O manejo da hiperglicemia em UTI, segundo
ADA e sociedades críticas, recomenda iniciar insulina
quando glicemia ≥ 180 mg/dL persistente, manter alvo
140–180 mg/dL com infusão intravenosa, instituir
protocolo de hipoglicemia, solicitar hemoglobina
glicada admissional, evitar escala corretiva isolada e
planejar transição basal–bolus após alta da UTI. Qual
proposição expressa mais adequadamente esse
protocolo?
Na hemorragia pós-parto (HPP), recomenda-se
abordagem sequencial baseada em uterotônico de
primeira linha (oxitocina), massagem uterina, acesso
venoso calibroso, quantificação de perdas,
acionamento de equipe multiprofissional e uso precoce
de ácido tranexâmico intravenoso em até três horas do
parto, seguido de segunda uterotônica e intervenções
adicionais conforme etiologia (4Ts). Considerando esse
cenário, qual sequência expressa de forma mais
adequada a conduta baseada em evidências?
As recomendações internacionais para a
Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA)
prescrevem ventilação protetora com volume corrente
4–8 mL/kg de peso predito, pressão de platô ≤ 30
cmH₂O, pronação prolongada em hipoxemia grave,
manejo fluídico conservador e contraindicação de
manobras sustentadas de recrutamento em alta
pressão. Qual proposição traduz esse manejo com
maior precisão?
A prevenção de infecções primárias de
corrente sanguínea associadas a cateter venoso central
(CLABSI), segundo CDC e ANVISA, requer medidas
como barreira estéril máxima na inserção, antissepsia
cutânea com clorexidina alcoólica, preferência por sítios
não femorais em adultos, revisão diária da necessidade
do dispositivo, desinfecção rigorosa dos hubs, uso de
curativos impregnados quando indicado, além de
auditoria e feedback sistemático da adesão. À luz
dessas evidências, qual proposição sintetiza o protocolo
mais aderente?
As diretrizes PADIS (Pain, Agitation/Sedation,
Delirium, Immobility and Sleep Disruption) e a
campanha ICU Liberation (ABCDEF bundle) reforçam
que a assistência intensiva deve integrar avaliação
sistemática da dor, sedação leve preferencial com
agentes não benzodiazepínicos, triagem estruturada de delirium (CAM-ICU, ICDSC), mobilização precoce
segura, promoção do sono fisiológico e envolvimento
da família como coautora do cuidado, incluindo
coordenação entre SAT (spontaneous awakening trials)
e SBT (spontaneous breathing trials). Considerando
esse arcabouço, qual plano de manejo se alinha mais
precisamente às recomendações contemporâneas?
As diretrizes do Malignant Hyperthermia
Association of the United States (MHAUS) e consensos
internacionais estabelecem a conduta diante da
hipertermia maligna: suspensão imediata dos agentes
desencadeantes, oxigenação a 100%, administração de
dantrolene 2,5 mg/kg em bolos repetidos até controle,
resfriamento ativo, tratamento da hipercalemia e
acidose, além de internação em UTI para vigilância
contínua. À luz desses fundamentos, qual proposição
expressa adequadamente esse manejo?
A American Epilepsy Society recomenda que o
status epiléptico seja tratado com benzodiazepínico
como primeira linha, seguido por levetiracetam,
valproato ou fosfenitoína na segunda linha, anestésicos
de infusão contínua em refratariedade, sempre com
garantia de via aérea, ventilação, glicemia e
investigação etiológica, além de monitorização contínua
por EEG. Qual proposição representa essa sequência
terapêutica?
Diretrizes AHA/ACC/HFSA e ESC sobre edema
agudo de pulmão reforçam a necessidade de
oxigenoterapia, ventilação não invasiva (CPAP ou PSV),
uso de nitratos intravenosos titulados em presença de
hipertensão, administração de diuréticos de alça, além
de evitar reposição volêmica em bolus e reavaliar
congestão por ultrassonografia à beira-leito.
Considerando tais recomendações, qual proposição
traduz corretamente essa abordagem terapêutica?
As recomendações do American College of
Gastroenterology (ACG, 2021) para hemorragia
digestiva alta preconizam transfusão restritiva quando
Hb < 7 g/dL, uso precoce de IBP endovenoso em
esquema bolus-infusão contínua, realização de
endoscopia dentro de 24 horas, além de antibiótico
profilático e agente vasoativo em casos de sangramento
varicoso, com proteção de via aérea em pacientes de
risco. À luz desse conjunto de medidas, qual proposição
expressa corretamente a conduta baseada em
evidências?
As recomendações da Brain Trauma
Foundation (BTF) e da Neurocritical Care Society (NCS)
para o manejo do traumatismo cranioencefálico grave e
do edema cerebral priorizam cabeceira elevada,
analgesia e sedação otimizadas, manutenção de PaCO₂
entre 35–40 mmHg, soluções hiperosmolares (manitol ou salina hipertônica), prevenção de hipotensão,
monitorização de sódio e osmolaridade, reavaliações
contínuas com neuroimagem e indicação
neurocirúrgica quando necessária. Qual proposição
expressa mais adequadamente esse arranjo
terapêutico?