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Foram encontradas 25 questões.

2610960 Ano: 2022
Disciplina: Pedagogia
Banca: Col. Pedro II
Orgão: Col. Pedro II
Ao longo dos últimos anos em que as contribuições das teorias pós-críticas para o ensino de Educação Física se constituíram no Currículo Cultural da Educação Física, uma das principais demandas daqueles que buscam se apropriar desses pressupostos é compreender o que distingue a pedagogia pós-crítica da Educação Física de outras abordagens do componente. (NEIRA; NUNES, 2020.)
NEIRA, M. G.; NUNES, M. L. F. As dimensões política, epistemológica e pedagógica do currículo cultural da Educação Física. Educação Física escolar, 2020. p. 25-43. Disponível em: http://www.gpef.fe.usp.br. Acesso em: 15 ago. 2022.
Segundo Neira (Educação Física cultural: inspiração e prática pedagógica. Jundiaí: Paco Editorial, 2019) e Neira e Nunes (2020), a problematização do currículo, conforme a teoria crítica freiriana e as teorias pós-críticas, implica, respectivamente,
 

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2610959 Ano: 2022
Disciplina: Pedagogia
Banca: Col. Pedro II
Orgão: Col. Pedro II
A questão de gênero nas aulas de Educação Física é um dos objetos de estudo de Corsino e Auad (2012).
CORSINO, L. N.; AUAD, D. O professor diante das relações de gênero na Educação Física escolar. São Paulo: Cortez, 2012.
Tendo em vista esta questão, analise a situação a seguir:
Darci leciona para uma turma de sexto ano e tem o costume de separar a sua turma entre meninos e meninas. Sobre este costume, afirma: “promovo a igualdade, dividindo metade do tempo para cada grupo, assim todos têm o mesmo tempo de aula”.
Sobre o tipo de prática apresentada, os autores afirmam que
 

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2610958 Ano: 2022
Disciplina: Pedagogia
Banca: Col. Pedro II
Orgão: Col. Pedro II

Pereira (2021, p. 19) aponta que a Lei n. 11.645/08 (BRASIL, 2008) alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (BRASIL, 1996) e substituiu a Lei n. 10.639/03 (BRASIL, 2003), com o objetivo de incluir a obrigatoriedade das temáticas de História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena nas instituições de Ensino Fundamental e Médio, sejam públicas ou privadas. Essa obrigatoriedade não tem sido cumprida em sua totalidade, apesar de a lei ter mais de dez anos. Um dos fatores que prejudica a aplicação da lei “é a resistência de muitos professores que não veem relação entre a disciplina e a temática, e/ou não se sentem preparados ou ainda obrigados a aplicá-la”.

PEREIRA, A. S. M. Práticas corporais indígenas: jogos, brincadeiras e lutas para a implementação da Lei

n. 11.645/08 na Educação Física escolar. Fortaleza: Aliás, 2021. Disponível em: https://ifce.edu.br.

Acesso em: 15 ago. 2022.

Segundo a autora, esse entendimento se baseia em questões relacionadas à

 

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2610957 Ano: 2022
Disciplina: Pedagogia
Banca: Col. Pedro II
Orgão: Col. Pedro II
Castro (2021) discorre sobre a criação de grupos sociais antagônicos, que denomina como “nós” e os “outros”. A formação desses grupos demarca fronteiras e posições dos sujeitos naqueles grupos em uma perspectiva etnocêntrica, inclusive no ambiente escolar.
CASTRO, J. N. Singularidades em ruínas: o controle escolar dos corpos e das identidades em aulas de Educação Física. In: RIBEIRO, W. G.; SILVA, R. C. O.; DESTRO, D. S. (Org.) Educação Física e diferença: perspectivas e diálogos. Curitiba: CRV, 2021. Cap. 4, p. 75-100.

Quanto a esse tema, cabe ao(à) docente problematizar com os(as) estudantes
 

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2610956 Ano: 2022
Disciplina: Pedagogia
Banca: Col. Pedro II
Orgão: Col. Pedro II
Em uma turma do 2º ano do Ensino Fundamental, a professora desenvolveu um trabalho com a temática “Jogos, brinquedos e brincadeiras indígenas”. O tema surgiu de perguntas da turma em uma roda de conversa, após uma atividade relacionada à identidade, em que cada criança pesquisou a origem de seu próprio nome e do nome de seus familiares. Após esse primeiro momento, a professora organizou com as crianças uma lista de perguntas, curiosidades e saberes sobre o tema.
De acordo com Maldonado (2020, p. 182), ao tematizar os jogos e as brincadeiras de matriz indígena, existe a possibilidade de “outras vivências e debates com as crianças e, por consequência, a valorização da cultura dos povos originários durante as aulas de Educação Física”. Como exemplo, pode ser citada a leitura do livro infantil Kaba Darebu, escrito por Daniel Munduruku, que descreve várias características do povo indígena (alimentos, brincadeiras), tendo em vista as particularidades culturais de cada povo.
MALDONADO, D. T. Valorização da cultura negra, afro-brasileira e indígena nas aulas de Educação Física: por uma educação antirracista. In: Professores e professoras de Educação Física progressistas do mundo, uni-vos! Curitiba: CRV, 2020. v. 41, cap. 7, p.167-202.
Dentre as experiências pedagógicas apresentadas por Maldonado, outra possibilidade de recurso didático a ser utilizado no trabalho com essa turma é a
 

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2610955 Ano: 2022
Disciplina: Pedagogia
Banca: Col. Pedro II
Orgão: Col. Pedro II
Considere a seguinte situação hipotética:
No início do trimestre, a professora anuncia que o conteúdo a ser tematizado seria "Capoeira e práticas corporais afro-brasileiras". Após seu anúncio, ouve de um aluno insatisfeito os seguintes questionamentos: – Professora, por que não handebol ou voleibol? Por que capoeira?
Então a professora problematiza esses discursos, demonstrando a importância da capoeira no currículo de Educação Física. Na sequência do diálogo, busca junto aos estudantes seus conhecimentos prévios sobre a capoeira, assim como ideias para a sua tematização. Foi quando uma estudante disse: – Professora, o servente da escola me disse que dá aulas de capoeira no bairro onde mora. Podemos chamá-lo para nos ensinar alguns movimentos? A professora adorou a ideia e juntos começaram a planejar essa imersão nas culturas afro-brasileiras.

O tema abordado na situação relatada dialoga com Nunes e Neiva (2016), que apontam pressupostos curriculares da Educação Física relativos aos estudos culturais.
NUNES, L. F.; NEIRA, M. G. Os estudos culturais e o ensino de Educação Física. In: NEIRA, M. G. (Org.). Educação Física cultural. São Paulo: Blucher, 2016. Cap. 6, p.105-126.

Com base em Nunes e Neira (2016), aponte quais pressupostos dos estudos culturais foram abordados diretamente no relato acima.
 

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2610954 Ano: 2022
Disciplina: Pedagogia
Banca: Col. Pedro II
Orgão: Col. Pedro II
No livro organizado por Darido e Rangel (2005), o capítulo que trata do ensino reflexivo como perspectiva metodológica traz a reflexão de que ensinar não é uma tarefa tão simples e deve considerar três aspectos importantes: o domínio do conteúdo e da metodologia, o envolvimento e a apropriação da realidade dos(as) estudantes e o caráter reflexivo do trabalho docente.
DARIDO, S. C.; RANGEL, I. C. A. (Org.). Educação Física na escola: implicações para a prática pedagógica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005.

Segundo as autoras, adotar uma prática reflexiva como metodologia implica
 

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2610953 Ano: 2022
Disciplina: Pedagogia
Banca: Col. Pedro II
Orgão: Col. Pedro II

Bossle (2021, p. 9) apresenta uma reflexão sobre como a educação libertadora de Paulo Freire pode nos inspirar ou nos desafiar, em um reposicionamento da Educação Física crítica. No texto, apresenta um estudo de um doutorando, que identifica uma brincadeira infantil, “capitão do mato” ou “feitor pega escravo”, que constava de uma obra destinada à Educação Física, do 3º ao 5º ano do Ensino Fundamental, que foi amplamente distribuída pelo Programa Nacional do Livro e Material Didático (PNLD):

O texto explica o que era o capitão do mato, o que era o feitor, e orienta que deve se escrever com giz no chão as palavras senzala e quilombo. A brincadeira consiste em organizar as crianças em três grupos, um de “capitães do mato”, outro grupo, na senzala e, outro, no espaço “quilombo”. Os “capitães do mato” devem perseguir os “escravos” que tentarem fugir da “senzala” para o “quilombo”. No texto ainda é apresentado que é possível trocar de papéis e que ela se constitui em atividade “lúdica”.

BOSSLE, F. Educação Física Escolar crítica e educação libertadora: reposicionamento pela pedagogia dooprimido no processo de descolonização curricular. Revista Brasileira de Educação Física Escolar, v. 1,p. 6-19, 2021. Disponível em: http://conbrace.org.br. Acesso em: 15 ago. 2022.

Esse exemplo de atividade reforça como a colonização, por meio de sua racionalidade epistemológica, sustenta os currículos e as práticas disciplinares e as naturalizam de forma mecanizada, sem questionar a compreensão histórica, o racismo e as lutas diárias dos negros por respeito e humanidade.

Na Educação Física escolar, a perspectiva da educação libertadora, de acordo com Paulo Freire, possibilita a compreensão de que

 

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2610952 Ano: 2022
Disciplina: Pedagogia
Banca: Col. Pedro II
Orgão: Col. Pedro II

Castro (2021, p. 92) afirma que a escola coloca as singularidades em ruínas, pois “é nela que descobrimos que estamos acima do peso ou magros além do esperado, feios, baixos [...], inclusive, de forma violenta”, com especial destaque para a Educação Física, na qual os corpos ficam em evidência.

CASTRO, J. N. Singularidades em ruínas: o controle escolar dos corpos e das identidades em aulas de Educação Física. In: RIBEIRO, W. G.; SILVA, R. C. O.; DESTRO, D. S. (Org.) Educação Física e

diferença: perspectivas e diálogos. Curitiba: CRV, 2021. Cap. 4, p. 75-100.

Com base no exposto no texto de Castro, é correto afirmar que a escola coloca as singularidades em ruínas

 

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2610951 Ano: 2022
Disciplina: Pedagogia
Banca: Col. Pedro II
Orgão: Col. Pedro II

Cavalcanti (2021) estabelece que afirmar as corporeidades negras de forma positiva é fundamental para que os sujeitos se engajem nas lutas antirracistas. Para esse fim, o autor apresenta narrativas acerca da necessidade de reconhecimento e representatividade das corporeidades negras nas práticas pedagógicas no cotidiano escolar.

CAVALCANTI, A. S. S. A cultura corporal na construção de práticas antirracistas: microações afirmativas

nos cotidianos de educação infantil. In: RIBEIRO, W. G.; SILVA, R. C. O.; DESTRO, D. S. (Org.) Educação

Física e diferença: perspectivas e diálogos. Curitiba: CRV, 2021.

Assinale a alternativa cuja narrativa apresenta uma prática que NÃO segue os parâmetros defendidos pelo autor.

 

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