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Foram encontradas 50 questões.

3381865 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: IF-RO

Assinale a alternativa incorreta sobre a formação da Língua Portuguesa.

 

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3381864 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: IF-RO

Leonor Lopes Fávero (2009) explica que a coesão lexical é obtida pela reiteração de itens lexicais idênticos ou que possuem o mesmo referente, tal como ocorre com os termos da notícia:

 

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3381863 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: IF-RO

Leia com atenção a charge e a notícia a seguir para responder a questão.

Enunciado 3726238-1

(Disponível em:< http://www.celeste-ro.com.br/imagemdia.asp?cd=176> Acesso em: 14 de maio de 2014)

Professores fazem greve por piso salarial e mais recursos para educação

Paralisação começou nesta terça-feira e atinge 22 Estados, diz CNTE

Professores da rede pública estadual de ensino em todo o País cruzaram os braços nesta terça-feira, 23, e pediram melhores condições de trabalho. A greve foi convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e deve durar três dias, até quinta-feira. Segundo a entidade, 22 Estados aderiram oficialmente ao movimento e os sindicatos do Distrito Federal e demais unidades da federação que não aderiram apoiam formalmente a ação. As paralisações têm adesões também de trabalhadores das redes municipais de ensino fundamental e médio. (...)

(Publicada em 23/04/2013- Disponível em:< http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,professores-fazem-greve-porpiso- salarial-e-mais-recursos-para-educacao,1024668,0.htm> acesso em: 14 de maio de 2014)

A fim de analisar os sentidos da charge e atribuir coerência a ela, era necessário que o leitor tivesse conhecimento prévio do assunto tratado na notícia, com quem a charge faz intertextualidade. Com base nessas informações e em seu conhecimento linguístico, assinale a alternativa que apresenta o tipo de intertextualidade existente entre a charge e a notícia.

 

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3381862 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: IF-RO

Leia com atenção a charge e a notícia a seguir para responder a questão.

Enunciado 3726237-1

(Disponível em:< http://www.celeste-ro.com.br/imagemdia.asp?cd=176> Acesso em: 14 de maio de 2014)

Professores fazem greve por piso salarial e mais recursos para educação

Paralisação começou nesta terça-feira e atinge 22 Estados, diz CNTE

Professores da rede pública estadual de ensino em todo o País cruzaram os braços nesta terça-feira, 23, e pediram melhores condições de trabalho. A greve foi convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e deve durar três dias, até quinta-feira. Segundo a entidade, 22 Estados aderiram oficialmente ao movimento e os sindicatos do Distrito Federal e demais unidades da federação que não aderiram apoiam formalmente a ação. As paralisações têm adesões também de trabalhadores das redes municipais de ensino fundamental e médio. (...)

(Publicada em 23/04/2013- Disponível em:< http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,professores-fazem-greve-porpiso- salarial-e-mais-recursos-para-educacao,1024668,0.htm> acesso em: 14 de maio de 2014)

Assinale a alternativa que analisa corretamente a regência do verbo “pisar” (pôr os pés sobre) usada no texto da charge.

 

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3381861 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: IF-RO

Leia com atenção a charge e a notícia a seguir para responder a questão.

Enunciado 3726236-1

(Disponível em:< http://www.celeste-ro.com.br/imagemdia.asp?cd=176> Acesso em: 14 de maio de 2014)

Professores fazem greve por piso salarial e mais recursos para educação

Paralisação começou nesta terça-feira e atinge 22 Estados, diz CNTE

Professores da rede pública estadual de ensino em todo o País cruzaram os braços nesta terça-feira, 23, e pediram melhores condições de trabalho. A greve foi convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e deve durar três dias, até quinta-feira. Segundo a entidade, 22 Estados aderiram oficialmente ao movimento e os sindicatos do Distrito Federal e demais unidades da federação que não aderiram apoiam formalmente a ação. As paralisações têm adesões também de trabalhadores das redes municipais de ensino fundamental e médio. (...)

(Publicada em 23/04/2013- Disponível em:< http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,professores-fazem-greve-porpiso- salarial-e-mais-recursos-para-educacao,1024668,0.htm> acesso em: 14 de maio de 2014)

Assinale a alternativa que analisa corretamente o enunciado da charge, considerando o seu propósito comunicativo.

 

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3381860 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: IF-RO

Leia com atenção a charge e a notícia a seguir para responder a questão.

Enunciado 3726235-1

(Disponível em:< http://www.celeste-ro.com.br/imagemdia.asp?cd=176> Acesso em: 14 de maio de 2014)

Professores fazem greve por piso salarial e mais recursos para educação

Paralisação começou nesta terça-feira e atinge 22 Estados, diz CNTE

Professores da rede pública estadual de ensino em todo o País cruzaram os braços nesta terça-feira, 23, e pediram melhores condições de trabalho. A greve foi convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e deve durar três dias, até quinta-feira. Segundo a entidade, 22 Estados aderiram oficialmente ao movimento e os sindicatos do Distrito Federal e demais unidades da federação que não aderiram apoiam formalmente a ação. As paralisações têm adesões também de trabalhadores das redes municipais de ensino fundamental e médio. (...)

(Publicada em 23/04/2013- Disponível em:< http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,professores-fazem-greve-porpiso- salarial-e-mais-recursos-para-educacao,1024668,0.htm> acesso em: 14 de maio de 2014)

Considerando os propósitos comunicativos da charge, está correto afirmar que:

 

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3381859 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: IF-RO

Leia o texto de Pasquale Cipro Neto: “Até para ser malandro...” para responder a questão.

O caro leitor talvez não saiba, mas entre os estudiosos dos fatos da língua há uma velha discussão sobre a importância e o emprego da norma culta. A discussão começa pelo conceito de norma culta, que nem de longe é ponto pacífico entre os especialistas.

Há aspectos sobre os quais não pairam dúvidas. Um deles, por exemplo, diz respeito à concordância (verbal e nominal): o que é predominante na linguagem oral (independentemente da classe social do falante) não costuma ocorrer no padrão escrito culto.

Tradução: na oralidade, é comum o verbo não concordar com o sujeito, qualquer que seja a ordem ("Os manual chegou"; "Chegou os manual"); na linguagem culta, a concordância é regular ("Os manuais chegaram"; "Chegaram os manuais").

O caro leitor talvez se lembre da descabida polêmica que envolveu o livro "Por Uma Vida Melhor", no qual há um capítulo que aborda com muita propriedade as diferenças entre fala e escrita, variedade popular e variedade culta. Convém lembrar que esse livro é destinado ao "EJA" ("Educação de Jovens e Adultos"). Em que pese o equivocadíssimo barulho feito por boa parte da imprensa, da sociedade, dos congressistas e até de professores e educadores, nem de longe o livro prega a ideia de que a norma culta é inútil, e também não prega a tola tese de que qualquer variedade de língua é boa em qualquer situação.

Lembra quando, em Santa Catarina, a Polícia Rodoviária prendeu malandros que dirigiam um veículo cuja placa era de "Frorianópolis"? E quando a PM paulista prendeu bandidos que queriam entrar num condomínio com um caminhão em cuja lateral se lia algo "Impório Santa Maria"? Havia até o endereço do site do "impório" na lateral do caminhão (www.imporiosantamaria.com.br). Não faltou coerência a esses larápios...

A gatunagem não se cansa de tentar fisgar incautos. Veja só o texto de um e-mail que recebi recentemente: "Atendendo a uma reclamante foi gerado uma queixa de crime em seu cpf/email, estamos entrando em contato para a apresentação da mesma. Para maiores esclarecimentos do Boletim de Ocorrencia, na qual a sua pessoa tera que efetuar o comparecimento. Na data e local especificado. Com os documentos de identificação. Confira na Ocorrencia os Documentos".

Nos mais importantes concursos públicos do país, costuma-se pedir aos candidatos que identifiquem marcas da linguagem oral presentes num texto escrito. Também se pede que o texto seja reescrito, de acordo com o português formal. No e-mail citado, o que é típico da linguagem oral? Pelo menos dois pontos chamam a atenção: "foi gerado uma queixa" (o sujeito é "queixa", portanto "foi gerada uma queixa"); "na qual a sua pessoa" ("a sua pessoa" no lugar de "você", "o senhor", "a senhora" é típico da oralidade de alguns grupos sociais).

Para adequar o texto ao português escrito formal, é necessário alterar quase tudo, escrever de novo, tamanha a ruindade do original. Falta vírgula depois de "reclamante"; não se trata de "queixa de crime", mas de "queixa-crime"; o emprego de "mesma" como elemento que representa algo já citado não é frequente no padrão formal; falta acento em "terá" e em "ocorrência"; o emprego de "na qual" é descabido etc., etc. etc.

Até para ser malandro talvez seja preciso algum refinamento (linguístico, no caso), embora não seja improvável malandros obterem sucesso sem esse refinamento e incautos letrados caírem nessas arapucas. É isso.

mailto:inculta@uol.com.br (Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/pasquale/2014/05/1448099-atepara- ser-malandro.shtml acesso em: 13 de maio de 2014)

Um dos motivos que levou o professor Pasquale a desconfiar da mensagem que recebera por e-mail foi o fato de

 

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3381858 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: IF-RO

Leia o texto de Pasquale Cipro Neto: “Até para ser malandro...” para responder a questão.

O caro leitor talvez não saiba, mas entre os estudiosos dos fatos da língua há uma velha discussão sobre a importância e o emprego da norma culta. A discussão começa pelo conceito de norma culta, que nem de longe é ponto pacífico entre os especialistas.

Há aspectos sobre os quais não pairam dúvidas. Um deles, por exemplo, diz respeito à concordância (verbal e nominal): o que é predominante na linguagem oral (independentemente da classe social do falante) não costuma ocorrer no padrão escrito culto.

Tradução: na oralidade, é comum o verbo não concordar com o sujeito, qualquer que seja a ordem ("Os manual chegou"; "Chegou os manual"); na linguagem culta, a concordância é regular ("Os manuais chegaram"; "Chegaram os manuais").

O caro leitor talvez se lembre da descabida polêmica que envolveu o livro "Por Uma Vida Melhor", no qual há um capítulo que aborda com muita propriedade as diferenças entre fala e escrita, variedade popular e variedade culta. Convém lembrar que esse livro é destinado ao "EJA" ("Educação de Jovens e Adultos"). Em que pese o equivocadíssimo barulho feito por boa parte da imprensa, da sociedade, dos congressistas e até de professores e educadores, nem de longe o livro prega a ideia de que a norma culta é inútil, e também não prega a tola tese de que qualquer variedade de língua é boa em qualquer situação.

Lembra quando, em Santa Catarina, a Polícia Rodoviária prendeu malandros que dirigiam um veículo cuja placa era de "Frorianópolis"? E quando a PM paulista prendeu bandidos que queriam entrar num condomínio com um caminhão em cuja lateral se lia algo "Impório Santa Maria"? Havia até o endereço do site do "impório" na lateral do caminhão (www.imporiosantamaria.com.br). Não faltou coerência a esses larápios...

A gatunagem não se cansa de tentar fisgar incautos. Veja só o texto de um e-mail que recebi recentemente: "Atendendo a uma reclamante foi gerado uma queixa de crime em seu cpf/email, estamos entrando em contato para a apresentação da mesma. Para maiores esclarecimentos do Boletim de Ocorrencia, na qual a sua pessoa tera que efetuar o comparecimento. Na data e local especificado. Com os documentos de identificação. Confira na Ocorrencia os Documentos".

Nos mais importantes concursos públicos do país, costuma-se pedir aos candidatos que identifiquem marcas da linguagem oral presentes num texto escrito. Também se pede que o texto seja reescrito, de acordo com o português formal. No e-mail citado, o que é típico da linguagem oral? Pelo menos dois pontos chamam a atenção: "foi gerado uma queixa" (o sujeito é "queixa", portanto "foi gerada uma queixa"); "na qual a sua pessoa" ("a sua pessoa" no lugar de "você", "o senhor", "a senhora" é típico da oralidade de alguns grupos sociais).

Para adequar o texto ao português escrito formal, é necessário alterar quase tudo, escrever de novo, tamanha a ruindade do original. Falta vírgula depois de "reclamante"; não se trata de "queixa de crime", mas de "queixa-crime"; o emprego de "mesma" como elemento que representa algo já citado não é frequente no padrão formal; falta acento em "terá" e em "ocorrência"; o emprego de "na qual" é descabido etc., etc. etc.

Até para ser malandro talvez seja preciso algum refinamento (linguístico, no caso), embora não seja improvável malandros obterem sucesso sem esse refinamento e incautos letrados caírem nessas arapucas. É isso.

mailto:inculta@uol.com.br (Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/pasquale/2014/05/1448099-atepara- ser-malandro.shtml acesso em: 13 de maio de 2014)

Pasquale faz considerações sobre a variação na concordância verbal nos trechos: “Há aspectos sobre os quais não pairam dúvidas. Um deles, por exemplo, diz respeito à concordância (verbal e nominal): o que é predominante na linguagem oral (independentemente da classe social do falante) não costuma ocorrer no padrão escrito culto.

(...) Nos mais importantes concursos públicos do país, costuma-se pedir aos candidatos que identifiquem marcas da linguagem oral presentes num texto escrito. Também se pede que o texto seja reescrito, de acordo com o português formal. No e-mail citado, o que é típico da linguagem oral? Pelo menos dois pontos chamam a atenção: "foi gerado uma queixa" (o sujeito é "queixa", portanto "foi gerada uma queixa"); (...)”

Tais afirmações feitas pelo autor do texto:

I – Constituem generalizações sobre a língua oral, desconsiderando o continuum entre língua falada e escrita, segundo o qual, pode haver gêneros orais mais próximos da escrita prototípica, nos quais, a variação na concordância verbal não é comum.

II – Ratificam o continuum entre língua falada e escrita, pois evidenciam que na língua falada, predominam certas características informais e na escrita, a norma padrão.

III – Desconsideram o que os estudos sociolinguísticos evidenciam: a concordância verbal é uma variável social e estilística, isto é, há um padrão regular de emprego dessa variável que é fruto de restrições determinadas quer pela classe social quer pelo grau de formalidade da situação interlocutiva.

IV – Corroboram o que os estudos sociolinguísticos evidenciam: a concordância verbal é uma variável social e estilística, isto é, há um padrão regular de emprego dessa variável que é fruto de restrições determinadas quer pela classe social quer pelo grau de formalidade da situação interlocutiva.

V – Condenam o que os estudos sociolinguísticos evidenciam: a concordância verbal é uma variável social e estilística, isto é, há um padrão regular de emprego dessa variável que é fruto de restrições determinadas quer pela classe social quer pelo grau de formalidade da situação interlocutiva.

VI – Ignoram as origens da variação linguística referentes ao usuário e ao uso que ele faz da língua; dos relacionados ao usuário, destacam-se: idade, sexo, raça, profissão, posição social, grau de escolaridade, local em que reside na comunidade. Em relação à situação de comunicação, ressaltamos: ambiente, tema, estado emocional do falante, grau de intimidade entre os interactantes.

São verdadeiros, os itens:

 

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3381857 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: IF-RO

Leia o texto de Pasquale Cipro Neto: “Até para ser malandro...” para responder a questão.

O caro leitor talvez não saiba, mas entre os estudiosos dos fatos da língua há uma velha discussão sobre a importância e o emprego da norma culta. A discussão começa pelo conceito de norma culta, que nem de longe é ponto pacífico entre os especialistas.

Há aspectos sobre os quais não pairam dúvidas. Um deles, por exemplo, diz respeito à concordância (verbal e nominal): o que é predominante na linguagem oral (independentemente da classe social do falante) não costuma ocorrer no padrão escrito culto.

Tradução: na oralidade, é comum o verbo não concordar com o sujeito, qualquer que seja a ordem ("Os manual chegou"; "Chegou os manual"); na linguagem culta, a concordância é regular ("Os manuais chegaram"; "Chegaram os manuais").

O caro leitor talvez se lembre da descabida polêmica que envolveu o livro "Por Uma Vida Melhor", no qual há um capítulo que aborda com muita propriedade as diferenças entre fala e escrita, variedade popular e variedade culta. Convém lembrar que esse livro é destinado ao "EJA" ("Educação de Jovens e Adultos"). Em que pese o equivocadíssimo barulho feito por boa parte da imprensa, da sociedade, dos congressistas e até de professores e educadores, nem de longe o livro prega a ideia de que a norma culta é inútil, e também não prega a tola tese de que qualquer variedade de língua é boa em qualquer situação.

Lembra quando, em Santa Catarina, a Polícia Rodoviária prendeu malandros que dirigiam um veículo cuja placa era de "Frorianópolis"? E quando a PM paulista prendeu bandidos que queriam entrar num condomínio com um caminhão em cuja lateral se lia algo "Impório Santa Maria"? Havia até o endereço do site do "impório" na lateral do caminhão (www.imporiosantamaria.com.br). Não faltou coerência a esses larápios...

A gatunagem não se cansa de tentar fisgar incautos. Veja só o texto de um e-mail que recebi recentemente: "Atendendo a uma reclamante foi gerado uma queixa de crime em seu cpf/email, estamos entrando em contato para a apresentação da mesma. Para maiores esclarecimentos do Boletim de Ocorrencia, na qual a sua pessoa tera que efetuar o comparecimento. Na data e local especificado. Com os documentos de identificação. Confira na Ocorrencia os Documentos".

Nos mais importantes concursos públicos do país, costuma-se pedir aos candidatos que identifiquem marcas da linguagem oral presentes num texto escrito. Também se pede que o texto seja reescrito, de acordo com o português formal. No e-mail citado, o que é típico da linguagem oral? Pelo menos dois pontos chamam a atenção: "foi gerado uma queixa" (o sujeito é "queixa", portanto "foi gerada uma queixa"); "na qual a sua pessoa" ("a sua pessoa" no lugar de "você", "o senhor", "a senhora" é típico da oralidade de alguns grupos sociais).

Para adequar o texto ao português escrito formal, é necessário alterar quase tudo, escrever de novo, tamanha a ruindade do original. Falta vírgula depois de "reclamante"; não se trata de "queixa de crime", mas de "queixa-crime"; o emprego de "mesma" como elemento que representa algo já citado não é frequente no padrão formal; falta acento em "terá" e em "ocorrência"; o emprego de "na qual" é descabido etc., etc. etc.

Até para ser malandro talvez seja preciso algum refinamento (linguístico, no caso), embora não seja improvável malandros obterem sucesso sem esse refinamento e incautos letrados caírem nessas arapucas. É isso.

mailto:inculta@uol.com.br (Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/pasquale/2014/05/1448099-atepara- ser-malandro.shtml acesso em: 13 de maio de 2014)

No texto, Pasquale afirmou: “Não faltou coerência a esses larápios...”. Considerando que ele não tenha sido irônico, pode-se afirmar que não faltou aos larápios a coerência

 

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3381856 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: IF-RO

Leia o texto de Pasquale Cipro Neto: “Até para ser malandro...” para responder a questão.

O caro leitor talvez não saiba, mas entre os estudiosos dos fatos da língua há uma velha discussão sobre a importância e o emprego da norma culta. A discussão começa pelo conceito de norma culta, que nem de longe é ponto pacífico entre os especialistas.

Há aspectos sobre os quais não pairam dúvidas. Um deles, por exemplo, diz respeito à concordância (verbal e nominal): o que é predominante na linguagem oral (independentemente da classe social do falante) não costuma ocorrer no padrão escrito culto.

Tradução: na oralidade, é comum o verbo não concordar com o sujeito, qualquer que seja a ordem ("Os manual chegou"; "Chegou os manual"); na linguagem culta, a concordância é regular ("Os manuais chegaram"; "Chegaram os manuais").

O caro leitor talvez se lembre da descabida polêmica que envolveu o livro "Por Uma Vida Melhor", no qual há um capítulo que aborda com muita propriedade as diferenças entre fala e escrita, variedade popular e variedade culta. Convém lembrar que esse livro é destinado ao "EJA" ("Educação de Jovens e Adultos"). Em que pese o equivocadíssimo barulho feito por boa parte da imprensa, da sociedade, dos congressistas e até de professores e educadores, nem de longe o livro prega a ideia de que a norma culta é inútil, e também não prega a tola tese de que qualquer variedade de língua é boa em qualquer situação.

Lembra quando, em Santa Catarina, a Polícia Rodoviária prendeu malandros que dirigiam um veículo cuja placa era de "Frorianópolis"? E quando a PM paulista prendeu bandidos que queriam entrar num condomínio com um caminhão em cuja lateral se lia algo "Impório Santa Maria"? Havia até o endereço do site do "impório" na lateral do caminhão (www.imporiosantamaria.com.br). Não faltou coerência a esses larápios...

A gatunagem não se cansa de tentar fisgar incautos. Veja só o texto de um e-mail que recebi recentemente: "Atendendo a uma reclamante foi gerado uma queixa de crime em seu cpf/email, estamos entrando em contato para a apresentação da mesma. Para maiores esclarecimentos do Boletim de Ocorrencia, na qual a sua pessoa tera que efetuar o comparecimento. Na data e local especificado. Com os documentos de identificação. Confira na Ocorrencia os Documentos".

Nos mais importantes concursos públicos do país, costuma-se pedir aos candidatos que identifiquem marcas da linguagem oral presentes num texto escrito. Também se pede que o texto seja reescrito, de acordo com o português formal. No e-mail citado, o que é típico da linguagem oral? Pelo menos dois pontos chamam a atenção: "foi gerado uma queixa" (o sujeito é "queixa", portanto "foi gerada uma queixa"); "na qual a sua pessoa" ("a sua pessoa" no lugar de "você", "o senhor", "a senhora" é típico da oralidade de alguns grupos sociais).

Para adequar o texto ao português escrito formal, é necessário alterar quase tudo, escrever de novo, tamanha a ruindade do original. Falta vírgula depois de "reclamante"; não se trata de "queixa de crime", mas de "queixa-crime"; o emprego de "mesma" como elemento que representa algo já citado não é frequente no padrão formal; falta acento em "terá" e em "ocorrência"; o emprego de "na qual" é descabido etc., etc. etc.

Até para ser malandro talvez seja preciso algum refinamento (linguístico, no caso), embora não seja improvável malandros obterem sucesso sem esse refinamento e incautos letrados caírem nessas arapucas. É isso.

mailto:inculta@uol.com.br (Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/pasquale/2014/05/1448099-atepara- ser-malandro.shtml acesso em: 13 de maio de 2014)

Avalie algumas informações contidas no texto de Pasquale:

I – O conceito de norma culta não é consenso entre os especialistas.

II – A respeito da variação na concordância verbal, afirma: “o que é predominante na linguagem oral (independentemente da classe social do falante) não costuma ocorrer no padrão escrito culto”.

III – Pasquale condenou a polêmica em torno do livro “Por uma vida melhor” afirmando que o livro não prega a ideia de que a norma culta é inútil, e também não prega a tese de que qualquer variedade de língua é boa em qualquer situação.

A respeito das assertivas feitas acima, está correto afirmar que:

 

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