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Por tentar precipitar a redenção, o Baal Shem Tov foi punido. Exilado num país distante, perdeu seus poderes e seus conhecimentos. Recorreu, então, ao Reb Tzvi-Hersch Soifer, seu fiel criado e discípulo, que nunca o abandonou. Ajuda-me, pediulhe. Lembra-te de alguma coisa — uma palavra, uma oração que seja? Não, Tzvi-Hersch Soifer não se lembrava. Também se esquecera de tudo. Tudo? Mesmo? Não, disse Tzvi-Hersch, ainda me lembro do alfabeto. Mas, então, o que está esperando? — Baal Shem Tov, o Mestre do Bom Nome, perguntou. Começa a recitá-lo! Aleph-Be-Gimmel-Dalet, Tzvi-Hersch começou. E, com grande fervor, os dois recitaram todas as vinte e duas letras, repetindo-as muitas vezes, até recuperar a memória.
Elie Wiesel. Homens sábios e suas histórias: retratos de mestres da Bíblia,
do Talmude e do hassidismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 9.
Tendo como referência essa lenda antiga da tradição hassídica e sua relação com a literatura bíblica e a história do mundo bíblico, julgue o próximo item.
A lenda hassídica exemplifica a importância da língua hebraica para as tradições religiosas do Judaísmo.
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Sobre o livro de Dan Brown, O Código da Vinci, e sua sugestão de uma relação erótica entre Jesus e Maria Madalena, a revista Época publicou o seguinte comentário:
O teólogo Afonso Soares afirma que a discussão é antiga e foi se propagando a partir da publicação dos evangelhos gnósticos. “Pela lógica, eu diria que Jesus era solteiro. Naquele momento, ele representava uma ideologia inovadora, que ameaçava o poder do Templo e o poder romano”, afirma. “Jesus sabia que não teria vida longa com inimigos assim e não constituiria família.” Para Soares, há até um sentido de união conjugal na relação entre Jesus e Madalena, mas no sentido religioso — como se a Igreja nascente, representada por ela, se casasse com Jesus ressuscitado. “A descendência de Jesus sempre foi entendida em termos místicos, isto é, ‘descende’ dele todo aquele que se torna seu discípulo. Do ponto de vista moral e dogmático, não haveria problema se ele tivesse tido mulher e descendência”, diz.
Federico Mengozzi e Ivan Padilla. A companheira de Jesus. Discípula ou amante, apóstola ou esposa?
Historiadores e teólogos discutem o papel de Madalena no cristianismo. In: Época, ed. 344, dez./2004.
Acerca da vida de Jesus e de sua suposta relação erótica com Maria Madalena, julgue o item que se segue, conforme o comentário da revista Época.
A história de uma relação erótica entre Jesus e Maria Madalena é uma criação exclusiva da ficção contemporânea.
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Por tentar precipitar a redenção, o Baal Shem Tov foi punido. Exilado num país distante, perdeu seus poderes e seus conhecimentos. Recorreu, então, ao Reb Tzvi-Hersch Soifer, seu fiel criado e discípulo, que nunca o abandonou. Ajuda-me, pediulhe. Lembra-te de alguma coisa — uma palavra, uma oração que seja? Não, Tzvi-Hersch Soifer não se lembrava. Também se esquecera de tudo. Tudo? Mesmo? Não, disse Tzvi-Hersch, ainda me lembro do alfabeto. Mas, então, o que está esperando? — Baal Shem Tov, o Mestre do Bom Nome, perguntou. Começa a recitá-lo! Aleph-Be-Gimmel-Dalet, Tzvi-Hersch começou. E, com grande fervor, os dois recitaram todas as vinte e duas letras, repetindo-as muitas vezes, até recuperar a memória.
Elie Wiesel. Homens sábios e suas histórias: retratos de mestres da Bíblia,
do Talmude e do hassidismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 9.
Tendo como referência essa lenda antiga da tradição hassídica e sua relação com a literatura bíblica e a história do mundo bíblico, julgue o próximo item.
O Judaísmo é uma das três religiões mediterrâneas chamadas de “religiões do livro” por sua dependência de uma verdade revelada em textos escritos, isto é, em palavras.
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O historiador que lida com fontes cristãs primitivas na busca pelo Jesus histórico se sente tantas vezes como o homem que corta a cebola à procura do miolo. As tiras se seguem umas às outras até não sobrar mais nada que se constitua como núcleo. Na pesquisa do Jesus da história, são tantos os filtros intermediários deformadores — o filtro da fase oral da transmissão de ditos e atos de Jesus, o filtro chamado de redacional (das intenções autoral-literárias dos evangelistas), o filtro deformador das recensões dos copistas dos manuscritos do Novo Testamento (NT) — que a investigação acerca do perfil religioso do judeu Jesus se torna um desafio. O terceiro filtro intermediário deformador, mencionado acima, constitui talvez o maior dos desafios na reconstituição de tradições a respeito de Jesus de Nazaré, pois são muitos os codex, os papiros, as versões antigas do NT, as citações do NT na patrística a serem pesquisados para a aferição de tradições primitivas.
Luiz Felipe Coimbra Ribeiro. Livres são os filhos (Mt 17:24-27). In: VVAA.
Jesus de Nazaré: uma outra história. Fapesp/Annablume, 2006, p. 341-2 (com adaptações).
Julgue o item subseqüente com base no texto acima, na história e na hermenêutica bíblicas.
Existem poucas versões antigas do Novo Testamento.
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É verdade que, em uma sociedade como a nossa, em que existem mecanismos plurais de construção da subjetividade humana, presenciamos uma relativização do poder significante da religião. Porém, se o processo de secularização tem contribuído para a periferização da religião em relação ao núcleo forte da sociedade, isto é, se a religião já não ocupa mais o lugar de matriz cultural totalizante, deixando de ser o centro organizador das relações sociais, ela ainda exerce influência significativa no cotidiano das pessoas. Se, por um lado, experimentamos a crise das instituições tradicionais produtoras de sentido, por outro verificamos o esforço de recuperação das tradições perdidas por parte de indivíduos, grupos e principalmente das instituições religiosas. Não se trata, portanto, de um processo linear que, paulatina e progressivamente, excluirá a religião do campo das instituições produtoras de sentido e, por conseguinte, não teria de ser estudado.
Sandra Duarte de Souza. Entrecruzamento gênero e religião: um desafio
para os estudos feministas. In: Mandrágora, v. 7/8, 2003, p. 6 (com adaptações).
De acordo com as idéias expressas no texto acima, julgue o seguinte item.
A religião e o pluralismo de nossa sociedade não podem conviver.
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Somos animais de postura ereta, por isso é cansativo permanecer muito tempo de cabeça para baixo e, portanto, temos uma noção comum de alto e baixo, tendendo a privilegiar o primeiro sobre o segundo. Igualmente temos noções de direita e esquerda, do estar parado e do caminhar, do estar em pé ou deitado, do arrastar-se e do saltar, da vigília e do sono. Como todos temos membros, sabemos o que significa bater em uma matéria resistente, penetrar em uma substância mole e líquida, esmagar, tamborilar, amassar, chutar, talvez até dançar. A lista poderia continuar longamente e compreender o ver, ouvir, comer ou beber, ingurgitar ou expelir. E certamente todo homem tem noção de que coisa significa perceber, recordar, sentir desejo, medo, tristeza ou alívio, prazer ou dor, e emitir sons que exprimam estes sentimentos. Portanto (e já entramos na esfera do direito) temos concepções universais acerca do constrangimento: não se deseja que alguém nos impeça de falar, ver, ouvir, dormir, ingurgitar ou expelir, ir aonde quisermos; sofremos se alguém nos amarra ou mantém-nos segregados, nos bate, fere ou mata, nos sujeita a torturas físicas ou psíquicas que diminuam ou anulem nossa capacidade de pensar. (...) Notemos que até agora coloquei em cena apenas uma espécie de Adão bestial e solitário, que ainda não sabe o que seja a relação sexual, o prazer do diálogo, o amor pelos filhos, a dor da perda de uma pessoa amada; mas já nessa fase, pelo menos para nós (se não para ele ou ela), esta semântica já tornou-se a base de uma ética: devemos, antes de tudo, respeitar o direito da corporalidade do outro, entre os quais o direito de pensar e falar. Se nossos semelhantes tivessem respeitado esses “direitos do corpo” não teríamos tido o massacre dos Inocentes, os cristãos no circo, a noite de São Bartolomeu, a fogueira para os hereges, os campos de extermínio, a censura, as crianças nas minas, os estupros na Bósnia.
Umberto Eco. Cinco escritos morais. São Paulo: Record, 1998, p. 93-4.
Tendo o texto acima como referência inicial, julgue o item subseqüente.
Uma ética mínima do respeito aos direitos da corporeidade não inclui o direito de falar e pensar.
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Acerca da genealogia de Jesus, descrita no Novo Testamento, no Evangelho de Mateus (1, 1-17), e com base nos conhecimentos bíblicos correlatos, julgue o item a seguir.
Raab, prostituta em Jericó, permitiu a tomada da cidade por parte do exército de Israel.
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Por tentar precipitar a redenção, o Baal Shem Tov foi punido. Exilado num país distante, perdeu seus poderes e seus conhecimentos. Recorreu, então, ao Reb Tzvi-Hersch Soifer, seu fiel criado e discípulo, que nunca o abandonou. Ajuda-me, pediulhe. Lembra-te de alguma coisa — uma palavra, uma oração que seja? Não, Tzvi-Hersch Soifer não se lembrava. Também se esquecera de tudo. Tudo? Mesmo? Não, disse Tzvi-Hersch, ainda me lembro do alfabeto. Mas, então, o que está esperando? — Baal Shem Tov, o Mestre do Bom Nome, perguntou. Começa a recitá-lo! Aleph-Be-Gimmel-Dalet, Tzvi-Hersch começou. E, com grande fervor, os dois recitaram todas as vinte e duas letras, repetindo-as muitas vezes, até recuperar a memória.
Elie Wiesel. Homens sábios e suas histórias: retratos de mestres da Bíblia,
do Talmude e do hassidismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 9.
Tendo como referência essa lenda antiga da tradição hassídica e sua relação com a literatura bíblica e a história do mundo bíblico, julgue o próximo item.
A leitura da palavra revelada e o seu comentário constituem a base da formação do homem religioso, tanto para o Judaísmo como para o Cristianismo.
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Conforme Hans Kohn, messianismo é essencialmente a crença religiosa na vinda de um redentor que porá fim à ordem atual de coisas, seja de maneira universal, seja por meio de um grupo isolado, e que instaurará uma nova ordem baseada na justiça e na felicidade. Outra definição de messianismo, apresentada pelo antropólogo Rubem César Fernandes, é que: aguarda-se a vinda de um redentor que transformará a presente ordem, substituindo-a por um reinado de harmonia e bem-aventurança universal. Essa idéia messiânica é crucial para o complexo cultural que surge da história mediterrânea. O messianismo, embora tenha se originado na Mesopotâmia, assumiu diferentes formas nos contextos judaico, cristão e islâmico, e diferentes significados nos tempos modernos.
Carlos Caldas. Da MPB como fonte para estudo da religião. In: REVER
(Revista de Estudos de Religião). São Paulo, p. 11 (com adaptações).
Julgue o item subseqüente, a partir das idéias do texto acima.
A idéia do messias nasceu no mundo semita.
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Uma antiga lenda palestina compara dois “mares”. O Mar da Galiléia, muito rico em peixes, e o Mar Morto, que, como diz a palavra, é uma poça de água muito salgada. Nele e em volta dele, não há nada. A lenda questiona o porquê disso. A resposta é que o primeiro recebe as águas do maciço do Golan e as deixa fluir para fora pelo rio Jordão, terminando exatamente no Mar Morto, no qual, devido ao grande calor, as águas fluem e evaporam, deixando, a cada ano que passa, o mar mais salgado.
A partir do texto acima, adaptado de Milton Bonder, e dos conhecimentos acerca da geografia bíblica, julgue o seguinte item.
O Mar Morto difere do Mar da Galiléia por não ter efluente.
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