Foram encontradas 70 questões.
O pediatra que trabalha em ambulatório ou em pronto atendimento deve estar preparado para resolver situações clínicas que exijam diagnóstico e terapêutica imediatos e apropriados. Em cada um dos seguintes itens, é apresentada uma situação hipotética relativa ao trabalho do pediatra, seguida de uma assertiva a ser julgada.
Renato, um neonato de termo, grande para a idade gestacional, filho de mãe diabética, estava vigoroso ao nascer. Ao primeiro exame, observou-se uma leve taquipnéia e cianose perioral, não-responsiva à oxigenoterapia. Com 12 horas de vida, Renato apresentou-se mais taquipnéico, com cianose generalizada. O exame precordial não chamava a atenção e não se auscultava sopro no coração. Uma radiografia do tórax mostrou área pulmonar normal, área cardíaca dentro dos limites de normalidade e mediastino superior estreitado, com o coração em forma de um ovo deitado. Não havia como realizar um ecocardiograma. Nessa situação, como o diagnóstico mais provável é de transposição das grandes artérias, sem comunicação interventricular, deve-se administrar ibuprofeno para fechar um possível canal arterial que permaneça aberto, o que pode contribuir para a descompensação cardíaca de Renato. O tratamento cirúrgico é eletivo, a partir do 30.º dia de vida, por meio da cirurgia de Jatene.
Provas
O pediatra que trabalha em ambulatório ou em pronto atendimento deve estar preparado para resolver situações clínicas que exijam diagnóstico e terapêutica imediatos e apropriados. Em cada um dos seguintes itens, é apresentada uma situação hipotética relativa ao trabalho do pediatra, seguida de uma assertiva a ser julgada.
Durante o atendimento a uma puérpera e ao seu recémnascido, o médico assistente identificou, por meio da reação de Machado-Guerreiro positiva, que a mãe era portadora da doença de Chagas, na fase indeterminada. Nessa situação, a chance de o filho adquirir a doença de Chagas através da placenta é de 50%, devendo o diagnóstico ser confirmado por meio do exame ELISA.
Provas
O pediatra que trabalha em ambulatório ou em pronto atendimento deve estar preparado para resolver situações clínicas que exijam diagnóstico e terapêutica imediatos e apropriados. Em cada um dos seguintes itens, é apresentada uma situação hipotética relativa ao trabalho do pediatra, seguida de uma assertiva a ser julgada.
Durante consulta pediátrica, observou-se que uma criança de 2 anos de idade apresentava sopro cardíaco. Na sua história clínica, não havia outros sintomas cardíacos associados, como cianose, cansaço ou inchaço, e seu crescimento e desenvolvimento eram normais. Em situações como essa, 50% das crianças apresentam um sopro funcional e os outros 50%, normalmente, cardiopatia leve e de bom prognóstico, com shunt da esquerda para a direita ou obstrutiva isolada sem repercussão hemodinâmica, como comunicação interventricular, comunicação interatrial, persistência do canal arterial, estenose pulmonar e estenose aórtica.
Provas
O pediatra que trabalha em ambulatório ou em pronto atendimento deve estar preparado para resolver situações clínicas que exijam diagnóstico e terapêutica imediatos e apropriados. Em cada um dos seguintes itens, é apresentada uma situação hipotética relativa ao trabalho do pediatra, seguida de uma assertiva a ser julgada.
Um lactente de 4 meses de idade, amamentado ao seio e vacinado corretamente, há 5 dias vem apresentando sintomas de infecção de vias aéreas superiores (febrícula, obstrução nasal, hiperemia conjuntival, coriza hialina e espirros). Há 24 horas, passou a manifestar tosse seca, sibilância e dificuldade progressiva de respirar. O exame físico mostrou freqüência respiratória de 70 irm, batimentos de asa de nariz e retração intercostal leve, e a radiografia do tórax evidenciou hiperinsuflação pulmonar. Nessa situação, o diagnóstico é de bronquiolite viral, causada provavelmente pelo vírus sincicial respiratório. O contato com indivíduo contaminado deve ter ocorrido até oito dias antes do início do quadro. O uso de antivirais, como a ribavirina, não é indicado.
Provas
O pediatra que trabalha em ambulatório ou em pronto atendimento deve estar preparado para resolver situações clínicas que exijam diagnóstico e terapêutica imediatos e apropriados. Em cada um dos seguintes itens, é apresentada uma situação hipotética relativa ao trabalho do pediatra, seguida de uma assertiva a ser julgada.
Um lactente de 8 meses de idade, que vive em uma instituição para menores, apresentou febre há 48 horas e choro contínuo, como se estivesse com dor. Ele foi vacinado corretamente, mas não foi amamentado. Ao exame otológico, observaram-se membranas timpânicas hiperêmicas, com áreas de opacidade e abauladas, sem outros dados do exame segmentar. Nessa situação clínica, o diagnóstico clínico mais provável é de otite média aguda, provocada por Klebsiela pneumoniae que deve ser tratada com cefalexina na dose de 50 mg/kg/dia, durante 14 dias.
Provas
O pediatra que trabalha em ambulatório ou em pronto atendimento deve estar preparado para resolver situações clínicas que exijam diagnóstico e terapêutica imediatos e apropriados. Em cada um dos seguintes itens, é apresentada uma situação hipotética relativa ao trabalho do pediatra, seguida de uma assertiva a ser julgada.
Durante o atendimento a um recém-nascido, o médico pediatra que o atendeu recebeu a informação de que a mãe descobriu, há 15 dias, ser portadora de tuberculose pulmonar, forma bacilífera, estando em tratamento com esquema tríplice desde então. Nessa situação, o recémnascido deve ser amamentado ao seio materno e deve receber isoniazida por 3 meses — findos os quais deve realizar um teste tuberculínico —, não podendo receber a vacina BCG. Se o teste for não-reator, a criança não estará infectada, podendo, então, receber a vacina BCG; deve-se, ainda, suspender a isoniazida.
Provas
O pediatra que trabalha em ambulatório ou em pronto atendimento deve estar preparado para resolver situações clínicas que exijam diagnóstico e terapêutica imediatos e apropriados. Em cada um dos seguintes itens, é apresentada uma situação hipotética relativa ao trabalho do pediatra, seguida de uma assertiva a ser julgada.
Após um acidente com material cortante, uma criança de 10 anos de idade foi atendida na emergência pediátrica. O pediatra, após se certificar de que a criança tinha feito o esquema básico de vacinação, encaminhou-a para a sutura cirúrgica. Nesse caso, a conduta adequada à profilaxia do tétano seria a administração de penicilina benzatina na dose de 1.200.000 UI, sem necessidade de um reforço vacinal, já que a imunização básica é eficaz na prevenção do tétano adquirido, independentemente do intervalo de tempo entre a última dose da vacina e o acidente.
Provas
O pediatra que trabalha em ambulatório ou em pronto atendimento deve estar preparado para resolver situações clínicas que exijam diagnóstico e terapêutica imediatos e apropriados. Em cada um dos seguintes itens, é apresentada uma situação hipotética relativa ao trabalho do pediatra, seguida de uma assertiva a ser julgada.
Um escolar foi levado a uma emergência pediátrica porque, há 3 dias, vinha apresentando febre alta e dor de garganta. Ao exame físico, o médico pediatra observou febre elevada (39 ºC), hipertrofia e hiperemia das tonsilas e da faringe, com exsudato pultáceo, linfonodomegalia cervical, sem outras manifestações maiores. Nessa situação, o diagnóstico mais provável é de faringotonsilite bacteriana por estreptococos beta-hemolítico do grupo B (S. agalactie), que deve ser tratada com um derivado penicilínico, por via oral ou intramuscular.
Provas
O pediatra que trabalha em ambulatório ou em pronto atendimento deve estar preparado para resolver situações clínicas que exijam diagnóstico e terapêutica imediatos e apropriados. Em cada um dos seguintes itens, é apresentada uma situação hipotética relativa ao trabalho do pediatra, seguida de uma assertiva a ser julgada.
Uma mãe proveniente de uma região semi-árida procurou um posto de saúde, com seu filho de 3 anos de idade, relatando que a criança tinha dificuldade para visão noturna. Ao exame físico, constatou-se que era portador de desnutrição crônica, que seus cabelos eram escassos e quebradiços, sua pele seca, sua mucosa oral, saburrosa, seus olhos, sem brilho e que suas conjuntivas palpebrais estavam ressecadas e enrugadas. Nas conjuntivas bulbares, observaram-se manchas acinzentadas, com secreção espumosa, de localização nasal e temporal. Nessa situação, o diagnóstico clínico é de hipovitaminose A, a criança deve receber como tratamento 200.000 UI de vitamina A por via oral ou 100.000 UI de vitamina A por via intramuscular, seguido por 200.000 UI no dia seguinte; se houver piora clínica, pode-se administrar mais 200.000 UI por via oral.
Provas
O pediatra que trabalha em ambulatório ou em pronto atendimento deve estar preparado para resolver situações clínicas que exijam diagnóstico e terapêutica imediatos e apropriados. Em cada um dos seguintes itens, é apresentada uma situação hipotética relativa ao trabalho do pediatra, seguida de uma assertiva a ser julgada.
Uma criança de 18 meses de idade, previamente hígida, vinha, há 24 horas, apresentando febre elevada (40 ºC) e irritabilidade. Subitamente, apresentou manifestação tônicoclônica generalizada e desvio do olhar, com duração de 2 minutos. A recuperação ocorreu espontaneamente. Ao exame físico, estava normotérmica, alerta, ativa e responsiva, sem sinais neurológicos focais. Observou-se apenas uma hiperemia da faringe e das membranas timpânicas. O exame de hemograma completo foi normal. Nessa situação, deve-se considerar que a criança teve uma convulsão febril — o médico pode realizar uma punção lombar, a fim de afastar doença infecciosa do sistema nervoso — devendo o médico oferecer apenas tratamento suportivo como terapêutica, não existindo a indicação de anticonvulsivante.
Provas
Caderno Container