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2307756 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: Câm. Mangaratiba-RJ
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Twitter, a praça do ódio

Deixei de frequentar o Twitter há alguns anos. Cheguei à conclusão de que não tinha saúde emocional para ser linchada num dia pela esquerda e no outro pela direita. Vocês veem quanto tempo faz isso: naquela época, a palavra ainda era linchamento, e não cancelamento, como se diz hoje.

“Linchamento” é, no entanto, o termo de longe mais apropriado — mas quando se pratica o ódio do bem fica difícil justificar a participação em algo tão claramente explicitado. “Cancelamento” é uma versão descolada para uma palavra pesada. Dizer que “cancelamos alguém” joga a desonra sobre o cancelado; dizer “linchamos alguém” deixa a desonra onde ela merece ficar.

Apanhar de um lado só é relativamente suportável, porque o ser humano é um animal gregário que encontra a sua força nos coletivos. É tolerável ser odiado por um grupo quando as ideias que despertam esse ódio são ponto de comunhão com os membros do outro grupo ao qual pertencemos. O nosso grupo nos acolhe e nos dá proteção. Uivamos com os lobos, eles uivam com a gente e somos felizes para sempre.

Isso explica a polarização.

Viver numa bolha, qualquer que ela seja, traz a sensação de pertencimento a que todos almejamos. Por isso a política descamba tão facilmente para o que parece, de fora, uma seita religiosa; por isso, aliás, seitas religiosas. E clubes, e torcidas organizadas. Pensar fora da bolha sempre foi desafiador, mas no Twitter é um massacre. É quase impossível ler milhares de insultos vindos de todos os lados e manter a autoestima.

Lamentavelmente, o Twitter é também a ágora onde a política acontece, e num momento como o atual, jornalistas precisam estar lá. Voltei a participar da rede há coisa de dois meses, mas o sentimento preponderante que ela me passa continua sendo o de depressão: o que mais vejo são denúncias bizarras, ressentimento e lacração.

A ferocidade do ambiente faz com que qualquer pessoa vagamente sensata meta a viola no saco e desista de se manifestar sobre qualquer assunto relevante. Em outras palavras, qualquer pessoa vagamente sensata passa a falar sobre o tempo e a saúde, e ainda assim com ressalvas. Felizmente há pessoas vagamente insensatas que não se deixam intimidar, e isso salva a plataforma.

Minha amiga Mariliz Pereira Jorge, colunista da “Folha de São Paulo”, é uma delas: apanha assustadora e cotidianamente, mas levanta, sacode a poeira e volta para a luta, toda coragem e honestidade intelectual. Gigante.

Essa semana saiu em defesa da nossa colega Vera Magalhães, que tem dado novo fôlego ao “Roda Viva” mas também é regularmente linchada porque ousa atacar ao mesmo tempo PT e Bolsonaro, e resumiu a situação:

“@veramagalhães convida o prof Silvio Almeida para um Roda Viva importantíssimo. É atacada por parte da esquerda com comentários grosseiros, misóginos e covardes. Quem comemora a bestialidade? A extrema-direita. Parabéns aos envolvidos. Se abracem.”

No fim, é isso. O que ecoa na praça são os gritos dos extremistas.

Não existe liberdade de expressão num lugar onde mesmo jornalistas tarimbados têm medo de se expressar; não existe liberdade de expressão quando qualquer assunto deixa de ser tema para virar tabu, ou quando uma palavra ou uma opinião mobilizam um exército de robôs para estraçalhar o indivíduo que a proferiu.

O Twitter é a morte do debate, o fim da discordância civilizada.

(Cora Rónai – O Globo 25/6/2020 – https://oglobo.globo.com/cultura/twitter-pracado-odio-24495997)

“Cheguei à conclusão de que não tinha saúde emocional para ser linchada num dia pela esquerda e no outro pela direita” O uso do acento grave (crase) na expressão destacada deve-se

 

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2307755 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: Câm. Mangaratiba-RJ
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Twitter, a praça do ódio
Deixei de frequentar o Twitter há alguns anos. Cheguei à conclusão de que não tinha saúde emocional para ser linchada num dia pela esquerda e no outro pela direita. Vocês veem quanto tempo faz isso: naquela época, a palavra ainda era linchamento, e não cancelamento, como se diz hoje.
“Linchamento” é, no entanto, o termo de longe mais apropriado — mas quando se pratica o ódio do bem fica difícil justificar a participação em algo tão claramente explicitado. “Cancelamento” é uma versão descolada para uma palavra pesada. Dizer que “cancelamos alguém” joga a desonra sobre o cancelado; dizer “linchamos alguém” deixa a desonra onde ela merece ficar.
Apanhar de um lado só é relativamente suportável, porque o ser humano é um animal gregário que encontra a sua força nos coletivos. É tolerável ser odiado por um grupo quando as ideias que despertam esse ódio são ponto de comunhão com os membros do outro grupo ao qual pertencemos. O nosso grupo nos acolhe e nos dá proteção. Uivamos com os lobos, eles uivam com a gente e somos felizes para sempre.
Isso explica a polarização.
Viver numa bolha, qualquer que ela seja, traz a sensação de pertencimento a que todos almejamos. Por isso a política descamba tão facilmente para o que parece, de fora, uma seita religiosa; por isso, aliás, seitas religiosas. E clubes, e torcidas organizadas. Pensar fora da bolha sempre foi desafiador, mas no Twitter é um massacre. É quase impossível ler milhares de insultos vindos de todos os lados e manter a autoestima.
Lamentavelmente, o Twitter é também a ágora onde a política acontece, e num momento como o atual, jornalistas precisam estar lá. Voltei a participar da rede há coisa de dois meses, mas o sentimento preponderante que ela me passa continua sendo o de depressão: o que mais vejo são denúncias bizarras, ressentimento e lacração.
A ferocidade do ambiente faz com que qualquer pessoa vagamente sensata meta a viola no saco e desista de se manifestar sobre qualquer assunto relevante. Em outras palavras, qualquer pessoa vagamente sensata passa a falar sobre o tempo e a saúde, e ainda assim com ressalvas. Felizmente há pessoas vagamente insensatas que não se deixam intimidar, e isso salva a plataforma.
Minha amiga Mariliz Pereira Jorge, colunista da “Folha de São Paulo”, é uma delas: apanha assustadora e cotidianamente, mas levanta, sacode a poeira e volta para a luta, toda coragem e honestidade intelectual. Gigante.
Essa semana saiu em defesa da nossa colega Vera Magalhães, que tem dado novo fôlego ao “Roda Viva” mas também é regularmente linchada porque ousa atacar ao mesmo tempo PT e Bolsonaro, e resumiu a situação:
“@veramagalhães convida o prof Silvio Almeida para um Roda Viva importantíssimo. É atacada por parte da esquerda com comentários grosseiros, misóginos e covardes. Quem comemora a bestialidade? A extrema-direita. Parabéns aos envolvidos. Se abracem.”
No fim, é isso. O que ecoa na praça são os gritos dos extremistas.
Não existe liberdade de expressão num lugar onde mesmo jornalistas tarimbados têm medo de se expressar; não existe liberdade de expressão quando qualquer assunto deixa de ser tema para virar tabu, ou quando uma palavra ou uma opinião mobilizam um exército de robôs para estraçalhar o indivíduo que a proferiu.
O Twitter é a morte do debate, o fim da discordância civilizada.
(Cora Rónai – O Globo 25/6/2020 – https://oglobo.globo.com/cultura/twitter-pracado-odio-24495997)
Com relação ao tema cultura do cancelamento, analise as afirmativas a seguir.
I. Viver em uma bolha traz a sensação de pertencimento porque o ser humano é um animal gregário e encontra sua força nos coletivos.
II. “Linchamento” é o termo mais apropriado, pois joga-se a desonra alheia onde ela merece ficar. “Assim, uivamos com os lobos, eles uivam com a gente.”
III. O Twitter é a morte do debate, é a ágora onde políticas, denúncias, ressentimentos e lacrações coexistem, haja vista os gritos dos extremistas e a ausência de liberdade de expressão.
Assinale:
 

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2307754 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: Câm. Mangaratiba-RJ
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Memórias de um aprendiz de escritor
Escrevo há muito tempo. Costumo dizer que, se ainda não aprendi – e acho mesmo que não aprendi, a gente nunca para de aprender –, não foi por falta de prática. Porque comecei muito cedo. Na verdade, todas as minhas recordações estão ligadas a isso, a ouvir e a contar histórias. Não só as histórias dos personagens que me encantaram, o Saci-Pererê, o Negrinho do Pastoreio, a Cuca, Hércules, Mickey Mouse, Tarzan e os piratas. Mas também as minhas próprias histórias, as histórias de minhas personagens, estas criaturas reais ou imaginárias com quem convivi desde a infância.
“Na verdade", eu escrevi ali em cima. Verdade é uma palavra muito relativa para um escritor de ficção. O que é verdade, o que é imaginação? No colégio onde fiz o segundo grau, o Júlio de Castilhos, havia um rapaz que tinha fama de mentiroso.
Todo mundo sabia que ele era mentiroso. Todo mundo, menos ele.
Uma vez, o rádio deu uma notícia alarmante: um avião em dificuldades sobrevoava Porto Alegre. Podia cair a qualquer momento. Fomos para o colégio, naquele dia, preocupados; e conversávamos sobre o assunto, quando apareceu ele, o Mentiroso. Pálido:
–Vocês nem podem imaginar!
Uma pausa dramática, e logo em seguida:
– Sabem este avião que está em perigo? Caiu perto da minha casa. Escapamos por pouco. Gente, que coisa horrível!
E começou a descrever o avião incendiado, o piloto gritando por socorro... Uma cena impressionante. Aí veio um colega correndo, com a notícia: o avião acabara de aterrissar, são e salvo. Todo mundo começou a rir. Todo mundo, menos o Mentiroso:
– Não pode ser! – repetia, incrédulo, irritado. – Eu vi o avião cair!
Agora, quando lembro este fato, concluo que não estava mentindo. Ele vira, realmente, o avião cair. Com os olhos da imaginação, decerto; mas para ele o avião tinha caído, e tinha incendiado, e tudo o mais. E ele acreditava no que dizia, porque era um ficcionista. Tudo que precisava, naquele momento, era um lápis e papel. Se tivesse escrito o que dizia, seria um escritor; como não escrevera, tratava-se de um mentiroso. Uma questão de nomes, de palavras.
Palavras. São tudo, para quem escreve. Ou quase tudo. Como a serra, o martelo, a plaina, a madeira, a cola e os pregos para o marceneiro; como a colher, o prumo, os tijolos e a argamassa para o pedreiro; como a fazenda, a linha, a tesoura e a agulha para o alfaiate. Estou falando em instrumentos de trabalho, porque literatura nem sempre parece trabalho.
Há uma história (sempre contando histórias, Moacyr Scliar! Sempre contando histórias!) sobre um escritor e seu vizinho. O vizinho olhava o escritor que estava sentado, quieto, no jardim, e perguntava: Descansando, senhor escritor? Ao que o escritor respondia: Não, trabalhando. Daí a pouco o vizinho via o escritor mexendo na terra, cuidando das plantas: Trabalhando? Não, respondia o escritor, descansando. As aparências enganam; enganaram até o próprio escritor.
(Scliar, Moacyr. Memórias de um aprendiz de escritor. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1984. – Passelivre, 11).
No período a seguir: “ verdade e mentira podem ser relativas quando se prendem imaginação de um escritor, mas não quando se referem obra de um filósofo.”, assinale a opção que completa corretamente as lacunas.
 

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2307753 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: Câm. Mangaratiba-RJ
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Memórias de um aprendiz de escritor

Escrevo há muito tempo. Costumo dizer que, se ainda não aprendi – e acho mesmo que não aprendi, a gente nunca para de aprender –, não foi por falta de prática. Porque comecei muito cedo. Na verdade, todas as minhas recordações estão ligadas a isso, a ouvir e a contar histórias. Não só as histórias dos personagens que me encantaram, o Saci-Pererê, o Negrinho do Pastoreio, a Cuca, Hércules, Mickey Mouse, Tarzan e os piratas. Mas também as minhas próprias histórias, as histórias de minhas personagens, estas criaturas reais ou imaginárias com quem convivi desde a infância.

“Na verdade", eu escrevi ali em cima. Verdade é uma palavra muito relativa para um escritor de ficção. O que é verdade, o que é imaginação? No colégio onde fiz o segundo grau, o Júlio de Castilhos, havia um rapaz que tinha fama de mentiroso.

Todo mundo sabia que ele era mentiroso. Todo mundo, menos ele.

Uma vez, o rádio deu uma notícia alarmante: um avião em dificuldades sobrevoava Porto Alegre. Podia cair a qualquer momento. Fomos para o colégio, naquele dia, preocupados; e conversávamos sobre o assunto, quando apareceu ele, o Mentiroso. Pálido:

–Vocês nem podem imaginar!

Uma pausa dramática, e logo em seguida:

– Sabem este avião que está em perigo? Caiu perto da minha casa. Escapamos por pouco. Gente, que coisa horrível!

E começou a descrever o avião incendiado, o piloto gritando por socorro... Uma cena impressionante. Aí veio um colega correndo, com a notícia: o avião acabara de aterrissar, são e salvo. Todo mundo começou a rir. Todo mundo, menos o Mentiroso:

– Não pode ser! – repetia, incrédulo, irritado. – Eu vi o avião cair!

Agora, quando lembro este fato, concluo que não estava mentindo. Ele vira, realmente, o avião cair. Com os olhos da imaginação, decerto; mas para ele o avião tinha caído, e tinha incendiado, e tudo o mais. E ele acreditava no que dizia, porque era um ficcionista. Tudo que precisava, naquele momento, era um lápis e papel. Se tivesse escrito o que dizia, seria um escritor; como não escrevera, tratava-se de um mentiroso. Uma questão de nomes, de palavras.

Palavras. São tudo, para quem escreve. Ou quase tudo. Como a serra, o martelo, a plaina, a madeira, a cola e os pregos para o marceneiro; como a colher, o prumo, os tijolos e a argamassa para o pedreiro; como a fazenda, a linha, a tesoura e a agulha para o alfaiate. Estou falando em instrumentos de trabalho, porque literatura nem sempre parece trabalho.

Há uma história (sempre contando histórias, Moacyr Scliar! Sempre contando histórias!) sobre um escritor e seu vizinho. O vizinho olhava o escritor que estava sentado, quieto, no jardim, e perguntava: Descansando, senhor escritor? Ao que o escritor respondia: Não, trabalhando. Daí a pouco o vizinho via o escritor mexendo na terra, cuidando das plantas: Trabalhando? Não, respondia o escritor, descansando. As aparências enganam; enganaram até o próprio escritor.

(Scliar, Moacyr. Memórias de um aprendiz de escritor. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1984. – Passelivre, 11).

Releia a seguinte oração: “Fomos para o colégio, naquele dia, preocupados;” Dentre as opções a seguir, assinale aquela cuja palavra pertença à mesma classe gramatical da que se encontra destacada acima.

 

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2307752 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: Câm. Mangaratiba-RJ
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Memórias de um aprendiz de escritor
Escrevo há muito tempo. Costumo dizer que, se ainda não aprendi – e acho mesmo que não aprendi, a gente nunca para de aprender –, não foi por falta de prática. Porque comecei muito cedo. Na verdade, todas as minhas recordações estão ligadas a isso, a ouvir e a contar histórias. Não só as histórias dos personagens que me encantaram, o Saci-Pererê, o Negrinho do Pastoreio, a Cuca, Hércules, Mickey Mouse, Tarzan e os piratas. Mas também as minhas próprias histórias, as histórias de minhas personagens, estas criaturas reais ou imaginárias com quem convivi desde a infância.
“Na verdade", eu escrevi ali em cima. Verdade é uma palavra muito relativa para um escritor de ficção. O que é verdade, o que é imaginação? No colégio onde fiz o segundo grau, o Júlio de Castilhos, havia um rapaz que tinha fama de mentiroso.
Todo mundo sabia que ele era mentiroso. Todo mundo, menos ele.
Uma vez, o rádio deu uma notícia alarmante: um avião em dificuldades sobrevoava Porto Alegre. Podia cair a qualquer momento. Fomos para o colégio, naquele dia, preocupados; e conversávamos sobre o assunto, quando apareceu ele, o Mentiroso. Pálido:
–Vocês nem podem imaginar!
Uma pausa dramática, e logo em seguida:
– Sabem este avião que está em perigo? Caiu perto da minha casa. Escapamos por pouco. Gente, que coisa horrível!
E começou a descrever o avião incendiado, o piloto gritando por socorro... Uma cena impressionante. Aí veio um colega correndo, com a notícia: o avião acabara de aterrissar, são e salvo. Todo mundo começou a rir. Todo mundo, menos o Mentiroso:
– Não pode ser! – repetia, incrédulo, irritado. – Eu vi o avião cair!
Agora, quando lembro este fato, concluo que não estava mentindo. Ele vira, realmente, o avião cair. Com os olhos da imaginação, decerto; mas para ele o avião tinha caído, e tinha incendiado, e tudo o mais. E ele acreditava no que dizia, porque era um ficcionista. Tudo que precisava, naquele momento, era um lápis e papel. Se tivesse escrito o que dizia, seria um escritor; como não escrevera, tratava-se de um mentiroso. Uma questão de nomes, de palavras.
Palavras. São tudo, para quem escreve. Ou quase tudo. Como a serra, o martelo, a plaina, a madeira, a cola e os pregos para o marceneiro; como a colher, o prumo, os tijolos e a argamassa para o pedreiro; como a fazenda, a linha, a tesoura e a agulha para o alfaiate. Estou falando em instrumentos de trabalho, porque literatura nem sempre parece trabalho.
Há uma história (sempre contando histórias, Moacyr Scliar! Sempre contando histórias!) sobre um escritor e seu vizinho. O vizinho olhava o escritor que estava sentado, quieto, no jardim, e perguntava: Descansando, senhor escritor? Ao que o escritor respondia: Não, trabalhando. Daí a pouco o vizinho via o escritor mexendo na terra, cuidando das plantas: Trabalhando? Não, respondia o escritor, descansando. As aparências enganam; enganaram até o próprio escritor.
(Scliar, Moacyr. Memórias de um aprendiz de escritor. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1984. – Passelivre, 11).
Em relação às palavras ou às expressões grifadas nas orações a seguir e sua função sintática, assinale F para falso e V para verdadeiro:
( ) “Verdade é uma palavra muito relativa” – Predicativo
( ) “Uma vez, o rádio deu uma notícia alarmante” – Objeto indireto
( ) “Daí a pouco o vizinho via o escritor” – Sujeito
( ) “Ele vira, realmente, o avião cair.” – Adjunto adnominal
( ) “quando apareceu ele, o Mentiroso.” – Aposto
Assinale a opção que indica a sequência correta, de cima para baixo.
 

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2307751 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: Câm. Mangaratiba-RJ
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Memórias de um aprendiz de escritor
Escrevo há muito tempo. Costumo dizer que, se ainda não aprendi – e acho mesmo que não aprendi, a gente nunca para de aprender –, não foi por falta de prática. Porque comecei muito cedo. Na verdade, todas as minhas recordações estão ligadas a isso, a ouvir e a contar histórias. Não só as histórias dos personagens que me encantaram, o Saci-Pererê, o Negrinho do Pastoreio, a Cuca, Hércules, Mickey Mouse, Tarzan e os piratas. Mas também as minhas próprias histórias, as histórias de minhas personagens, estas criaturas reais ou imaginárias com quem convivi desde a infância.
“Na verdade", eu escrevi ali em cima. Verdade é uma palavra muito relativa para um escritor de ficção. O que é verdade, o que é imaginação? No colégio onde fiz o segundo grau, o Júlio de Castilhos, havia um rapaz que tinha fama de mentiroso.
Todo mundo sabia que ele era mentiroso. Todo mundo, menos ele.
Uma vez, o rádio deu uma notícia alarmante: um avião em dificuldades sobrevoava Porto Alegre. Podia cair a qualquer momento. Fomos para o colégio, naquele dia, preocupados; e conversávamos sobre o assunto, quando apareceu ele, o Mentiroso. Pálido:
–Vocês nem podem imaginar!
Uma pausa dramática, e logo em seguida:
– Sabem este avião que está em perigo? Caiu perto da minha casa. Escapamos por pouco. Gente, que coisa horrível!
E começou a descrever o avião incendiado, o piloto gritando por socorro... Uma cena impressionante. Aí veio um colega correndo, com a notícia: o avião acabara de aterrissar, são e salvo. Todo mundo começou a rir. Todo mundo, menos o Mentiroso:
– Não pode ser! – repetia, incrédulo, irritado. – Eu vi o avião cair!
Agora, quando lembro este fato, concluo que não estava mentindo. Ele vira, realmente, o avião cair. Com os olhos da imaginação, decerto; mas para ele o avião tinha caído, e tinha incendiado, e tudo o mais. E ele acreditava no que dizia, porque era um ficcionista. Tudo que precisava, naquele momento, era um lápis e papel. Se tivesse escrito o que dizia, seria um escritor; como não escrevera, tratava-se de um mentiroso. Uma questão de nomes, de palavras.
Palavras. São tudo, para quem escreve. Ou quase tudo. Como a serra, o martelo, a plaina, a madeira, a cola e os pregos para o marceneiro; como a colher, o prumo, os tijolos e a argamassa para o pedreiro; como a fazenda, a linha, a tesoura e a agulha para o alfaiate. Estou falando em instrumentos de trabalho, porque literatura nem sempre parece trabalho.
Há uma história (sempre contando histórias, Moacyr Scliar! Sempre contando histórias!) sobre um escritor e seu vizinho. O vizinho olhava o escritor que estava sentado, quieto, no jardim, e perguntava: Descansando, senhor escritor? Ao que o escritor respondia: Não, trabalhando. Daí a pouco o vizinho via o escritor mexendo na terra, cuidando das plantas: Trabalhando? Não, respondia o escritor, descansando. As aparências enganam; enganaram até o próprio escritor.
(Scliar, Moacyr. Memórias de um aprendiz de escritor. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1984. – Passelivre, 11).
“E ele acreditava no que dizia, porque era um ficcionista.” A oração destacada nessa frase traz uma ideia de
 

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2307750 Ano: 2020
Disciplina: Português
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Memórias de um aprendiz de escritor
Escrevo há muito tempo. Costumo dizer que, se ainda não aprendi – e acho mesmo que não aprendi, a gente nunca para de aprender –, não foi por falta de prática. Porque comecei muito cedo. Na verdade, todas as minhas recordações estão ligadas a isso, a ouvir e a contar histórias. Não só as histórias dos personagens que me encantaram, o Saci-Pererê, o Negrinho do Pastoreio, a Cuca, Hércules, Mickey Mouse, Tarzan e os piratas. Mas também as minhas próprias histórias, as histórias de minhas personagens, estas criaturas reais ou imaginárias com quem convivi desde a infância.
“Na verdade", eu escrevi ali em cima. Verdade é uma palavra muito relativa para um escritor de ficção. O que é verdade, o que é imaginação? No colégio onde fiz o segundo grau, o Júlio de Castilhos, havia um rapaz que tinha fama de mentiroso.
Todo mundo sabia que ele era mentiroso. Todo mundo, menos ele.
Uma vez, o rádio deu uma notícia alarmante: um avião em dificuldades sobrevoava Porto Alegre. Podia cair a qualquer momento. Fomos para o colégio, naquele dia, preocupados; e conversávamos sobre o assunto, quando apareceu ele, o Mentiroso. Pálido:
–Vocês nem podem imaginar!
Uma pausa dramática, e logo em seguida:
– Sabem este avião que está em perigo? Caiu perto da minha casa. Escapamos por pouco. Gente, que coisa horrível!
E começou a descrever o avião incendiado, o piloto gritando por socorro... Uma cena impressionante. Aí veio um colega correndo, com a notícia: o avião acabara de aterrissar, são e salvo. Todo mundo começou a rir. Todo mundo, menos o Mentiroso:
– Não pode ser! – repetia, incrédulo, irritado. – Eu vi o avião cair!
Agora, quando lembro este fato, concluo que não estava mentindo. Ele vira, realmente, o avião cair. Com os olhos da imaginação, decerto; mas para ele o avião tinha caído, e tinha incendiado, e tudo o mais. E ele acreditava no que dizia, porque era um ficcionista. Tudo que precisava, naquele momento, era um lápis e papel. Se tivesse escrito o que dizia, seria um escritor; como não escrevera, tratava-se de um mentiroso. Uma questão de nomes, de palavras.
Palavras. São tudo, para quem escreve. Ou quase tudo. Como a serra, o martelo, a plaina, a madeira, a cola e os pregos para o marceneiro; como a colher, o prumo, os tijolos e a argamassa para o pedreiro; como a fazenda, a linha, a tesoura e a agulha para o alfaiate. Estou falando em instrumentos de trabalho, porque literatura nem sempre parece trabalho.
Há uma história (sempre contando histórias, Moacyr Scliar! Sempre contando histórias!) sobre um escritor e seu vizinho. O vizinho olhava o escritor que estava sentado, quieto, no jardim, e perguntava: Descansando, senhor escritor? Ao que o escritor respondia: Não, trabalhando. Daí a pouco o vizinho via o escritor mexendo na terra, cuidando das plantas: Trabalhando? Não, respondia o escritor, descansando. As aparências enganam; enganaram até o próprio escritor.
(Scliar, Moacyr. Memórias de um aprendiz de escritor. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1984. – Passelivre, 11).
“Não, respondia o escritor, descansando.”
No fragmento acima, o verbo em destaque está no
 

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2307749 Ano: 2020
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Memórias de um aprendiz de escritor
Escrevo há muito tempo. Costumo dizer que, se ainda não aprendi – e acho mesmo que não aprendi, a gente nunca para de aprender –, não foi por falta de prática. Porque comecei muito cedo. Na verdade, todas as minhas recordações estão ligadas a isso, a ouvir e a contar histórias. Não só as histórias dos personagens que me encantaram, o Saci-Pererê, o Negrinho do Pastoreio, a Cuca, Hércules, Mickey Mouse, Tarzan e os piratas. Mas também as minhas próprias histórias, as histórias de minhas personagens, estas criaturas reais ou imaginárias com quem convivi desde a infância.
“Na verdade", eu escrevi ali em cima. Verdade é uma palavra muito relativa para um escritor de ficção. O que é verdade, o que é imaginação? No colégio onde fiz o segundo grau, o Júlio de Castilhos, havia um rapaz que tinha fama de mentiroso.
Todo mundo sabia que ele era mentiroso. Todo mundo, menos ele.
Uma vez, o rádio deu uma notícia alarmante: um avião em dificuldades sobrevoava Porto Alegre. Podia cair a qualquer momento. Fomos para o colégio, naquele dia, preocupados; e conversávamos sobre o assunto, quando apareceu ele, o Mentiroso. Pálido:
–Vocês nem podem imaginar!
Uma pausa dramática, e logo em seguida:
– Sabem este avião que está em perigo? Caiu perto da minha casa. Escapamos por pouco. Gente, que coisa horrível!
E começou a descrever o avião incendiado, o piloto gritando por socorro... Uma cena impressionante. Aí veio um colega correndo, com a notícia: o avião acabara de aterrissar, são e salvo. Todo mundo começou a rir. Todo mundo, menos o Mentiroso:
– Não pode ser! – repetia, incrédulo, irritado. – Eu vi o avião cair!
Agora, quando lembro este fato, concluo que não estava mentindo. Ele vira, realmente, o avião cair. Com os olhos da imaginação, decerto; mas para ele o avião tinha caído, e tinha incendiado, e tudo o mais. E ele acreditava no que dizia, porque era um ficcionista. Tudo que precisava, naquele momento, era um lápis e papel. Se tivesse escrito o que dizia, seria um escritor; como não escrevera, tratava-se de um mentiroso. Uma questão de nomes, de palavras.
Palavras. São tudo, para quem escreve. Ou quase tudo. Como a serra, o martelo, a plaina, a madeira, a cola e os pregos para o marceneiro; como a colher, o prumo, os tijolos e a argamassa para o pedreiro; como a fazenda, a linha, a tesoura e a agulha para o alfaiate. Estou falando em instrumentos de trabalho, porque literatura nem sempre parece trabalho.
Há uma história (sempre contando histórias, Moacyr Scliar! Sempre contando histórias!) sobre um escritor e seu vizinho. O vizinho olhava o escritor que estava sentado, quieto, no jardim, e perguntava: Descansando, senhor escritor? Ao que o escritor respondia: Não, trabalhando. Daí a pouco o vizinho via o escritor mexendo na terra, cuidando das plantas: Trabalhando? Não, respondia o escritor, descansando. As aparências enganam; enganaram até o próprio escritor.
(Scliar, Moacyr. Memórias de um aprendiz de escritor. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1984. – Passelivre, 11).
“— Não pode ser! – repetia, incrédulo, irritado. – Eu vi o avião cair!”. A palavra sublinhada no fragmento acima pode ser substituída sem perda de sentido por
 

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2307748 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
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Memórias de um aprendiz de escritor
Escrevo há muito tempo. Costumo dizer que, se ainda não aprendi – e acho mesmo que não aprendi, a gente nunca para de aprender –, não foi por falta de prática. Porque comecei muito cedo. Na verdade, todas as minhas recordações estão ligadas a isso, a ouvir e a contar histórias. Não só as histórias dos personagens que me encantaram, o Saci-Pererê, o Negrinho do Pastoreio, a Cuca, Hércules, Mickey Mouse, Tarzan e os piratas. Mas também as minhas próprias histórias, as histórias de minhas personagens, estas criaturas reais ou imaginárias com quem convivi desde a infância.
“Na verdade", eu escrevi ali em cima. Verdade é uma palavra muito relativa para um escritor de ficção. O que é verdade, o que é imaginação? No colégio onde fiz o segundo grau, o Júlio de Castilhos, havia um rapaz que tinha fama de mentiroso.
Todo mundo sabia que ele era mentiroso. Todo mundo, menos ele.
Uma vez, o rádio deu uma notícia alarmante: um avião em dificuldades sobrevoava Porto Alegre. Podia cair a qualquer momento. Fomos para o colégio, naquele dia, preocupados; e conversávamos sobre o assunto, quando apareceu ele, o Mentiroso. Pálido:
–Vocês nem podem imaginar!
Uma pausa dramática, e logo em seguida:
– Sabem este avião que está em perigo? Caiu perto da minha casa. Escapamos por pouco. Gente, que coisa horrível!
E começou a descrever o avião incendiado, o piloto gritando por socorro... Uma cena impressionante. Aí veio um colega correndo, com a notícia: o avião acabara de aterrissar, são e salvo. Todo mundo começou a rir. Todo mundo, menos o Mentiroso:
– Não pode ser! – repetia, incrédulo, irritado. – Eu vi o avião cair!
Agora, quando lembro este fato, concluo que não estava mentindo. Ele vira, realmente, o avião cair. Com os olhos da imaginação, decerto; mas para ele o avião tinha caído, e tinha incendiado, e tudo o mais. E ele acreditava no que dizia, porque era um ficcionista. Tudo que precisava, naquele momento, era um lápis e papel. Se tivesse escrito o que dizia, seria um escritor; como não escrevera, tratava-se de um mentiroso. Uma questão de nomes, de palavras.
Palavras. São tudo, para quem escreve. Ou quase tudo. Como a serra, o martelo, a plaina, a madeira, a cola e os pregos para o marceneiro; como a colher, o prumo, os tijolos e a argamassa para o pedreiro; como a fazenda, a linha, a tesoura e a agulha para o alfaiate. Estou falando em instrumentos de trabalho, porque literatura nem sempre parece trabalho.
Há uma história (sempre contando histórias, Moacyr Scliar! Sempre contando histórias!) sobre um escritor e seu vizinho. O vizinho olhava o escritor que estava sentado, quieto, no jardim, e perguntava: Descansando, senhor escritor? Ao que o escritor respondia: Não, trabalhando. Daí a pouco o vizinho via o escritor mexendo na terra, cuidando das plantas: Trabalhando? Não, respondia o escritor, descansando. As aparências enganam; enganaram até o próprio escritor.
(Scliar, Moacyr. Memórias de um aprendiz de escritor. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1984. – Passelivre, 11).
“O vizinho olhava o escritor que estava sentado, quieto, no jardim, e perguntava: Descansando, senhor escritor? Ao que o escritor respondia: Não, trabalhando.” A resposta do escritor ao vizinho pressupõe
 

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2307747 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: Câm. Mangaratiba-RJ
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Memórias de um aprendiz de escritor
Escrevo há muito tempo. Costumo dizer que, se ainda não aprendi – e acho mesmo que não aprendi, a gente nunca para de aprender –, não foi por falta de prática. Porque comecei muito cedo. Na verdade, todas as minhas recordações estão ligadas a isso, a ouvir e a contar histórias. Não só as histórias dos personagens que me encantaram, o Saci-Pererê, o Negrinho do Pastoreio, a Cuca, Hércules, Mickey Mouse, Tarzan e os piratas. Mas também as minhas próprias histórias, as histórias de minhas personagens, estas criaturas reais ou imaginárias com quem convivi desde a infância.
“Na verdade", eu escrevi ali em cima. Verdade é uma palavra muito relativa para um escritor de ficção. O que é verdade, o que é imaginação? No colégio onde fiz o segundo grau, o Júlio de Castilhos, havia um rapaz que tinha fama de mentiroso.
Todo mundo sabia que ele era mentiroso. Todo mundo, menos ele.
Uma vez, o rádio deu uma notícia alarmante: um avião em dificuldades sobrevoava Porto Alegre. Podia cair a qualquer momento. Fomos para o colégio, naquele dia, preocupados; e conversávamos sobre o assunto, quando apareceu ele, o Mentiroso. Pálido:
–Vocês nem podem imaginar!
Uma pausa dramática, e logo em seguida:
– Sabem este avião que está em perigo? Caiu perto da minha casa. Escapamos por pouco. Gente, que coisa horrível!
E começou a descrever o avião incendiado, o piloto gritando por socorro... Uma cena impressionante. Aí veio um colega correndo, com a notícia: o avião acabara de aterrissar, são e salvo. Todo mundo começou a rir. Todo mundo, menos o Mentiroso:
– Não pode ser! – repetia, incrédulo, irritado. – Eu vi o avião cair!
Agora, quando lembro este fato, concluo que não estava mentindo. Ele vira, realmente, o avião cair. Com os olhos da imaginação, decerto; mas para ele o avião tinha caído, e tinha incendiado, e tudo o mais. E ele acreditava no que dizia, porque era um ficcionista. Tudo que precisava, naquele momento, era um lápis e papel. Se tivesse escrito o que dizia, seria um escritor; como não escrevera, tratava-se de um mentiroso. Uma questão de nomes, de palavras.
Palavras. São tudo, para quem escreve. Ou quase tudo. Como a serra, o martelo, a plaina, a madeira, a cola e os pregos para o marceneiro; como a colher, o prumo, os tijolos e a argamassa para o pedreiro; como a fazenda, a linha, a tesoura e a agulha para o alfaiate. Estou falando em instrumentos de trabalho, porque literatura nem sempre parece trabalho.
Há uma história (sempre contando histórias, Moacyr Scliar! Sempre contando histórias!) sobre um escritor e seu vizinho. O vizinho olhava o escritor que estava sentado, quieto, no jardim, e perguntava: Descansando, senhor escritor? Ao que o escritor respondia: Não, trabalhando. Daí a pouco o vizinho via o escritor mexendo na terra, cuidando das plantas: Trabalhando? Não, respondia o escritor, descansando. As aparências enganam; enganaram até o próprio escritor.
(Scliar, Moacyr. Memórias de um aprendiz de escritor. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1984. – Passelivre, 11).
O autor se intitula um aprendiz porque
 

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