

No período “Disseram-me que só se falava inglês", o sujeito do verbo destacado é classificado como:

 

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3579165 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: Pref. Primavera Leste-MT
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Texto I

Língua de Macau: o que foi e o que é

Que entenderemos por «língua de Macau» em Macau, terra de várias línguas?

Quem nunca tenha aqui vindo poderá supor que é apenas o português. Quem tenha apressadamente visitado Macau, é tentado a supor que o português é aqui desusado, pois poderá circular horas pelas ruas da cidade sem ouvir uma palavra nesta língua.

Disto não façamos espanto. São cerca de trezentos mil chineses, naturais ou não da terra mas que aqui vivem e morrem sem nunca falar português, contra uns escassos nove mil portugueses, a maior parte dos quais macaenses que sabem também o chinês e o usam com os vizinhos chineses ou até mesmo entre si.

Mas o chinês dos macaenses, o chamado chinês das amas, é o chinês da rua e difere bastante do cantonense culto, que se ouve aos chineses mais ilustrados. E por sua vez o cantonense é inteiramente distinto, na pronúncia, do mandarim ou língua oficial do norte, que aliás também podemos ouvir, mais esporadicamente, em Macau.

Além disto, letreiros em inglês, nas fachadas das lojas e cinemas, são coisa corrente. Jornais, revistas e livros em língua inglesa circulam abundantemente na terra. E até publicações nossas têm a sua secçãozinha em inglês.

Não é também raro encontrar jovens macaenses falando inglês - ou coisa parecida - com amigos chineses. Ou mesmo chineses entre si, seja por simples snobismo, seja por real necessidade, pois, não sendo ambos de Macau ou da área do cantonense, não se entenderão nos respectivos dialectos.

É tal o uso e abuso do inglês em Macau, que uma senhora portuguesa, recém-chegada doutra província ultramarina, me pediu um dia na rua uma informação em inglês, admirando-se quando lhe respondi em português.

- Disseram-me que só se falava inglês... -explicou-me ela.

E quanto ao português?

Quanto ao português, temos a camada restrita do português normal, falado pelos metropolitanos aqui residentes e pelos macaenses de maior instrução. Temos o linguajar dos jovens, misto de português, chinês e inglês. E, finalmente, a fala típica das pessoas idosas ou de meia idade, com reminiscências do dialecto antigo e influências do português normal.

Qual é, pois, nesta Babel, a língua de Macau?

Por língua de Macau, língua macaísta ou patoá designa-se na terra o velho dialecto crioulo, isto é, um dialecto colonial que se enraizou aqui e foi transmitido de pais a filhos durante 300 anos, até ao século passado, tendo sido usado como linguagem familiar mesmo nas casas mais distintas. Foi usado também pelos chineses na comunicação diária com os macaenses, e ainda pelos escravos africanos e asiáticos de vária procedência trazidos no séquito dos pioneiros, e depois por seus filhos aqui nascidos pelos tempos fora.

Fonte: http://www.icm.gov.mo/rc/viewer/32001/2088. Acesso em 17/08/2023. Por Graciete Nogueira Batalha.

Em “[...] é tentado a supor que o português é aqui desusado” (1º parágrafo), a oração destacada classifica-se como:

 

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3579164 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: Pref. Primavera Leste-MT
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Texto I

Língua de Macau: o que foi e o que é

Que entenderemos por «língua de Macau» em Macau, terra de várias línguas?

Quem nunca tenha aqui vindo poderá supor que é apenas o português. Quem tenha apressadamente visitado Macau, é tentado a supor que o português é aqui desusado, pois poderá circular horas pelas ruas da cidade sem ouvir uma palavra nesta língua.

Disto não façamos espanto. São cerca de trezentos mil chineses, naturais ou não da terra mas que aqui vivem e morrem sem nunca falar português, contra uns escassos nove mil portugueses, a maior parte dos quais macaenses que sabem também o chinês e o usam com os vizinhos chineses ou até mesmo entre si.

Mas o chinês dos macaenses, o chamado chinês das amas, é o chinês da rua e difere bastante do cantonense culto, que se ouve aos chineses mais ilustrados. E por sua vez o cantonense é inteiramente distinto, na pronúncia, do mandarim ou língua oficial do norte, que aliás também podemos ouvir, mais esporadicamente, em Macau.

Além disto, letreiros em inglês, nas fachadas das lojas e cinemas, são coisa corrente. Jornais, revistas e livros em língua inglesa circulam abundantemente na terra. E até publicações nossas têm a sua secçãozinha em inglês.

Não é também raro encontrar jovens macaenses falando inglês - ou coisa parecida - com amigos chineses. Ou mesmo chineses entre si, seja por simples snobismo, seja por real necessidade, pois, não sendo ambos de Macau ou da área do cantonense, não se entenderão nos respectivos dialectos.

É tal o uso e abuso do inglês em Macau, que uma senhora portuguesa, recém-chegada doutra província ultramarina, me pediu um dia na rua uma informação em inglês, admirando-se quando lhe respondi em português.

- Disseram-me que só se falava inglês... -explicou-me ela.

E quanto ao português?

Quanto ao português, temos a camada restrita do português normal, falado pelos metropolitanos aqui residentes e pelos macaenses de maior instrução. Temos o linguajar dos jovens, misto de português, chinês e inglês. E, finalmente, a fala típica das pessoas idosas ou de meia idade, com reminiscências do dialecto antigo e influências do português normal.

Qual é, pois, nesta Babel, a língua de Macau?

Por língua de Macau, língua macaísta ou patoá designa-se na terra o velho dialecto crioulo, isto é, um dialecto colonial que se enraizou aqui e foi transmitido de pais a filhos durante 300 anos, até ao século passado, tendo sido usado como linguagem familiar mesmo nas casas mais distintas. Foi usado também pelos chineses na comunicação diária com os macaenses, e ainda pelos escravos africanos e asiáticos de vária procedência trazidos no séquito dos pioneiros, e depois por seus filhos aqui nascidos pelos tempos fora.

Fonte: http://www.icm.gov.mo/rc/viewer/32001/2088. Acesso em 17/08/2023. Por Graciete Nogueira Batalha.

O Texto I não foi construído na variedade brasileira da língua portuguesa, o que pode ser verificado pela grafia e por outros aspectos discursivos. Uma prova disso é o trecho indicado em:

 

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3579163 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: SELECON
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Texto I

Língua de Macau: o que foi e o que é

Que entenderemos por «língua de Macau» em Macau, terra de várias línguas?

Quem nunca tenha aqui vindo poderá supor que é apenas o português. Quem tenha apressadamente visitado Macau, é tentado a supor que o português é aqui desusado, pois poderá circular horas pelas ruas da cidade sem ouvir uma palavra nesta língua.

Disto não façamos espanto. São cerca de trezentos mil chineses, naturais ou não da terra mas que aqui vivem e morrem sem nunca falar português, contra uns escassos nove mil portugueses, a maior parte dos quais macaenses que sabem também o chinês e o usam com os vizinhos chineses ou até mesmo entre si.

Mas o chinês dos macaenses, o chamado chinês das amas, é o chinês da rua e difere bastante do cantonense culto, que se ouve aos chineses mais ilustrados. E por sua vez o cantonense é inteiramente distinto, na pronúncia, do mandarim ou língua oficial do norte, que aliás também podemos ouvir, mais esporadicamente, em Macau.

Além disto, letreiros em inglês, nas fachadas das lojas e cinemas, são coisa corrente. Jornais, revistas e livros em língua inglesa circulam abundantemente na terra. E até publicações nossas têm a sua secçãozinha em inglês.

Não é também raro encontrar jovens macaenses falando inglês - ou coisa parecida - com amigos chineses. Ou mesmo chineses entre si, seja por simples snobismo, seja por real necessidade, pois, não sendo ambos de Macau ou da área do cantonense, não se entenderão nos respectivos dialectos.

É tal o uso e abuso do inglês em Macau, que uma senhora portuguesa, recém-chegada doutra província ultramarina, me pediu um dia na rua uma informação em inglês, admirando-se quando lhe respondi em português.

- Disseram-me que só se falava inglês... -explicou-me ela.

E quanto ao português?

Quanto ao português, temos a camada restrita do português normal, falado pelos metropolitanos aqui residentes e pelos macaenses de maior instrução. Temos o linguajar dos jovens, misto de português, chinês e inglês. E, finalmente, a fala típica das pessoas idosas ou de meia idade, com reminiscências do dialecto antigo e influências do português normal.

Qual é, pois, nesta Babel, a língua de Macau?

Por língua de Macau, língua macaísta ou patoá designa-se na terra o velho dialecto crioulo, isto é, um dialecto colonial que se enraizou aqui e foi transmitido de pais a filhos durante 300 anos, até ao século passado, tendo sido usado como linguagem familiar mesmo nas casas mais distintas. Foi usado também pelos chineses na comunicação diária com os macaenses, e ainda pelos escravos africanos e asiáticos de vária procedência trazidos no séquito dos pioneiros, e depois por seus filhos aqui nascidos pelos tempos fora.

Fonte: http://www.icm.gov.mo/rc/viewer/32001/2088. Acesso em 17/08/2023. Por Graciete Nogueira Batalha.

O texto I apresenta uma pergunta: “Qual é, pois, nesta Babel, a língua de Macau?”. O termo Babel indica uma relação direta com um episódio narrado na tradição bíblica, associado a uma confusão entre línguas. Esse tipo de relação entre diferentes textos denomina-se:

 

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3579162 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: SELECON
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Texto I

Língua de Macau: o que foi e o que é

Que entenderemos por «língua de Macau» em Macau, terra de várias línguas?

Quem nunca tenha aqui vindo poderá supor que é apenas o português. Quem tenha apressadamente visitado Macau, é tentado a supor que o português é aqui desusado, pois poderá circular horas pelas ruas da cidade sem ouvir uma palavra nesta língua.

Disto não façamos espanto. São cerca de trezentos mil chineses, naturais ou não da terra mas que aqui vivem e morrem sem nunca falar português, contra uns escassos nove mil portugueses, a maior parte dos quais macaenses que sabem também o chinês e o usam com os vizinhos chineses ou até mesmo entre si.

Mas o chinês dos macaenses, o chamado chinês das amas, é o chinês da rua e difere bastante do cantonense culto, que se ouve aos chineses mais ilustrados. E por sua vez o cantonense é inteiramente distinto, na pronúncia, do mandarim ou língua oficial do norte, que aliás também podemos ouvir, mais esporadicamente, em Macau.

Além disto, letreiros em inglês, nas fachadas das lojas e cinemas, são coisa corrente. Jornais, revistas e livros em língua inglesa circulam abundantemente na terra. E até publicações nossas têm a sua secçãozinha em inglês.

Não é também raro encontrar jovens macaenses falando inglês - ou coisa parecida - com amigos chineses. Ou mesmo chineses entre si, seja por simples snobismo, seja por real necessidade, pois, não sendo ambos de Macau ou da área do cantonense, não se entenderão nos respectivos dialectos.

É tal o uso e abuso do inglês em Macau, que uma senhora portuguesa, recém-chegada doutra província ultramarina, me pediu um dia na rua uma informação em inglês, admirando-se quando lhe respondi em português.

- Disseram-me que só se falava inglês... -explicou-me ela.

E quanto ao português?

Quanto ao português, temos a camada restrita do português normal, falado pelos metropolitanos aqui residentes e pelos macaenses de maior instrução. Temos o linguajar dos jovens, misto de português, chinês e inglês. E, finalmente, a fala típica das pessoas idosas ou de meia idade, com reminiscências do dialecto antigo e influências do português normal.

Qual é, pois, nesta Babel, a língua de Macau?

Por língua de Macau, língua macaísta ou patoá designa-se na terra o velho dialecto crioulo, isto é, um dialecto colonial que se enraizou aqui e foi transmitido de pais a filhos durante 300 anos, até ao século passado, tendo sido usado como linguagem familiar mesmo nas casas mais distintas. Foi usado também pelos chineses na comunicação diária com os macaenses, e ainda pelos escravos africanos e asiáticos de vária procedência trazidos no séquito dos pioneiros, e depois por seus filhos aqui nascidos pelos tempos fora.

Fonte: http://www.icm.gov.mo/rc/viewer/32001/2088. Acesso em 17/08/2023. Por Graciete Nogueira Batalha.

O texto I tem como objetivo principal informar o leitor, a partir de um ponto de vista denotativo. Por isso, em termos de classificação quanto às funções da linguagem, predomina a:

 

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3579161 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: SELECON
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Texto I

Língua de Macau: o que foi e o que é

Que entenderemos por «língua de Macau» em Macau, terra de várias línguas?

Quem nunca tenha aqui vindo poderá supor que é apenas o português. Quem tenha apressadamente visitado Macau, é tentado a supor que o português é aqui desusado, pois poderá circular horas pelas ruas da cidade sem ouvir uma palavra nesta língua.

Disto não façamos espanto. São cerca de trezentos mil chineses, naturais ou não da terra mas que aqui vivem e morrem sem nunca falar português, contra uns escassos nove mil portugueses, a maior parte dos quais macaenses que sabem também o chinês e o usam com os vizinhos chineses ou até mesmo entre si.

Mas o chinês dos macaenses, o chamado chinês das amas, é o chinês da rua e difere bastante do cantonense culto, que se ouve aos chineses mais ilustrados. E por sua vez o cantonense é inteiramente distinto, na pronúncia, do mandarim ou língua oficial do norte, que aliás também podemos ouvir, mais esporadicamente, em Macau.

Além disto, letreiros em inglês, nas fachadas das lojas e cinemas, são coisa corrente. Jornais, revistas e livros em língua inglesa circulam abundantemente na terra. E até publicações nossas têm a sua secçãozinha em inglês.

Não é também raro encontrar jovens macaenses falando inglês - ou coisa parecida - com amigos chineses. Ou mesmo chineses entre si, seja por simples snobismo, seja por real necessidade, pois, não sendo ambos de Macau ou da área do cantonense, não se entenderão nos respectivos dialectos.

É tal o uso e abuso do inglês em Macau, que uma senhora portuguesa, recém-chegada doutra província ultramarina, me pediu um dia na rua uma informação em inglês, admirando-se quando lhe respondi em português.

- Disseram-me que só se falava inglês... -explicou-me ela.

E quanto ao português?

Quanto ao português, temos a camada restrita do português normal, falado pelos metropolitanos aqui residentes e pelos macaenses de maior instrução. Temos o linguajar dos jovens, misto de português, chinês e inglês. E, finalmente, a fala típica das pessoas idosas ou de meia idade, com reminiscências do dialecto antigo e influências do português normal.

Qual é, pois, nesta Babel, a língua de Macau?

Por língua de Macau, língua macaísta ou patoá designa-se na terra o velho dialecto crioulo, isto é, um dialecto colonial que se enraizou aqui e foi transmitido de pais a filhos durante 300 anos, até ao século passado, tendo sido usado como linguagem familiar mesmo nas casas mais distintas. Foi usado também pelos chineses na comunicação diária com os macaenses, e ainda pelos escravos africanos e asiáticos de vária procedência trazidos no séquito dos pioneiros, e depois por seus filhos aqui nascidos pelos tempos fora.

Fonte: http://www.icm.gov.mo/rc/viewer/32001/2088. Acesso em 17/08/2023. Por Graciete Nogueira Batalha.

A partir da leitura do texto I, depreende-se que, em Macau, a língua portuguesa:

 

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