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Um homem com 48 anos de idade, hipertenso, em uso de captopril, procura o pronto atendimento com dor torácica anterior esquerda, irradiando para epigástrio, em aperto, com início súbito em repouso há cerca de 1 hora. Ao exame, encontra-se ansioso e sudorético; pressão arterial de 150 x 90 mmHg; frequência cardíaca de 88 bpm; frequência respiratória de 24 irpm, sem outros achados no exame físico. Foi realizado um eletrocardiograma que mostrou supradesnivelamento do segmento ST nas derivações D2, D3 e AVF. O paciente foi monitorizado, foi solicitado acesso venoso periférico e em oxigênio via cateter nasal. Exame de enzimas cardíacas ainda não disponível. Solicitado vaga para transferência hospitalar, porém sem previsão nas próximas horas. Qual a próxima etapa no tratamento deste paciente?
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Caso clínico: Homem de 54 anos, obeso, hipertenso em uso de hidroclorotiazida, procura o pronto-socorro com dor intensa em joelho direito há 18 horas, de início súbito, com edema, calor e rubor locais. Refere episódio semelhante no hálux direito há 6 meses, que resolveu espontaneamente. Nega trauma e infecção recente. Temperatura axilar 37,4°C. Urato sérico 9,2 mg/dL (VR: até 6,8 mg/dL). PCR 3,2 mg/dL (VR: até 0,5 mg/dL). Leucócitos 11.200/mm³. Diante da suspeita de artrite séptica, foi realizada artrocentese e iniciado antibiótico empírico. O líquido sinovial apresentou: aspecto turvo, leucócitos 28.000/mm³ com predomínio de neutrófilos, cristais em forma de agulha com birrefringência negativa à microscopia polarizada, coloração de Gram sem microrganismos identificados. A cultura retornou negativa após 72 horas.
Com esses resultados disponíveis, qual é a interpretação correta e a conduta mais adequada neste momento?
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Caso clínico: Homem de 38 anos com Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM1) há 18 anos, em uso de insulina basal-bolus. Nos últimos 6 meses refere náuseas frequentes, vômitos pós-prandiais, saciedade precoce e sensação de plenitude gástrica. Relata episódios recorrentes de hipoglicemia nas 2 horas após as refeições, seguidos de hiperglicemia tardia 3–4 horas depois, apesar de manter a mesma dose de insulina. Nega diarreia, esteatorréia ou perda de peso significativa. Ao exame: sem dor à palpação abdominal, sem massa palpável. Endoscopia digestiva alta realizada há 3 meses: mucosa gástrica e duodenal de aspecto normal, sem úlceras ou lesões; presença de resíduo alimentar em estômago após 12 horas de jejum. HbA1c 9,8%.
Considerando o diagnóstico e o impacto no controle glicêmico, qual é a interpretação correta do quadro e a conduta mais adequada?
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Caso clínico: Mulher de 28 anos com diagnóstico de LES há 2 anos, em uso de hidroxicloroquina e prednisona 10 mg/dia. Retorna ao ambulatório com artrite em mãos e punhos, rash malar intenso e úlceras orais há 3 semanas, sugestivos de reativação da doença. O médico decide aumentar a prednisona para 60 mg/dia. Após 10 dias, a paciente é trazida pela família por comportamento bizarro, alucinações auditivas e delírios persecutórios de início abrupto. Nega uso de substâncias. Ao exame: orientada, sem déficit focal, sem rigidez de nuca, sem movimentos anormais e sem instabilidade autonômica. Exames laboratoriais: hemograma com leucopenia (3.200/mm³); complemento C3 28 mg/dL (VR: 90–180); C4 6 mg/dL (VR: 16–47); anti-dsDNA 1:640 (VR: negativo); proteína C reativa 0,4 mg/dL (VR: até 0,5).
Considerando o quadro clínico e laboratorial, qual é o diagnóstico mais provável e a conduta mais adequada?
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Caso clínico: Homem de 32 anos, previamente hígido, procura atendimento por aumento indolor de linfonodos cervicais há 3 meses, achado que motivou a consulta. Refere febre de 38,2°C sem foco identificado, sudorese noturna intensa e perda de 8 kg nos últimos 4 meses. Ao exame: linfonodos cervicais bilaterais de 3–4 cm, indolores, endurecidos e não aderidos, representando o achado clínico predominante. Baço palpável a 4 cm do rebordo costal. Sem hepatomegalia. Exames laboratoriais: hemoglobina 10,2 g/dL, leucócitos 11.800/mm³ com diferencial sem linfocitose, plaquetas 98.000/mm³; VHS 88 mm/h; LDH 680 U/L (VR: até 250); cálcio sérico 9,1 mg/dL (VR: 8,5–10,5); ECA 28 U/L (VR: 8–52). Tomografia de tórax e abdome: massa mediastinal anterior de 4 cm, linfonodos cervicais e axilares bilaterais de até 4 cm como achado predominante, esplenomegalia homogênea, sem linfonodomegalia retroperitoneal.
Considerando o quadro clínico, laboratorial e de imagem, qual alternativa apresenta o diagnóstico mais provável e o resultado do exame confirmatório compatível com os achados descritos?
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Caso clínico: Homem de 70 anos procura atendimento por dor lombar progressiva há 5 meses, sem melhora com analgésicos comuns, associada a cansaço importante, emagrecimento de 5 kg nos últimos 6 meses e dois episódios de pneumonia no último ano. Nega febre ou sudorese noturna. Ao exame: palidez cutânea, sem linfadenomegalia palpável, sem hepatoesplenomegalia. Como antecedente, refere diagnóstico de adenocarcinoma de próstata Gleason 7 há 5 anos, para o qual recusou prostatectomia radical e abandonou o acompanhamento urológico há 3 anos. Exames laboratoriais: hemoglobina 8,1 g/dL, VCM 88 fL, leucócitos 5.200/mm³ com diferencial normal, plaquetas 142.000/mm³; creatinina 3,1 mg/dL; cálcio total 11,4 mg/dL (VR: 8,5–10,5); proteínas totais 10,8 g/dL, albumina 2,6 g/dL, globulinas 8,2 g/dL; VHS 135 mm/h; PSA 9,2 ng/mL (VR: < 4,0); vitamina B12 sérica 1.840 pg/mL (VR: 200–900). Radiografia de coluna lombar: lesões líticas em L1, L3 e L5, sem reação periosteal.
Considerando o conjunto dos achados clínicos e laboratoriais, qual é o diagnóstico mais provável?
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Caso clínico: Homem de 61 anos, hipertenso e diabético, em acompanhamento nefrológico por DRC estágio G4 há 2 anos. Assintomático. Nunca recebeu orientação dietética para fósforo nem reposição de vitamina D. Exames laboratoriais: TFG estimada 23 mL/min/1,73m² (VR: > 60); fósforo sérico 6,6 mg/dL (VR: 2,5–4,5); cálcio total 8,0 mg/dL (VR: 8,5– 10,5); PTH intacto 410 pg/mL (VR: 10–65); vitamina D 25-OH 9 ng/mL (VR: 30–100); fosfatase alcalina 98 U/L (VR: até 120).
Considerando o diagnóstico e a hierarquia de intervenções, qual é a interpretação correta do quadro e a próxima etapa mais adequada no manejo?
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Caso Clínico: Homem de 67 anos, tabagista de 50 anos-maço, portador de DPOC grave em uso de tiotrópio e formoterol, é trazido ao pronto-socorro com piora progressiva da dispneia há 2 dias, aumento do volume e purulência do escarro. Ao exame: consciente, orientado, com dificuldade para falar frases completas. FR 28 irpm, FC 108 bpm, SpO₂ 82% em ar ambiente. Uso de musculatura acessória. Ausculta pulmonar com sibilos difusos e redução do murmúrio vesicular. Recebe oxigênio suplementar por cateter nasal a 5 L/min, evoluindo com SpO₂ 97%. Gasometria arterial colhida após 30 minutos de oxigenioterapia evidenciou: pH 7,28 (VR: 7,35–7,45); PaCO₂ 72 mmHg (VR: 35–45 mmHg); PaO₂ 68 mmHg (VR: 80–100 mmHg); HCO₃⁻ 32 mEq/L (VR: 22–26 mEq/L).
Considerando a gasometria e o quadro clínico, a interpretação correta e a conduta mais adequada são:
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Caso clínico: Jovem de 20 anos, asmático em uso de budesonida + formoterol, é atendido no pronto-socorro com crise de broncoespasmo há 3 horas. Ao exame: consciente e orientado, agitado, fala frases curtas com interrupções frequentes. FR 30 irpm, FC 118 bpm, SpO₂ 92% em ar ambiente. Uso de musculatura acessória intercostal e supraclavicular. Peak flow 42% do previsto. Ausência de cianose e sem alteração do nível de consciência.
Considerando o conjunto dos achados clínicos, a classificação desta crise e a conduta inicial correta são, respectivamente:
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Sobre Lesão Renal Aguda, assinale a alternativa CORRETA:
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