Magna Concursos

Foram encontradas 40 questões.

60910 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Salvador
Orgão: Col.Mil. Salvador
Provas:

Escolha, dentre os fragmentos abaixo, retirados de uma notícia publicada na internet, os que podem ser associados aos textos I e II - Charge por não se oporem à mensagem neles registradas.

I. A agricultura é a atividade em que é encontrado o maior índice de crianças e adolescentes em atividades que oferecem risco à saúde física e psicológica.

II. Muitas tarefas, conforme a OIT (Organização Internacional do Trabalho), podem "ser positivas para as crianças e os adolescentes, colocando-os em situação para ganhar experiência e habilidades técnicas”.

III. Os riscos para os jovens na agricultura vão desde carregamento de peso excessivo até manuseio de substâncias químicas, como pesticidas.

IV. Os menores do sexo masculino empregados em atividades de risco encontram-se, em sua maioria, nas tarefas agrícolas e industriais.

Estão de acordo com a mensagem dos textos lidos os fragmentos:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
60909 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Salvador
Orgão: Col.Mil. Salvador
Provas:

Nossa vida

Lá em casa, a situação estava difícil. O pai tinha ficado desempregado. A mãe achava que qualquer trabalho podia pelo menos pagar a comida. A gente morava em Mambaí, Estado de Goiás. Aí apareceu um emprego numa fazenda pro lado dos Gerais da Bahia, bem perto da fronteira. Fui trabalhar junto com meus irmãos nessa tal fazenda. Era o projeto de um grande banco, apoiado pelo governo.

A fazenda dizia que pagava o salário, mas nunca existiu salário nenhum. No final do mês, tudo que se comia ou se usava era descontado. Não sobrava nada de dinheiro. E a gente era obrigado a trabalhar de sol a sol.

─Trabalho escravo ─ disseram os peões de Mambaí que já tinham passado por isso.─ Mas usar criança é judiação! ─ falou um dia o dono do bar.

Disseram também que essas fazendas usam crianças como trabalhadores porque fica mais barato. Quatro ou cinco custam o mesmo que um adulto, comem menos, obedecem melhor e cada uma faz o trabalho de gente grande.

O capataz da fazenda dizia que o dinheiro podia sobrar se a gente trabalhasse direito. Ouvi falar de gente que saiu de lá com dívida, mas não com dinheiro.

Se pelo menos a gente estivesse se alimentando bem... Minha mãe não sabia que a comida na fazenda era ruim. Achava que era frescura de criança. Mas não era, não. De manhãzinha, café aguado com pão duro. No almoço, só coisa de entupir ─ macarrão puro ou arroz com farinha.

Pro serviço na fazenda render, o capataz fazia a gente trabalhar firme. Eu tenho catorze anos. Sou forte. Mas meus irmãos e um monte de outras crianças com corpinho fraco faziam serviço pesado de adulto ─ roçar e capinar era duro de lascar, mas a gente ainda aguentava. O pior era carregar carrinhos de mão pesados, cheios de material para a lavoura.

Ninguém tem ideia da vida dura que a gente levava nessa fazenda dos Gerais da Bahia.

(Paula Saldanha. Heróis dos Gerais. São Paulo, FTD, 1998, P. 7-9)

GLOSSÁRIO apoiado – aprovado.

capataz – chefe.

capinar – limpar as ervas daninhas.

fronteira – divisa entre territórios.

judiação – maldade.

peões – trabalhadores rurais.

roçar – cortar rente.

Texto II - Charge

Enunciado 3603230-1

Sobre os textos I e II - Charge, podemos afirmar que.

I- ambos abordam o tema do desrespeito aos direitos das crianças: no texto I, usa-se uma narrativa para fazer uma denúncia, enquanto no texto II - Charge, por meio da ilustração e das palavras, faz-se uma crítica recorrendo ao humor.

II- no texto I, as crianças recebiam pelo seu trabalho a quantia suficiente para sustentar a família; e no texto II -Charge, a criança, embora trabalhe, tem a opção de escolher outro tipo de carrinho, pensando em seu lazer.

III- em ambos entende-se que há uma obrigação de as crianças trabalharem: em I, as crianças são levadas ao trabalho pela necessidade de ajudar a família; em II - Charge, o carrinho recebido significa que o menino, por ser pobre, deve trabalhar, e não brincar.

Estão corretas as afirmativas em:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
60908 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Salvador
Orgão: Col.Mil. Salvador
Provas:

Texto II - Charge

Enunciado 3603229-1

Observe a frase: “Não era exatamente este tipo de carrinho que eu queria ganhar.” Se o garoto da gravura estivesse conversando com um amiguinho sobre um carrinho que ambos desejavam receber, a frase do texto seria alterada para:

I. Não era exatamente este tipo de carrinho que a gente queria ganhar.

II. Não era exatamente este tipo de carrinho que a gente queríamos ganhar.

III. Não era exatamente este tipo de carrinho que nós queríamos ganhar.

IV. Não era exatamente este tipo de carrinho que nós queríamos ganharmos.

IV. Não era exatamente este tipo de carrinho que tu queria ganhar.

Estão de acordo com o enunciado e gramaticalmente corretas as frases em:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
60907 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Salvador
Orgão: Col.Mil. Salvador
Provas:

Texto II - Charge

Enunciado 3603228-1

Nesta ilustração, observa-se, pela fisionomia do garoto, que ele ficou

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
60906 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Salvador
Orgão: Col.Mil. Salvador
Provas:

Nossa vida

Lá em casa, a situação estava difícil. O pai tinha ficado desempregado. A mãe achava que qualquer trabalho podia pelo menos pagar a comida. A gente morava em Mambaí, Estado de Goiás. Aí apareceu um emprego numa fazenda pro lado dos Gerais da Bahia, bem perto da fronteira. Fui trabalhar junto com meus irmãos nessa tal fazenda. Era o projeto de um grande banco, apoiado pelo governo.

A fazenda dizia que pagava o salário, mas nunca existiu salário nenhum. No final do mês, tudo que se comia ou se usava era descontado. Não sobrava nada de dinheiro. E a gente era obrigado a trabalhar de sol a sol.

─Trabalho escravo ─ disseram os peões de Mambaí que já tinham passado por isso.─ Mas usar criança é judiação! ─ falou um dia o dono do bar.

Disseram também que essas fazendas usam crianças como trabalhadores porque fica mais barato. Quatro ou cinco custam o mesmo que um adulto, comem menos, obedecem melhor e cada uma faz o trabalho de gente grande.

O capataz da fazenda dizia que o dinheiro podia sobrar se a gente trabalhasse direito. Ouvi falar de gente que saiu de lá com dívida, mas não com dinheiro.

Se pelo menos a gente estivesse se alimentando bem... Minha mãe não sabia que a comida na fazenda era ruim. Achava que era frescura de criança. Mas não era, não. De manhãzinha, café aguado com pão duro. No almoço, só coisa de entupir ─ macarrão puro ou arroz com farinha.

Pro serviço na fazenda render, o capataz fazia a gente trabalhar firme. Eu tenho catorze anos. Sou forte. Mas meus irmãos e um monte de outras crianças com corpinho fraco faziam serviço pesado de adulto ─ roçar e capinar era duro de lascar, mas a gente ainda aguentava. O pior era carregar carrinhos de mão pesados, cheios de material para a lavoura.

Ninguém tem ideia da vida dura que a gente levava nessa fazenda dos Gerais da Bahia.

(Paula Saldanha. Heróis dos Gerais. São Paulo, FTD, 1998, P. 7-9)

GLOSSÁRIO apoiado – aprovado.

capataz – chefe.

capinar – limpar as ervas daninhas.

fronteira – divisa entre territórios.

judiação – maldade.

peões – trabalhadores rurais.

roçar – cortar rente.

Observe os vocábulos destacados nos fragmentos abaixo:

I. “ A fazenda dizia que pagava o salário, mas nunca existiu salário nenhum” ( linha 6 ).

II. “ Disseram também que essas fazendas...” (linha 11).

III. “ ...usam crianças como trabalhadores porque fica mais barato.” ( linha 11)

IV. “ ... macarrão puro ou arroz com farinha.” (linha 18).

Os trechos introduzidos por estes vocábulos expressam, respectivamente, ideia de:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
60905 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Salvador
Orgão: Col.Mil. Salvador
Provas:

Nossa vida

Lá em casa, a situação estava difícil. O pai tinha ficado desempregado. A mãe achava que qualquer trabalho podia pelo menos pagar a comida. A gente morava em Mambaí, Estado de Goiás. Aí apareceu um emprego numa fazenda pro lado dos Gerais da Bahia, bem perto da fronteira. Fui trabalhar junto com meus irmãos nessa tal fazenda. Era o projeto de um grande banco, apoiado pelo governo.

A fazenda dizia que pagava o salário, mas nunca existiu salário nenhum. No final do mês, tudo que se comia ou se usava era descontado. Não sobrava nada de dinheiro. E a gente era obrigado a trabalhar de sol a sol.

─Trabalho escravo ─ disseram os peões de Mambaí que já tinham passado por isso.─ Mas usar criança é judiação! ─ falou um dia o dono do bar.

Disseram também que essas fazendas usam crianças como trabalhadores porque fica mais barato. Quatro ou cinco custam o mesmo que um adulto, comem menos, obedecem melhor e cada uma faz o trabalho de gente grande.

O capataz da fazenda dizia que o dinheiro podia sobrar se a gente trabalhasse direito. Ouvi falar de gente que saiu de lá com dívida, mas não com dinheiro.

Se pelo menos a gente estivesse se alimentando bem... Minha mãe não sabia que a comida na fazenda era ruim. Achava que era frescura de criança. Mas não era, não. De manhãzinha, café aguado com pão duro. No almoço, só coisa de entupir ─ macarrão puro ou arroz com farinha.

Pro serviço na fazenda render, o capataz fazia a gente trabalhar firme. Eu tenho catorze anos. Sou forte. Mas meus irmãos e um monte de outras crianças com corpinho fraco faziam serviço pesado de adulto ─ roçar e capinar era duro de lascar, mas a gente ainda aguentava. O pior era carregar carrinhos de mão pesados, cheios de material para a lavoura.

Ninguém tem ideia da vida dura que a gente levava nessa fazenda dos Gerais da Bahia.

(Paula Saldanha. Heróis dos Gerais. São Paulo, FTD, 1998, P. 7-9)

GLOSSÁRIO apoiado – aprovado.

capataz – chefe.

capinar – limpar as ervas daninhas.

fronteira – divisa entre territórios.

judiação – maldade.

peões – trabalhadores rurais.

roçar – cortar rente.

“Pro serviço na fazenda render, o capataz fazia a gente trabalhar firme.”

Observe agora este texto, dividido em 2 fragmentos: [A] e [B]

[Pro serviço na fazenda render,] / [o capataz fazia a gente trabalhar firme.]

[A] [B]

Quanto ao vocábulo sublinhado em [B], podemos afirmar que:

I- é normalmente empregado como adjetivo, mas funciona no trecho como advérbio de modo.

II- informa qualidade, referindo-se ao sujeito de fazia.

III- refere-se a trabalhar, expressando condição necessária para o fato expresso em [A].

IV- trata-se do verbo firmar, formando com trabalhar uma locução verbal.

Estão corretas as afirmativas

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
60904 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Salvador
Orgão: Col.Mil. Salvador
Provas:

Nossa vida

Lá em casa, a situação estava difícil. O pai tinha ficado desempregado. A mãe achava que qualquer trabalho podia pelo menos pagar a comida. A gente morava em Mambaí, Estado de Goiás. Aí apareceu um emprego numa fazenda pro lado dos Gerais da Bahia, bem perto da fronteira. Fui trabalhar junto com meus irmãos nessa tal fazenda. Era o projeto de um grande banco, apoiado pelo governo.

A fazenda dizia que pagava o salário, mas nunca existiu salário nenhum. No final do mês, tudo que se comia ou se usava era descontado. Não sobrava nada de dinheiro. E a gente era obrigado a trabalhar de sol a sol.

─Trabalho escravo ─ disseram os peões de Mambaí que já tinham passado por isso.─ Mas usar criança é judiação! ─ falou um dia o dono do bar.

Disseram também que essas fazendas usam crianças como trabalhadores porque fica mais barato. Quatro ou cinco custam o mesmo que um adulto, comem menos, obedecem melhor e cada uma faz o trabalho de gente grande.

O capataz da fazenda dizia que o dinheiro podia sobrar se a gente trabalhasse direito. Ouvi falar de gente que saiu de lá com dívida, mas não com dinheiro.

Se pelo menos a gente estivesse se alimentando bem... Minha mãe não sabia que a comida na fazenda era ruim. Achava que era frescura de criança. Mas não era, não. De manhãzinha, café aguado com pão duro. No almoço, só coisa de entupir ─ macarrão puro ou arroz com farinha.

Pro serviço na fazenda render, o capataz fazia a gente trabalhar firme. Eu tenho catorze anos. Sou forte. Mas meus irmãos e um monte de outras crianças com corpinho fraco faziam serviço pesado de adulto ─ roçar e capinar era duro de lascar, mas a gente ainda aguentava. O pior era carregar carrinhos de mão pesados, cheios de material para a lavoura.

Ninguém tem ideia da vida dura que a gente levava nessa fazenda dos Gerais da Bahia.

(Paula Saldanha. Heróis dos Gerais. São Paulo, FTD, 1998, P. 7-9)

GLOSSÁRIO apoiado – aprovado.

capataz – chefe.

capinar – limpar as ervas daninhas.

fronteira – divisa entre territórios.

judiação – maldade.

peões – trabalhadores rurais.

roçar – cortar rente.

“Pro serviço na fazenda render, o capataz fazia a gente trabalhar firme.”

Observe agora este texto, dividido em 2 fragmentos: [A] e [B]

[Pro serviço na fazenda render,] / [o capataz fazia a gente trabalhar firme.]

[A] [B]

Com relação ao fato de que “o capataz fazia a gente trabalhar firme”, o trecho [A] expressa

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
60903 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Salvador
Orgão: Col.Mil. Salvador
Provas:

Nossa vida

Lá em casa, a situação estava difícil. O pai tinha ficado desempregado. A mãe achava que qualquer trabalho podia pelo menos pagar a comida. A gente morava em Mambaí, Estado de Goiás. Aí apareceu um emprego numa fazenda pro lado dos Gerais da Bahia, bem perto da fronteira. Fui trabalhar junto com meus irmãos nessa tal fazenda. Era o projeto de um grande banco, apoiado pelo governo.

A fazenda dizia que pagava o salário, mas nunca existiu salário nenhum. No final do mês, tudo que se comia ou se usava era descontado. Não sobrava nada de dinheiro. E a gente era obrigado a trabalhar de sol a sol.

─Trabalho escravo ─ disseram os peões de Mambaí que já tinham passado por isso.─ Mas usar criança é judiação! ─ falou um dia o dono do bar.

Disseram também que essas fazendas usam crianças como trabalhadores porque fica mais barato. Quatro ou cinco custam o mesmo que um adulto, comem menos, obedecem melhor e cada uma faz o trabalho de gente grande.

O capataz da fazenda dizia que o dinheiro podia sobrar se a gente trabalhasse direito. Ouvi falar de gente que saiu de lá com dívida, mas não com dinheiro.

Se pelo menos a gente estivesse se alimentando bem... Minha mãe não sabia que a comida na fazenda era ruim. Achava que era frescura de criança. Mas não era, não. De manhãzinha, café aguado com pão duro. No almoço, só coisa de entupir ─ macarrão puro ou arroz com farinha.

Pro serviço na fazenda render, o capataz fazia a gente trabalhar firme. Eu tenho catorze anos. Sou forte. Mas meus irmãos e um monte de outras crianças com corpinho fraco faziam serviço pesado de adulto ─ roçar e capinar era duro de lascar, mas a gente ainda aguentava. O pior era carregar carrinhos de mão pesados, cheios de material para a lavoura.

Ninguém tem ideia da vida dura que a gente levava nessa fazenda dos Gerais da Bahia.

(Paula Saldanha. Heróis dos Gerais. São Paulo, FTD, 1998, P. 7-9)

GLOSSÁRIO apoiado – aprovado.

capataz – chefe.

capinar – limpar as ervas daninhas.

fronteira – divisa entre territórios.

judiação – maldade.

peões – trabalhadores rurais.

roçar – cortar rente.

Em: “Lá em casa, a situação estava difícil. O pai tinha ficado desempregado” No trecho citado, as duas frases podem ser unidas em uma só informação. Para ligar estas frases, conservando o sentido que possuem no texto, substituiríamos o ponto pela vírgula e empregaríamos o vocábulo:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
60902 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Salvador
Orgão: Col.Mil. Salvador
Provas:

Nossa vida

Lá em casa, a situação estava difícil. O pai tinha ficado desempregado. A mãe achava que qualquer trabalho podia pelo menos pagar a comida. A gente morava em Mambaí, Estado de Goiás. Aí apareceu um emprego numa fazenda pro lado dos Gerais da Bahia, bem perto da fronteira. Fui trabalhar junto com meus irmãos nessa tal fazenda. Era o projeto de um grande banco, apoiado pelo governo.

A fazenda dizia que pagava o salário, mas nunca existiu salário nenhum. No final do mês, tudo que se comia ou se usava era descontado. Não sobrava nada de dinheiro. E a gente era obrigado a trabalhar de sol a sol.

─Trabalho escravo ─ disseram os peões de Mambaí que já tinham passado por isso.─ Mas usar criança é judiação! ─ falou um dia o dono do bar.

Disseram também que essas fazendas usam crianças como trabalhadores porque fica mais barato. Quatro ou cinco custam o mesmo que um adulto, comem menos, obedecem melhor e cada uma faz o trabalho de gente grande.

O capataz da fazenda dizia que o dinheiro podia sobrar se a gente trabalhasse direito. Ouvi falar de gente que saiu de lá com dívida, mas não com dinheiro.

Se pelo menos a gente estivesse se alimentando bem... Minha mãe não sabia que a comida na fazenda era ruim. Achava que era frescura de criança. Mas não era, não. De manhãzinha, café aguado com pão duro. No almoço, só coisa de entupir ─ macarrão puro ou arroz com farinha.

Pro serviço na fazenda render, o capataz fazia a gente trabalhar firme. Eu tenho catorze anos. Sou forte. Mas meus irmãos e um monte de outras crianças com corpinho fraco faziam serviço pesado de adulto ─ roçar e capinar era duro de lascar, mas a gente ainda aguentava. O pior era carregar carrinhos de mão pesados, cheios de material para a lavoura.

Ninguém tem ideia da vida dura que a gente levava nessa fazenda dos Gerais da Bahia.

(Paula Saldanha. Heróis dos Gerais. São Paulo, FTD, 1998, P. 7-9)

GLOSSÁRIO apoiado – aprovado.

capataz – chefe.

capinar – limpar as ervas daninhas.

fronteira – divisa entre territórios.

judiação – maldade.

peões – trabalhadores rurais.

roçar – cortar rente.

─ Trabalho escravo ─ disseram os peões de Mambaí que já tinham passado por isso.

─ Mas usar criança é judiação! ─ falou um dia o dono do bar.

Disseram também que essas fazendas usam crianças como trabalhadores porque fica mais barato.

Com relação ao sujeito da forma verbal “disseram”, podemos afirmar que:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
60901 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Salvador
Orgão: Col.Mil. Salvador
Provas:

Nossa vida

Lá em casa, a situação estava difícil. O pai tinha ficado desempregado. A mãe achava que qualquer trabalho podia pelo menos pagar a comida. A gente morava em Mambaí, Estado de Goiás. Aí apareceu um emprego numa fazenda pro lado dos Gerais da Bahia, bem perto da fronteira. Fui trabalhar junto com meus irmãos nessa tal fazenda. Era o projeto de um grande banco, apoiado pelo governo.

A fazenda dizia que pagava o salário, mas nunca existiu salário nenhum. No final do mês, tudo que se comia ou se usava era descontado. Não sobrava nada de dinheiro. E a gente era obrigado a trabalhar de sol a sol.

─Trabalho escravo ─ disseram os peões de Mambaí que já tinham passado por isso.─ Mas usar criança é judiação! ─ falou um dia o dono do bar.

Disseram também que essas fazendas usam crianças como trabalhadores porque fica mais barato. Quatro ou cinco custam o mesmo que um adulto, comem menos, obedecem melhor e cada uma faz o trabalho de gente grande.

O capataz da fazenda dizia que o dinheiro podia sobrar se a gente trabalhasse direito. Ouvi falar de gente que saiu de lá com dívida, mas não com dinheiro.

Se pelo menos a gente estivesse se alimentando bem... Minha mãe não sabia que a comida na fazenda era ruim. Achava que era frescura de criança. Mas não era, não. De manhãzinha, café aguado com pão duro. No almoço, só coisa de entupir ─ macarrão puro ou arroz com farinha.

Pro serviço na fazenda render, o capataz fazia a gente trabalhar firme. Eu tenho catorze anos. Sou forte. Mas meus irmãos e um monte de outras crianças com corpinho fraco faziam serviço pesado de adulto ─ roçar e capinar era duro de lascar, mas a gente ainda aguentava. O pior era carregar carrinhos de mão pesados, cheios de material para a lavoura.

Ninguém tem ideia da vida dura que a gente levava nessa fazenda dos Gerais da Bahia.

(Paula Saldanha. Heróis dos Gerais. São Paulo, FTD, 1998, P. 7-9)

GLOSSÁRIO apoiado – aprovado.

capataz – chefe.

capinar – limpar as ervas daninhas.

fronteira – divisa entre territórios.

judiação – maldade.

peões – trabalhadores rurais.

roçar – cortar rente.

─ Trabalho escravo ─ disseram os peões de Mambaí que já tinham passado por isso.

─ Mas usar criança é judiação! ─ falou um dia o dono do bar.

Disseram também que essas fazendas usam crianças como trabalhadores porque fica mais barato.

Assinale a alternativa em que o vocábulo destacado, assim como a palavra “crianças”, é invariável quanto ao gênero, sendo este determinado pelo contexto.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas