Foram encontradas 60 questões.
Atenção: As questões de números 24 a 30 referem-se ao texto abaixo.
Somos seres tribais que dividem o mundo em dois grupos: o "nosso" e o "deles". Nos últimos 40 anos surgiu vasta literatura científica para explicar por que razão somos tão tribais. Que fatores em nosso passado evolutivo condicionaram a necessidade de armar coligações que não encontram justificativa na civilização moderna?
Seres humanos são capazes de colaborar uns com os outros numa escala desconhecida no reino animal, porque viver em grupo foi essencial à adaptação de nossa espécie. Agrupar-se foi a necessidade mais premente para escapar de predadores, obter alimentos e construir abrigos seguros para criar os filhos.
A própria complexidade do cérebro humano evoluiu, pelo menos em parte, em resposta às solicitações da vida comunitária. Pertencer a um agrupamento social, no entanto, muitas vezes significou destruir outros. Quando grupos antagônicos competem por território e bens materiais, a habilidade para formar coalizões confere vantagens logísticas capazes de assegurar maior probabilidade de sobrevivência aos descendentes dos vencedores.
A contrapartida do altruísmo em relação aos "nossos" é a crueldade dirigida contra os "outros". Na violência intergrupal do passado remoto estão fincadas as raízes dos preconceitos atuais. Para nos defendermos, criamos fronteiras que agrupam alguns e separam outros em obediência a critérios de cor da pele, religião, nacionalidade, convicções políticas e até times de futebol. Demarcada a linha divisória entre "nós" e "eles", discriminamos os que estão do lado de lá. Às vezes, com violência.
(Drauzio Varella. Folha de S. Paulo, E12 Ilustrada, 30 de junho de 2012, com adaptações)
A frase em que se encontram palavras escritas de modo INCORRETO é:
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Atenção: As questões de números 24 a 30 referem-se ao texto abaixo.
Somos seres tribais que dividem o mundo em dois grupos: o "nosso" e o "deles". Nos últimos 40 anos surgiu vasta literatura científica para explicar por que razão somos tão tribais. Que fatores em nosso passado evolutivo condicionaram a necessidade de armar coligações que não encontram justificativa na civilização moderna?
Seres humanos são capazes de colaborar uns com os outros numa escala desconhecida no reino animal, porque viver em grupo foi essencial à adaptação de nossa espécie. Agrupar-se foi a necessidade mais premente para escapar de predadores, obter alimentos e construir abrigos seguros para criar os filhos.
A própria complexidade do cérebro humano evoluiu, pelo menos em parte, em resposta às solicitações da vida comunitária. Pertencer a um agrupamento social, no entanto, muitas vezes significou destruir outros. Quando grupos antagônicos competem por território e bens materiais, a habilidade para formar coalizões confere vantagens logísticas capazes de assegurar maior probabilidade de sobrevivência aos descendentes dos vencedores.
A contrapartida do altruísmo em relação aos "nossos" é a crueldade dirigida contra os "outros". Na violência intergrupal do passado remoto estão fincadas as raízes dos preconceitos atuais. Para nos defendermos, criamos fronteiras que agrupam alguns e separam outros em obediência a critérios de cor da pele, religião, nacionalidade, convicções políticas e até times de futebol. Demarcada a linha divisória entre "nós" e "eles", discriminamos os que estão do lado de lá. Às vezes, com violência.
(Drauzio Varella. Folha de S. Paulo, E12 Ilustrada, 30 de junho de 2012, com adaptações)
... a necessidade mais premente para escapar de predadores ... (2º parágrafo)
A mesma relação entre verbo e complemento, grifados acima, está reproduzida na frase:Provas
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Somos seres tribais que dividem o mundo em dois grupos: o "nosso" e o "deles". Nos últimos 40 anos surgiu vasta literatura científica para explicar por que razão somos tão tribais. Que fatores em nosso passado evolutivo condicionaram a necessidade de armar coligações que não encontram justificativa na civilização moderna?
Seres humanos são capazes de colaborar uns com os outros numa escala desconhecida no reino animal, porque viver em grupo foi essencial à adaptação de nossa espécie. Agrupar-se foi a necessidade mais premente para escapar de predadores, obter alimentos e construir abrigos seguros para criar os filhos.
A própria complexidade do cérebro humano evoluiu, pelo menos em parte, em resposta às solicitações da vida comunitária. Pertencer a um agrupamento social, no entanto, muitas vezes significou destruir outros. Quando grupos antagônicos competem por território e bens materiais, a habilidade para formar coalizões confere vantagens logísticas capazes de assegurar maior probabilidade de sobrevivência aos descendentes dos vencedores.
A contrapartida do altruísmo em relação aos "nossos" é a crueldade dirigida contra os "outros". Na violência intergrupal do passado remoto estão fincadas as raízes dos preconceitos atuais. Para nos defendermos, criamos fronteiras que agrupam alguns e separam outros em obediência a critérios de cor da pele, religião, nacionalidade, convicções políticas e até times de futebol. Demarcada a linha divisória entre "nós" e "eles", discriminamos os que estão do lado de lá. Às vezes, com violência.
(Drauzio Varella. Folha de S. Paulo, E12 Ilustrada, 30 de junho de 2012, com adaptações)
Com as alterações propostas no final da frase para o segmento grifado, o verbo que deverá ir para o plural está em:
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Atenção: As questões de números 24 a 30 referem-se ao texto abaixo.
Somos seres tribais que dividem o mundo em dois grupos: o "nosso" e o "deles". Nos últimos 40 anos surgiu vasta literatura científica para explicar por que razão somos tão tribais. Que fatores em nosso passado evolutivo condicionaram a necessidade de armar coligações que não encontram justificativa na civilização moderna?
Seres humanos são capazes de colaborar uns com os outros numa escala desconhecida no reino animal, porque viver em grupo foi essencial à adaptação de nossa espécie. Agrupar-se foi a necessidade mais premente para escapar de predadores, obter alimentos e construir abrigos seguros para criar os filhos.
A própria complexidade do cérebro humano evoluiu, pelo menos em parte, em resposta às solicitações da vida comunitária. Pertencer a um agrupamento social, no entanto, muitas vezes significou destruir outros. Quando grupos antagônicos competem por território e bens materiais, a habilidade para formar coalizões confere vantagens logísticas capazes de assegurar maior probabilidade de sobrevivência aos descendentes dos vencedores.
A contrapartida do altruísmo em relação aos "nossos" é a crueldade dirigida contra os "outros". Na violência intergrupal do passado remoto estão fincadas as raízes dos preconceitos atuais. Para nos defendermos, criamos fronteiras que agrupam alguns e separam outros em obediência a critérios de cor da pele, religião, nacionalidade, convicções políticas e até times de futebol. Demarcada a linha divisória entre "nós" e "eles", discriminamos os que estão do lado de lá. Às vezes, com violência.
(Drauzio Varella. Folha de S. Paulo, E12 Ilustrada, 30 de junho de 2012, com adaptações)
Identifica-se oposição de sentido entre os elementos grifados em:
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Atenção: As questões de números 24 a 30 referem-se ao texto abaixo.
Somos seres tribais que dividem o mundo em dois grupos: o "nosso" e o "deles". Nos últimos 40 anos surgiu vasta literatura científica para explicar por que razão somos tão tribais. Que fatores em nosso passado evolutivo condicionaram a necessidade de armar coligações que não encontram justificativa na civilização moderna?
Seres humanos são capazes de colaborar uns com os outros numa escala desconhecida no reino animal, porque viver em grupo foi essencial à adaptação de nossa espécie. Agrupar-se foi a necessidade mais premente para escapar de predadores, obter alimentos e construir abrigos seguros para criar os filhos.
A própria complexidade do cérebro humano evoluiu, pelo menos em parte, em resposta às solicitações da vida comunitária. Pertencer a um agrupamento social, no entanto, muitas vezes significou destruir outros. Quando grupos antagônicos competem por território e bens materiais, a habilidade para formar coalizões confere vantagens logísticas capazes de assegurar maior probabilidade de sobrevivência aos descendentes dos vencedores.
A contrapartida do altruísmo em relação aos "nossos" é a crueldade dirigida contra os "outros". Na violência intergrupal do passado remoto estão fincadas as raízes dos preconceitos atuais. Para nos defendermos, criamos fronteiras que agrupam alguns e separam outros em obediência a critérios de cor da pele, religião, nacionalidade, convicções políticas e até times de futebol. Demarcada a linha divisória entre "nós" e "eles", discriminamos os que estão do lado de lá. Às vezes, com violência.
(Drauzio Varella. Folha de S. Paulo, E12 Ilustrada, 30 de junho de 2012, com adaptações)
O emprego constante de aspas, como em "nós" e "eles",
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Somos seres tribais que dividem o mundo em dois grupos: o "nosso" e o "deles". Nos últimos 40 anos surgiu vasta literatura científica para explicar por que razão somos tão tribais. Que fatores em nosso passado evolutivo condicionaram a necessidade de armar coligações que não encontram justificativa na civilização moderna?
Seres humanos são capazes de colaborar uns com os outros numa escala desconhecida no reino animal, porque viver em grupo foi essencial à adaptação de nossa espécie. Agrupar-se foi a necessidade mais premente para escapar de predadores, obter alimentos e construir abrigos seguros para criar os filhos.
A própria complexidade do cérebro humano evoluiu, pelo menos em parte, em resposta às solicitações da vida comunitária. Pertencer a um agrupamento social, no entanto, muitas vezes significou destruir outros. Quando grupos antagônicos competem por território e bens materiais, a habilidade para formar coalizões confere vantagens logísticas capazes de assegurar maior probabilidade de sobrevivência aos descendentes dos vencedores.
A contrapartida do altruísmo em relação aos "nossos" é a crueldade dirigida contra os "outros". Na violência intergrupal do passado remoto estão fincadas as raízes dos preconceitos atuais. Para nos defendermos, criamos fronteiras que agrupam alguns e separam outros em obediência a critérios de cor da pele, religião, nacionalidade, convicções políticas e até times de futebol. Demarcada a linha divisória entre "nós" e "eles", discriminamos os que estão do lado de lá. Às vezes, com violência.
(Drauzio Varella. Folha de S. Paulo, E12 Ilustrada, 30 de junho de 2012, com adaptações)
A ideia central do que consta do 2º e 3º parágrafos está em:
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Atenção: As questões de números 24 a 30 referem-se ao texto abaixo.
Somos seres tribais que dividem o mundo em dois grupos: o "nosso" e o "deles". Nos últimos 40 anos surgiu vasta literatura científica para explicar por que razão somos tão tribais. Que fatores em nosso passado evolutivo condicionaram a necessidade de armar coligações que não encontram justificativa na civilização moderna?
Seres humanos são capazes de colaborar uns com os outros numa escala desconhecida no reino animal, porque viver em grupo foi essencial à adaptação de nossa espécie. Agrupar-se foi a necessidade mais premente para escapar de predadores, obter alimentos e construir abrigos seguros para criar os filhos.
A própria complexidade do cérebro humano evoluiu, pelo menos em parte, em resposta às solicitações da vida comunitária. Pertencer a um agrupamento social, no entanto, muitas vezes significou destruir outros. Quando grupos antagônicos competem por território e bens materiais, a habilidade para formar coalizões confere vantagens logísticas capazes de assegurar maior probabilidade de sobrevivência aos descendentes dos vencedores.
A contrapartida do altruísmo em relação aos "nossos" é a crueldade dirigida contra os "outros". Na violência intergrupal do passado remoto estão fincadas as raízes dos preconceitos atuais. Para nos defendermos, criamos fronteiras que agrupam alguns e separam outros em obediência a critérios de cor da pele, religião, nacionalidade, convicções políticas e até times de futebol. Demarcada a linha divisória entre "nós" e "eles", discriminamos os que estão do lado de lá. Às vezes, com violência.
(Drauzio Varella. Folha de S. Paulo, E12 Ilustrada, 30 de junho de 2012, com adaptações)
De acordo com o texto, a afirmativa correta é:
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Atenção: As questões de números 16 a 23 referem-se ao texto abaixo.
Segundo seus próprios critérios, a conservação ambiental está fracassando. A biodiversidade da Terra segue em rápido declínio. Continuamos a perder florestas na África, Ásia e América Latina. Há tão poucos tigres e macacos selvagens que, muito em breve, se as tendências atuais se mantiverem, esses animais estarão extintos. Perdemos mais lugares do que salvamos. Ironicamente, a conservação está sendo nocauteada na luta para proteger a natureza, a despeito de vencer uma de suas batalhas mais duramente travadas – o embate pela criação de parques e áreas selvagens. Ao mesmo tempo em que espécies e lugares selvagens desaparecem em um ritmo crescente, o número de áreas protegidas ao redor do mundo cresce de maneira impressionante. No mundo todo, países delimitam áreas em que o desenvolvimento humano é restrito, na tentativa de preservá-las.
Sob a invocação do valor espiritual e transcendental da natureza intocada, existe um argumento em defesa do uso das paisagens para certos fins e não para outros. Trilhas para caminhadas, em vez de estradas; estações científicas, em vez de madeireiras; hotéis, em vez de lares. Ao removermos comunidades instaladas há muito tempo e as substituirmos por hotéis, extirparmos espécies indesejadas e estimularmos a presença de outras mais desejáveis, perfurarmos poços para regar a floresta e impormos o manejo de fogo que combina controle e incêndios planejados, criamos parques que não são muito diferentes da Disneylândia.
Quando o conservacionismo se transformou em um empreendimento global, nas décadas de 70 e 80, a justificativa do movimento para salvar a natureza mudou. Valores espirituais e estéticos foram substituídos pela biodiversidade. A natureza foi descrita como primeva, frágil e sob risco em razão do abuso por parte da humanidade. Sem dúvida, há consequências da utilização da natureza para a mineração, a exploração de madeira, a agricultura intensiva e o desenvolvimento urbano, provocando o desaparecimento de espécies-chave ou de ecossistemas. Ecologistas e conservacionistas, no entanto, exageraram em suas considerações sobre a fragilidade da natureza ao argumentar, com frequência, que o desaparecimento de uma única espécie pode causar o colapso de um ecossistema inteiro. Também há exagero na ideia de que a perda de parte da biodiversidade pode provocar a destruição da Terra. Os dados não sustentam a ideia de uma natureza frágil em risco de colapso. Os ecologistas agora sabem que o desaparecimento de uma espécie não leva à extinção de nenhuma outra, muito menos de todas as outras no mesmo ecossistema.
(Peter Kareiva, Robert Lalasz e Michelle Marvier. Veja, 20 de junho de 2012, p.123-125, com adaptações)
Ironicamente, a conservação está sendo nocauteada na luta para proteger a natureza, a despeito de vencer uma de suas batalhas mais duramente travadas ... (1º parágrafo)
O segmento grifado pode ser substituído, sem qualquer outra alteração na frase, mantendo-se a correção e a lógica, por:Provas
Atenção: As questões de números 16 a 23 referem-se ao texto abaixo.
Segundo seus próprios critérios, a conservação ambiental está fracassando. A biodiversidade da Terra segue em rápido declínio. Continuamos a perder florestas na África, Ásia e América Latina. Há tão poucos tigres e macacos selvagens que, muito em breve, se as tendências atuais se mantiverem, esses animais estarão extintos. Perdemos mais lugares do que salvamos. Ironicamente, a conservação está sendo nocauteada na luta para proteger a natureza, a despeito de vencer uma de suas batalhas mais duramente travadas – o embate pela criação de parques e áreas selvagens. Ao mesmo tempo em que espécies e lugares selvagens desaparecem em um ritmo crescente, o número de áreas protegidas ao redor do mundo cresce de maneira impressionante. No mundo todo, países delimitam áreas em que o desenvolvimento humano é restrito, na tentativa de preservá-las.
Sob a invocação do valor espiritual e transcendental da natureza intocada, existe um argumento em defesa do uso das paisagens para certos fins e não para outros. Trilhas para caminhadas, em vez de estradas; estações científicas, em vez de madeireiras; hotéis, em vez de lares. Ao removermos comunidades instaladas há muito tempo e as substituirmos por hotéis, extirparmos espécies indesejadas e estimularmos a presença de outras mais desejáveis, perfurarmos poços para regar a floresta e impormos o manejo de fogo que combina controle e incêndios planejados, criamos parques que não são muito diferentes da Disneylândia.
Quando o conservacionismo se transformou em um empreendimento global, nas décadas de 70 e 80, a justificativa do movimento para salvar a natureza mudou. Valores espirituais e estéticos foram substituídos pela biodiversidade. A natureza foi descrita como primeva, frágil e sob risco em razão do abuso por parte da humanidade. Sem dúvida, há consequências da utilização da natureza para a mineração, a exploração de madeira, a agricultura intensiva e o desenvolvimento urbano, provocando o desaparecimento de espécies-chave ou de ecossistemas. Ecologistas e conservacionistas, no entanto, exageraram em suas considerações sobre a fragilidade da natureza ao argumentar, com frequência, que o desaparecimento de uma única espécie pode causar o colapso de um ecossistema inteiro. Também há exagero na ideia de que a perda de parte da biodiversidade pode provocar a destruição da Terra. Os dados não sustentam a ideia de uma natureza frágil em risco de colapso. Os ecologistas agora sabem que o desaparecimento de uma espécie não leva à extinção de nenhuma outra, muito menos de todas as outras no mesmo ecossistema.
(Peter Kareiva, Robert Lalasz e Michelle Marvier. Veja, 20 de junho de 2012, p.123-125, com adaptações)
... países delimitam áreas em que o desenvolvimento humano é restrito ... (1º parágrafo)
A expressão grifada acima poderá preencher corretamente a lacuna da frase:Provas
Atenção: As questões de números 16 a 23 referem-se ao texto abaixo.
Segundo seus próprios critérios, a conservação ambiental está fracassando. A biodiversidade da Terra segue em rápido declínio. Continuamos a perder florestas na África, Ásia e América Latina. Há tão poucos tigres e macacos selvagens que, muito em breve, se as tendências atuais se mantiverem, esses animais estarão extintos. Perdemos mais lugares do que salvamos. Ironicamente, a conservação está sendo nocauteada na luta para proteger a natureza, a despeito de vencer uma de suas batalhas mais duramente travadas – o embate pela criação de parques e áreas selvagens. Ao mesmo tempo em que espécies e lugares selvagens desaparecem em um ritmo crescente, o número de áreas protegidas ao redor do mundo cresce de maneira impressionante. No mundo todo, países delimitam áreas em que o desenvolvimento humano é restrito, na tentativa de preservá-las.
Sob a invocação do valor espiritual e transcendental da natureza intocada, existe um argumento em defesa do uso das paisagens para certos fins e não para outros. Trilhas para caminhadas, em vez de estradas; estações científicas, em vez de madeireiras; hotéis, em vez de lares. Ao removermos comunidades instaladas há muito tempo e as substituirmos por hotéis, extirparmos espécies indesejadas e estimularmos a presença de outras mais desejáveis, perfurarmos poços para regar a floresta e impormos o manejo de fogo que combina controle e incêndios planejados, criamos parques que não são muito diferentes da Disneylândia.
Quando o conservacionismo se transformou em um empreendimento global, nas décadas de 70 e 80, a justificativa do movimento para salvar a natureza mudou. Valores espirituais e estéticos foram substituídos pela biodiversidade. A natureza foi descrita como primeva, frágil e sob risco em razão do abuso por parte da humanidade. Sem dúvida, há consequências da utilização da natureza para a mineração, a exploração de madeira, a agricultura intensiva e o desenvolvimento urbano, provocando o desaparecimento de espécies-chave ou de ecossistemas. Ecologistas e conservacionistas, no entanto, exageraram em suas considerações sobre a fragilidade da natureza ao argumentar, com frequência, que o desaparecimento de uma única espécie pode causar o colapso de um ecossistema inteiro. Também há exagero na ideia de que a perda de parte da biodiversidade pode provocar a destruição da Terra. Os dados não sustentam a ideia de uma natureza frágil em risco de colapso. Os ecologistas agora sabem que o desaparecimento de uma espécie não leva à extinção de nenhuma outra, muito menos de todas as outras no mesmo ecossistema.
(Peter Kareiva, Robert Lalasz e Michelle Marvier. Veja, 20 de junho de 2012, p.123-125, com adaptações)
Há tão poucos tigres e macacos selvagens que, muito em breve, se as tendências atuais se mantiverem, esses animais estarão extintos. (1º parágrafo)
O segmento grifado acima denota, no contexto,Provas
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