Foram encontradas 185 questões.
Marx não desenvolveu uma obra específica com sua análise sobre o Estado. Uma teoria marxista
do Estado deve ser construída com base em sua crítica à filosofia de Hegel, sua teoria sobre a
sociedade a partir do estudo da economia política e suas análises de conjunturas históricas
específicas, como a Revolução de 1848, a ditadura de Luís Bonaparte e a Comuna de Paris de
1871.
Apesar das diferentes interpretações dos textos de Marx, o pensamento marxista sobre o Estado se baseia em alguns fundamentos analíticos comuns. Dentre eles se destacam as seguintes proposições:
Apesar das diferentes interpretações dos textos de Marx, o pensamento marxista sobre o Estado se baseia em alguns fundamentos analíticos comuns. Dentre eles se destacam as seguintes proposições:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Algoritmos não são neutros. A distribuição algorítmica do trabalho não é uma roleta
aleatória que gira sem mãos. O gerenciamento algorítmico é a possibilidade de traduzir
modos de vida, relações sociais, trajetórias e desigualdades em dados administráveis
que produzirão e reproduzirão desigualdades e mecanismos de exploração do trabalho.
É a possibilidade de designar corridas para a favela para o motorista negro e para o
centro de São Paulo para o motorista branco. [...] Inserido em uma relação despótica, o
trabalhador trabalha sem saber como, por que e quando receberá o trabalho; sem saber
como é definido o valor de seu trabalho. (ABÍLIO, 2020)
Quanto mais aumentam a competitividade e a concorrência inter-capitais, mais nefastas são suas consequências, das quais duas são particularmente graves: a destruição e/ou precarização, sem paralelos em toda a era moderna, da força humana que trabalha e a degradação crescente do meio ambiente, na relação metabólica entre homem, tecnologia e natureza, conduzida pela lógica societal voltada prioritariamente para a produção de mercadorias e para o processo de valorização do capital. (ANTUNES, 2000, p. 34)
ABÍLIO, L. C. Breque no despotismo algorítmico: uberização, trabalho sob demanda e insubordinação, 2020. Disponível em: https://blogdaboitempo.com.br. Acesso em: 1 set. 2022.
ANTUNES, R. Os sentidos do trabalho. São Paulo: Boitempo, 2000.
As condições de trabalho que afetam as classes trabalhadoras fazem parte do processo de respostas às crises de acumulação capitalista que, desde o século XX, de um ponto de análise crítico, ficaram conhecidas como
Quanto mais aumentam a competitividade e a concorrência inter-capitais, mais nefastas são suas consequências, das quais duas são particularmente graves: a destruição e/ou precarização, sem paralelos em toda a era moderna, da força humana que trabalha e a degradação crescente do meio ambiente, na relação metabólica entre homem, tecnologia e natureza, conduzida pela lógica societal voltada prioritariamente para a produção de mercadorias e para o processo de valorização do capital. (ANTUNES, 2000, p. 34)
ABÍLIO, L. C. Breque no despotismo algorítmico: uberização, trabalho sob demanda e insubordinação, 2020. Disponível em: https://blogdaboitempo.com.br. Acesso em: 1 set. 2022.
ANTUNES, R. Os sentidos do trabalho. São Paulo: Boitempo, 2000.
As condições de trabalho que afetam as classes trabalhadoras fazem parte do processo de respostas às crises de acumulação capitalista que, desde o século XX, de um ponto de análise crítico, ficaram conhecidas como
Provas
Questão presente nas seguintes provas
As ideias e os conceitos do filósofo Gilles Deleuze são referência para aqueles que se propõem a
analisar as configurações de poder nas sociedades capitalistas transformadas pela criação das
novas tecnologias. De acordo com o autor, as mutações no capitalismo reduziram o foco na
produção e aumentaram a atenção sobre o mercado financeiro e sobre as vendas. Deleuze propõe
que as transformações no sistema capitalista exigiram transformações no controle social, originando
novas estratégias de poder sobre os corpos e sobre as subjetividades.
DELEUZE, G. Conversações. São Paulo: Editora 34, 2013.
De acordo com Deleuze, a sociedade atual seria uma sociedade do controle, que apresenta as características de
DELEUZE, G. Conversações. São Paulo: Editora 34, 2013.
De acordo com Deleuze, a sociedade atual seria uma sociedade do controle, que apresenta as características de
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Eles dizem que é amor
Nós dizemos que é trabalho não remunerado.
FEDERICI, S. O ponto zero da revolução: trabalho doméstico, reprodução e luta feminista. São Paulo: Elefante, 2019. p. 40.
Quando Silvia Federici encampa a luta por salários para o trabalho doméstico nos Estados Unidos, em 1975, junto ao Coletivo Feminista Internacional, ela desenvolve os princípios sociológicos para uma interpretação feminista do marxismo.
A base teórica que sustenta seu argumento pode ser sintetizada pela ideia de que
FEDERICI, S. O ponto zero da revolução: trabalho doméstico, reprodução e luta feminista. São Paulo: Elefante, 2019. p. 40.
Quando Silvia Federici encampa a luta por salários para o trabalho doméstico nos Estados Unidos, em 1975, junto ao Coletivo Feminista Internacional, ela desenvolve os princípios sociológicos para uma interpretação feminista do marxismo.
A base teórica que sustenta seu argumento pode ser sintetizada pela ideia de que
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Para Silva (2007), a inserção da Sociologia no currículo escolar é marcada pelo contexto históricopolítico-social e por disputas que se configuram em torno de concepções dominantes sobre a
escola, a sociedade e a cidadania.
SILVA, I. F. A Sociologia no Ensino Médio: os desafios institucionais e epistemológicos para a consolidação
da disciplina. Cronos, Natal, v. 8, n. 2, p. 403-427, jul.-dez. 2007.
Segundo a autora, o ensino de Sociologia encontra-se presente no currículo expressivo de uma
escola que valoriza a
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Uma das formas mais cruéis de reiterar as normas regulatórias de gênero e incentivar
as práticas de bullying na escola ocorre quando os “educadores adotam o silêncio diante
da emergência de uma sexualidade [ou comportamento tido como] diferente e, assim,
tornam-se cúmplices da ridicularização e do insulto público de alguns estudantes”
(MISKOLCI, 2010, p. 18). De acordo com Polobio [em depoimento para pesquisa], o
silêncio dos professores também foi uma postura adotada no decorrer das práticas de
bullying sofridas pelo jovem: alguns professores simplesmente ignoravam a situação e
seguiam as suas aulas. Ao adotar o silêncio em resposta a qualquer tipo de situação de
preconceito e discriminação em sala de aula, o professor reforça a exclusão social de
determinados grupos de estudantes e, ao mesmo tempo, desconsidera o fato de que
uma das funções atribuídas à sua profissão é a de mediar as relações sociais no espaço
escolar.
COUTO JR, D. R. C.; OSWALD, M. L. M. B.; POCAHY, F. A. Gênero, sexualidade e juventude(s): problematizações sobre heteronormatividade e cotidiano escolar. Civitas: Revista de Ciências Sociais, v. 18, n. 1, p. 124-137, 13 abr. 2018.
No campo de estudos de gênero, a compreensão das normas regulatórias de uma sociedade é fundamental para uma interpretação sociológica da prática de bullying e exclusão recorrente de estudantes que não se identificam com a heteronormatividade.
Segundo esse princípio teórico-metodológico, para além da constatação individual da violência de gênero, conclui-se que, para os autores,
COUTO JR, D. R. C.; OSWALD, M. L. M. B.; POCAHY, F. A. Gênero, sexualidade e juventude(s): problematizações sobre heteronormatividade e cotidiano escolar. Civitas: Revista de Ciências Sociais, v. 18, n. 1, p. 124-137, 13 abr. 2018.
No campo de estudos de gênero, a compreensão das normas regulatórias de uma sociedade é fundamental para uma interpretação sociológica da prática de bullying e exclusão recorrente de estudantes que não se identificam com a heteronormatividade.
Segundo esse princípio teórico-metodológico, para além da constatação individual da violência de gênero, conclui-se que, para os autores,
Provas
Questão presente nas seguintes provas
A Constituição Federal de 1988, também reconhecida como como Constituição Cidadã, expressa
em vários aspectos a mobilização dos movimentos sociais, dentre os quais se destacam os novos
movimentos sociais urbanos e, em especial, o de moradia. Nesse sentido, o texto constitucional
propiciou as condições para o desenvolvimento da agenda da Reforma Urbana.
O item presente na Constituição de 1988 e que está relacionado às possibilidades de uma cidade mais democrática é:
O item presente na Constituição de 1988 e que está relacionado às possibilidades de uma cidade mais democrática é:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
As políticas de austeridade e o encurtamento das redes de proteção social mergulham
o mundo no permanente pesadelo do desamparo e da desesperança. Resta ao Estado,
como balizador das relações de conflito, adaptar-se a esta lógica em que a continuidade
das formas essenciais da vida socioeconômica depende da morte e do encarceramento.
Sob as condições objetivas e subjetivas projetadas no horizonte neoliberal, o estado de
exceção torna-se a forma política vigente. (ALMEIDA, 2019, p. 99-100)
ALMEIDA, S. Racismo estrutural. São Paulo: Pólen, 2019. (Coleção Feminismos Plurais)
Para demonstrar a configuração de um Estado cujas ações políticas caracterizam um Estado racista, um estado de sítio e um estado de exceção, Silvio Almeida utiliza os seguintes conceitos:
Necropolítica Racismo Biopoder Soberania Estado de exceção Necropoder
A seguir, encontram-se definições de alguns desses conceitos:
I. Torna-se o poder de suspensão da morte, de fazer viver e deixar morrer. A saúde pública, o saneamento básico, as redes de transporte e abastecimento, a segurança pública são exemplos do exercício do poder estatal sobre a manutenção da vida, sendo que sua ausência seria o deixar morrer.
II. Trata-se de uma tecnologia de poder.
III. Junto com a relação de inimizade, tornou-se a base normativa do direito de matar.
IV. Está presente no espaço que a norma jurídica não alcança, no qual o direito estatal é incapaz de domesticar o direito de matar, aquele que, sob o velho direito internacional, é chamado de direito de guerra.
As definições acima referem-se, respectivamente, aos conceitos de
ALMEIDA, S. Racismo estrutural. São Paulo: Pólen, 2019. (Coleção Feminismos Plurais)
Para demonstrar a configuração de um Estado cujas ações políticas caracterizam um Estado racista, um estado de sítio e um estado de exceção, Silvio Almeida utiliza os seguintes conceitos:
Necropolítica Racismo Biopoder Soberania Estado de exceção Necropoder
A seguir, encontram-se definições de alguns desses conceitos:
I. Torna-se o poder de suspensão da morte, de fazer viver e deixar morrer. A saúde pública, o saneamento básico, as redes de transporte e abastecimento, a segurança pública são exemplos do exercício do poder estatal sobre a manutenção da vida, sendo que sua ausência seria o deixar morrer.
II. Trata-se de uma tecnologia de poder.
III. Junto com a relação de inimizade, tornou-se a base normativa do direito de matar.
IV. Está presente no espaço que a norma jurídica não alcança, no qual o direito estatal é incapaz de domesticar o direito de matar, aquele que, sob o velho direito internacional, é chamado de direito de guerra.
As definições acima referem-se, respectivamente, aos conceitos de
Provas
Questão presente nas seguintes provas
A imagem de uma masculinidade branca, forte, viril, “vencedora”, utilizada por
presidentes conservadores como Trump a partir da associação com atletas brancos, é
o tema de um interessante artigo de Kyle W. Kusz. Os atletas “vencedores” seriam o
equivalente ao presidente duro e autoritário que levaria a nação ao sucesso. A
branquitude convicta e autoritária permite ao político ser grosseiro, violento,
antidemocrático e abertamente racista, homofóbico e machista, uma atitude que
provoca identificação de muitos apoiadores de lideranças públicas, mais do que suas
políticas.
(BENTO, 2022, p. 36) BENTO, C. O pacto da branquitude. São Paulo: Companhia das Letras, 2022. E-book.
Ao identificar, no Brasil, o ethos que orienta os aspectos psicossociais do racismo destacado na citação acima, o argumento de Cida Bento se fundamenta na
(BENTO, 2022, p. 36) BENTO, C. O pacto da branquitude. São Paulo: Companhia das Letras, 2022. E-book.
Ao identificar, no Brasil, o ethos que orienta os aspectos psicossociais do racismo destacado na citação acima, o argumento de Cida Bento se fundamenta na
Provas
Questão presente nas seguintes provas
A interpretação original de Gilberto Freyre sobre a formação nacional brasileira reside de forma
geral na força marcante de influências dos:
Antagonismos de economia e de cultura. A cultura europeia e a indígena. A europeia e a africana. A africana e a indígena. A economia agrária e a pastoril. A agrária e a mineira. O católico e o herege. O jesuíta e o fazendeiro. O bandeirante e o senhor de engenho. O paulista e o emboaba. O pernambucano e o mascate. O grande proprietário e o pária. O bacharel e o analfabeto. Mas predominando sobre todos os antagonismos, o mais geral e o mais profundo: o senhor e o escravo. (FREYRE, 1999, p. 53)
FREYRE, G. Casa-grande & senzala. Rio de Janeiro: Record, 1999.
Apesar da grande repercussão de sua interpretação, que eliminou o biologicismo do racismo científico em favor de uma leitura culturalista das relações raciais no Brasil, sua obra foi alvo de muitas críticas.
A tese central de sua interpretação sociológica da formação social brasileira e uma crítica fundamental ao seu pensamento podem ser resumidas, respectivamente, pelas ideias de
Antagonismos de economia e de cultura. A cultura europeia e a indígena. A europeia e a africana. A africana e a indígena. A economia agrária e a pastoril. A agrária e a mineira. O católico e o herege. O jesuíta e o fazendeiro. O bandeirante e o senhor de engenho. O paulista e o emboaba. O pernambucano e o mascate. O grande proprietário e o pária. O bacharel e o analfabeto. Mas predominando sobre todos os antagonismos, o mais geral e o mais profundo: o senhor e o escravo. (FREYRE, 1999, p. 53)
FREYRE, G. Casa-grande & senzala. Rio de Janeiro: Record, 1999.
Apesar da grande repercussão de sua interpretação, que eliminou o biologicismo do racismo científico em favor de uma leitura culturalista das relações raciais no Brasil, sua obra foi alvo de muitas críticas.
A tese central de sua interpretação sociológica da formação social brasileira e uma crítica fundamental ao seu pensamento podem ser resumidas, respectivamente, pelas ideias de
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadernos
Caderno Container