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Leia o trecho a seguir:
“E, em bom português carioca, Anitta começou desancando a bossa nova. ‘É muito difícil você cantar sobre o barquinho que vai, a tardinha que cai se você nunca viu essas coisas. O funkeiro canta a realidade dele. Se ele acorda, abre a janela e vê gente armada e se drogando, gente se prostituindo, essa é a realidade dele’, ela resumiu. Na visão sem filtro cor-de-rosa da artista, as letras do funk só vão mudar quando for outra a realidade dos morros. ‘Para mudar o contexto da letra do funk, você precisa mudar a realidade de quem está vivendo essa realidade.’ Anitta, no caso, esboçou ali os princípios de uma voluptuosa realpolitik, argumentando que ao não esconder a verdade sobre suas plásticas – a mais notória delas redesenhou seu nariz – ela mostrava que até aqueles que servem de exemplo para os seus seguidores têm imperfeições.”
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2018/04/
anitta-defende-o-funk-carioca-em-palestra-para-bilionarios-em-harvard.shtml Acesso em: 11 mar. 2019.
A partir do trecho da reportagem, é possível estabelecer relações entre cultura popular e cultura erudita, já que a produção realizada pelas classes populares
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A antropologia americana passa, a partir dos anos 30, a se dedicar à compreensão de como os grupos humanos incorporam e vivem sua cultura, o que ficou conhecido como escola da Cultura e Personalidade (SILVA, Afrânio et al. Sociologia em movimento. São Paulo, SP: Moderna, 2013).
Em relação as duas principais autoras dessa escola, Ruth Benedict e Margareth Mead é correto afirmar que
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Leia o trecho a seguir:
“Comecemos pela descrição de um tipo carioca, feita por Machado de Assis, em Dom Casmurro: ‘E vimos passar com suas calças brancas engomadas, presilhas, rodaques e gravata de mola. Foi dos últimos que usaram presilhas no Rio de Janeiro, e talvez neste mundo. Trazia as calças curtas para que lhe ficassem bem esticadas. A gravata de cetim preto, com um arco de aço por dentro, imobilizava-lhe o pescoço; era então moda. O rodaque de chita, veste caseira e leve, parecia nele uma casaca de cerimônia.’ Não há dúvida que as vestimentas masculinas mudaram muito, nestes últimos 100 anos, na cidade do Rio de Janeiro. Muitas outras mudanças sucederam as descritas por Machado de Assis, passando pelas pesadas vestimentas de casimira preta do início do século, até o modo informal de vestir dos dias de hoje. São mudanças como essas que comprovam de uma maneira mais evidente o caráter dinâmico da cultura.”
LARAIA, R. de B. Cultura: um conceito antropológico. 23 ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2009.
Considerando-se os diferentes processos que envolvem dinâmicas culturais, afirma-se que essa noção está corretamente expressa em:
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A compreensão do atual sentido da palavra cultura se enriquece ao efetuar-se sua genealogia e, por consequência, do conceito científico que dela deriva.
Considerando-se as disputas efetuadas no debate franco-alemão em torno dos significados do conceito de cultura, qual é a afirmação que melhor representa essas disputas?
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Enquanto ofício dedicado a estudar as mais variadas formas de sociabilidade humana, a Sociologia abarca pesquisas a respeito das rotinas e condicionantes do fazer científico, atividade que é central nas sociedades modernas. É nessa direção que Pierre Bourdieu fornece elementos teóricos para uma proposta de ciência social da produção científica, a partir do instrumental teórico desenvolvido pelo autor na noção de campo.
Acerca das contribuições dessa orientação teórica para o estudo da ciência, qual argumento representa o posicionamento do autor?
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Leia o trecho a seguir:
“Tarefas da inteligência. Há uma sociologia do cientista social no conjunto da obra de Florestan Fernandes. Mas esse não é apenas um tema, entre outros. Mais do que isso, a reflexão crítica sobre as condições e implicações da produção intelectual é uma dimensão necessária do seu pensamento. Ao dialogar com o marxismo, a sociologia clássica e moderna e as outras ciências sociais, bem como ao examinar as modalidades da pesquisa e explicação, o que está em causa é o modo pelo qual se dá o processo de conhecimento, como teoria e prática. Por isso estão explícitas, visíveis, em debate, as condições institucionais, éticas, científicas e políticas da reflexão sociológica. Reconhecendo-se todo o tempo que essa reflexão compreende, necessariamente, o cientista e a sociedade. Seria enganoso imaginar o trabalho intelectual como algo que se efetiva apenas no âmbito do ensino e pesquisa, na esfera da instituição, universitária ou não. As condições de ensino e pesquisa bem como os usos que a sociedade faz ou não faz do produto da atividade intelectual compreendem, mais ou menos decisivamente, o processo de conhecimento.”
IANNI, O. Florestan Fernandes e a formação da sociologia brasileira. In: Sociologia da sociologia, op. cit. P. 110-111 apud COSTA, C. Sociologia: introdução à ciência da sociedade. São Paulo: Moderna, 2005.
Em relação à obra de Florestan Fernandes, afirma-se que
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Leia o trecho a seguir:
“O reverso da natureza socializada é a socialização dos danos à natureza, sua transformação em ameaças sociais, econômicas e políticas sistêmicas da sociedade mundial altamente industrializada. Na globalidade da contaminação e nas cadeias mundiais de alimentos e produtos, as ameaças à vida na cultura industrial passam por metamorfoses sociais do perigo: regras da vida cotidiana são viradas de cabeça para baixo. Mercados colapsam. Prevalece a carência em meio à abundância. [...] Esse é o fim do século XIX, o fim da sociedade industrial clássica, com suas ideias de soberania do Estado Nacional, automatismo do progresso, classes, princípio do desempenho, natureza, realidade, conhecimento científico etc.”
BECK, U. Sociedade de Risco: rumo a uma outra modernidade. São Paulo: Editora 34, 2011.
Nessa obra, são apresentadas algumas teses que ilustram o argumento do autor, EXCETO:
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Em Reagregando o Social, Bruno Latour propõe cinco fontes de incerteza para desdobrar controvérsias, são elas:
1 - não existem grupos, somente formações de grupo;
2 - há uma heterogeneidade nos ingredientes que formam os laços socias;
3 - os objetos também agem;
4 - há diferença entre questões de fato e questões de interesse e
5 - os relatos são o laboratório do cientista social que precisa arriscar-se.
A opção que melhor caracteriza a terceira fonte de incerteza é:
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A Sociologia, assim como outras ciências, requer o emprego sistemático de métodos para análise teórica, pesquisa empírica, análise de dados e argumentação lógica para construir um conhecimento fundamentado sobre o que se está pesquisando. Entre todas essas etapas, a metodologia de pesquisa empregada garante a confiabilidade dos resultados obtidos.
A relação entre causa e efeito está corretamente representada em:
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O paradigma é como “um modelo de declinação ou de conjugação a partir do qual se pode ilustrar uma série de fenômenos” (FERRÉOL, G. NORECK, J. Introdução à Sociologia. São Paulo, 2007). Os autores citam algumas das formulações mais conhecidas como exemplos de paradigmas sociológicos, como vemos a seguir:
1. Paradigma da família nuclear: O desenvolvimento da sociedade industrial exige a mobilidade da população e, portanto, a independência dos filhos, o que provoca uma “nuclearização” da família.
2. Paradigma da ação coletiva: nenhum indivíduo tem interesse em agir com o objetivo de apoiar uma organização cujo fim são os bens e os serviços coletivos, já que, de qualquer modo, ele será beneficiado; se, ao contrário, essa organização oferecer-lhe, além desses serviços, certas satisfações individuais, então ele participará dela com mais empenho.
3. Paradigma do capital social: a igualdade de acesso à escola mantém a desigualdade da origem social, pois os filhos das classes superiores possuem motivações e meios culturais mais apropriados ao êxito escolar que aqueles oriundos das classes inferiores. 4. Paradigma dos conflitos de grupo: a diversificação da sociedade provoca uma diversificação dos grupos sociais e uma especialização dos interesses. Disso resulta uma multiplicidade de conflitos. 5. Paradigma da democracia: o igualitarismo é a mola das sociedades democráticas, quanto mais a igualdade avança, mais as desigualdades são sentidas como insuportáveis e mais se alimentam as exigências de igualdade.
ENDRAS, Henri e FORSÉ, Michel. Le changement social. Paris, Armand Colin, 1991.
A ordem correta, de cima para baixo, dos autores representativos dos paradigmas acima citados é, respectivamente, Robert Merton,
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