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Leia as afirmações a seguir.
I - O crescimento populacional da América Latina, no século XX, foi um dos maiores do mundo, levando a um acelerado processo de urbanização que, contudo, não alterou o perfil agrícola da região, exceto pelos casos do Brasil e da Argentina.
II - O processo de industrialização e de urbanização na América Latina não foi homogêneo; apesar disso, foi comum a praticamente todos os países da região uma aguda concentração da renda da população.
III - Tanto o setor industrial como o setor de serviços avançaram enormemente na conformação das economias dos países latino-americanos ao longo do século XX, levando à perda relativa de participação do trabalho agrícola na composição do PIB regional.
IV - O processo de industrialização da América Latina, heterogêneo e lento, não impactou a estrutura urbana dos países da região, permitindo, ao contrário, o fortalecimento das regiões agrícolas na maioria dos países.
V - Houve grande crescimento industrial na América Latina, sobretudo após os anos 1950 e a aceleração do processo de urbanização nos países da região, a despeito da política de industrialização substitutiva das importações, que buscava aprofundar a dependência industrial latino-americana com os países desenvolvidos.
É correto apenas o que se afirma em
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Leia as afirmações a seguir e informe (V) para as verdadeiras e (F) para as falsas.
( ) Parte da historiografia sobre o fascismo, especialmente aquela do imediato pós-II Guerra Mundial, dedica-se a compreender o fenômeno como parte da história alemã e, se muito, da italiana, delimitando suas possíveis implicações futuras em novas realidades históricas.
( ) Os estudos acerca do fascismo foram muito prejudicados pela abertura dos arquivos da Segunda Guerra Mundial, a partir dos anos 1980, pois isso retirou o foco da discussão sobre o fenômeno e destacou o conflito mundial em primeiro plano.
( ) Muitos governos formados na Europa do pós-II Guerra Mundial eram compostos por quadros que serviram, direta ou indiretamente, ao nazismo o que colaborou, por certo período, com uma interpretação restritiva do fenômeno fascista, essencialmente pautada pelo esquecimento e pelo silenciamento.
( ) O conceito de totalitarismo aborda a relação do fascismo com a história alemã, buscando compreender a vinculação como um desvio dentro da história europeia, portanto irreproduzível em qualquer outra realidade ou região.
( ) Há estudos que apontam para a universalidade do fascismo como fenômeno histórico, o que permitiria extrapolar as interpretações que o vinculam a um processo histórico e a um período específicos.
A sequência está indicada corretamente em
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Analise o excerto a seguir.
“Os baianos, àquela altura de sua história [década de 1950], tinham sido capazes, sem dúvida, de ajudar vigorosamente a industrialização paulista que, a partir dos anos 30, havia fixado definitivamente o seu papel altamente dinâmico no crescimento econômico brasileiro. A ajuda se fazia não só em termos financeiros (especialmente através do grande saldo de divisas proveniente de nossas exportações para o Resto do Mundo, avidamente disputado pelas indústrias meridionais para importação, principalmente, de bens de capital), mas também através de braços: éramos então, com efeito, o maior Estado de emigrantes dentre todos os da Federação, com a característica adicional de haver sido crescente esse fluxo migratório de boa parcela de nossa população jovem, no transcorrer dos anos 50.”
(SIMÕES, Jairo. Evolução recente da economia baiana. IN: PESSOTI, Gustavo Casseb (org.).
Memórias da economia baiana. Salvador: SEI, 2020. Pp. 199)
O texto aborda um aspecto muito característico da economia baiana em meados do século XX na medida em que permite avaliar o quadro geral da industrialização brasileira no período.
Sobre este tema é correto afirmar que
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Analise o excerto a seguir.
“O episódio aconteceu na aldeia Pataxó de Coroa Vermelha, no município de Santa Cruz de Cabrália, localizado no extremo Sul da Bahia (...). Curiosos para encontrar de imediato os “índios do Descobrimento”, os turistas demonstravam certa frustação ao percorrer a aldeia (...). Impacientes, se dirigiam a um homem que varria o chão de uma das cabanas e perguntaram: ‘Senhor, a que horas os índios estarão aqui?’. De forma inusitada, o homem que vestia calça jeans e blusa com propaganda comercial, respondeu: ‘Já estamos aqui. Esperem um pouco que estamos arrumando as mercadorias para abrir a loja’. Inconformados e insistentes, os turistas replicaram: ‘Não, moço. Queremos ver os índios de verdade. Que horas eles chegarão?’.
Pacientemente e, certamente, já acostumado com tal comportamento, o rapaz novamente respondeu: ‘Vocês estão diante de um índio Pataxó e, até que me provem o contrário, sou de verdade!’”.
(CANCELA, Francisco. Velhos e novos desafios da História Indígena no Brasil. In: SANTOS, Fabricio Lyrio (Org.).
Os índios na história da Bahia. Cruz das Almas: EDUFRB; Belo Horizonte: Fino Traço, 2016. pp.12-14).
O episódio narrado revela dois aspectos importantes da relação historicamente estabelecida entre a população não indígena e os povos indígenas no Brasil. De um lado, o modo como, frequentemente, as pessoas não indígenas concebem os sujeitos indígenas. De outro, uma forma de resistência e agência indígena no decorrer desse processo.
É correto afirmar que esses dois aspectos que se apresentam no relato destacado acima podem ser descritos, respectivamente, pelos conceitos de
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Acerca da dinâmica do trabalho em Salvador/BA, em meados do século XIX, é correto afirmar que(,)
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Acerca das reflexões, promovidas nos últimos anos pela historiografia, sobre as experiências vivenciadas pelos povos indígenas durante a ditadura militar brasileira (1964-1985), analise as afirmações a seguir.
I – Uma das formas de violência vivenciadas pelos indígenas durante a ditadura militar brasileira se deu por meio da ação dos próprios órgãos indigenistas oficiais, como a Funai.
II – Uma das estratégias discursivas mobilizadas pela propaganda política do regime militar foi a de promover uma vinculação entre o discurso desenvolvimentista e a ideia de valorização dos povos indígenas habitantes do território brasileiro.
III – A análise das violações de direitos humanos sofridas pelos povos indígenas no período da ditadura militar brasileira nos permite perceber a intrínseca relação existente entre violência estatal e os interesses do capital privado.
IV – Uma das dimensões importantes dos autoritarismos vivenciados pelos indígenas em relação à experiência da ditadura militar foram os silenciamentos que invisibilizaram a presença, o protagonismo e resistência dos povos originários neste período.
V – A violência impetrada pelo Estado brasileiro contra os povos indígenas durante a ditadura militar pode ser lida como uma das permanências da lógica colonialista dos aparelhos estatais.
É correto afirmar que
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Acerca dos paradigmas orientadores da política indigenista oficial desenvolvida pelo Estado brasileiro, por meio do Serviço de Proteção aos Índios e Localização de Trabalhadores Nacionais (SPILTN), nas primeiras décadas do século XX, e com base no texto de Kelly Silva Prado é correto afirmar que
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Analise o fragmento de texto a seguir.
“Aqui nesta região do mundo, que a memória mais recente instituiu que se chama América, aqui nesta parte mais restrita, que nós chamamos de Brasil, muito antes de ser América e muito antes de ter um carimbo de fronteiras que separa os países vizinhos e distantes, nossas famílias grandes já viviam aqui. Essas nossas famílias grandes, que já viviam aqui, são essa gente que hoje é reconhecida como tribos (...).
Nessa antiguidade desses lugares a nossa narrativa brota, e recupera os feitos dos nossos heróis fundadores (...). Quando eu vejo as narrativas, mesmo as narrativas chamadas antigas, do Ocidente, as mais antigas, elas sempre são datadas. Nas narrativas tradicionais do nosso povo, das nossas tribos, não tem data, é quando foi criado o fogo, é quando foi criada a Lua, quando nasceram as estrelas, quando nasceram as montanhas, quando nasceram os rios. Antes, antes, já existe uma memória puxando o sentido das coisas, relacionando o sentido da fundação do mundo com a vida, com o comportamento nosso, com aquilo que pode ser entendido como o jeito de viver”
(KRENAK, Ailton. Antes, o mundo não existia. In: NOVAES, Adauto (Org.). Tempo e história.
São Paulo: Companhia das Letras; Secretaria Municipal de Cultura, 1992. pp.201-202).
É correto afirmar que o fragmento evoca uma reflexão sobre
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Acerca dos dispositivos de repressão mobilizados pelo regime militar iniciado com o golpe de 1964, no Brasil, é correto afirmar que(,)
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Analise o texto a seguir.
“A fundação da cidade do Salvador teve início a partir da instalação do Governo Geral como uma tentativa de efetivar os projetos de povoamento, colonização e defesa. A cidade fortaleza planejada foi erguida em 1549 no alto de uma montanha no interior da Baía de Todos os Santos seguindo as determinações do traçado definido pelo Rei, no regimento de 1548, de ser erguida em pedra, cal e barro, ou ‘taipes ou madeira, como melhor poder ser, de maneira que seja forte’, para assim garantir a segurança dos moradores.
Por não encontrar de imediato a pedra e seguindo a orientação do regimento, a pedra foi substituída pela madeira das paliçadas e, depois, pelo barro, o que permite afirmar que a arquitetura militar de Salvador era, nos seus primeiros anos, construções de fibras secas tecidas ou uma combinação de vários materiais que tivessem boa resistência às intempéries (...), as casas eram de madeira e palha; o muro de varas, galhos e cipós entrelaçados de barro”.
(SANTOS, Patrícia Verônica Pereira dos. Os índios e a Fundação de Salvador. In: SANTOS, Fabricio Lyrio (Org.).
Os índios na história da Bahia. Cruz das Almas: EDUFRB; Belo Horizonte: Fino Traço, 2016. p. 40).
Com base no trecho anterior e no referido estudo de Patrícia dos Santos, analise as afirmações a seguir classificando-as como verdadeiras (V) ou falsas (F).
( ) Na construção da cidade de Salvador/BA foram utilizadas técnicas oriundas dos povos tupinambás, muitas delas utilizadas por eles para se defenderem dos ataques dos europeus.
( ) A dependência da mão de obra indígena na construção da cidade revela um dos aspectos importantes da ação colonizadora portuguesa sobre esses povos, qual seja o aprisionamento de indígenas para escravização.
( ) As revoltas e fugas protagonizadas pelos indígenas nesse período demonstram uma das formas de agência indígena nesse processo, forçando a Coroa portuguesa a ações como a de estabelecer alianças com grupos indígenas da região.
( ) Embora tenham tido uma atuação importante nos trabalhos de construção e manutenção da cidade de Salvador, os indígenas não atuavam nas propriedades particulares, como os engenhos, onde utilizava-se mão de obra africana.
( ) A queda populacional dos indígenas decorrente de fome, maus tratos, repressão violenta às revoltas, excesso de trabalho e proliferação de doenças infectocontagiosas é um dos fatores que ajuda a explicar a paulatina incorporação de escravos africanos como mão de obra na região.
De acordo a análise das afirmações, a sequência correta, no sentido da primeira à última, é
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