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2196007 Ano: 2022
Disciplina: Comunicação Social
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: DP-DF

A palavra manipulação, apesar de largamente aceita e disseminada, é complexa, uma vez que se associa a diferentes conceitos. Se, na área da farmacologia, manipular substâncias para produzir medicamentos é um gesto intrínseco e necessário, no campo da comunicação, afirmar que alguém manipulou dados e informações quase sempre tem caráter pejorativo. Isso porque manipulação seria, ao mesmo tempo, operar em algo, interferir na sua integridade e afetar o seu fluxo natural.

A ideia de manipulação da informação transita com muita facilidade na sociedade e no senso comum. É natural criticar profissionais e organizações informativas porque manipularam notícias. A assertiva pode conter elementos que caracterizem interferência indevida, justificando a crítica, mas existem casos também em que a manipulação é resultado mais da não correspondência (de expectativas de conteúdo ou de forma) do que propriamente de distorção, desvio ou construção artificial de um relato.

Manipular o noticiário significa controlar, coagir, sugerir, induzir por meio da razão ou dos afetos. Atende à vontade de dominar indivíduos ou populações, orientando suas condutas. Assim, a manipulação é um complexo de controle social que contribui para a massificação das sociedades e para a emergência de indivíduos que se movem por vontades alheias às suas.

Rogério Christofoletti. Padrões de manipulação no jornalismo brasileiro: fake news e a crítica de Perseu Abramo 30 anos depois. In: Rumores, v. 12, n.º 23, jan.-jun./2018, p. 59-60 (com adaptações)

Julgue o item seguinte, com base no texto anterior.

No segundo parágrafo, a afirmação de que é natural criticar profissionais e organizações informativas porque manipularam notícias é uma conclusão obtida por meio de um raciocínio lógico implícito.

 

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2196006 Ano: 2022
Disciplina: Comunicação Social
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: DP-DF

A palavra manipulação, apesar de largamente aceita e disseminada, é complexa, uma vez que se associa a diferentes conceitos. Se, na área da farmacologia, manipular substâncias para produzir medicamentos é um gesto intrínseco e necessário, no campo da comunicação, afirmar que alguém manipulou dados e informações quase sempre tem caráter pejorativo. Isso porque manipulação seria, ao mesmo tempo, operar em algo, interferir na sua integridade e afetar o seu fluxo natural.

A ideia de manipulação da informação transita com muita facilidade na sociedade e no senso comum. É natural criticar profissionais e organizações informativas porque manipularam notícias. A assertiva pode conter elementos que caracterizem interferência indevida, justificando a crítica, mas existem casos também em que a manipulação é resultado mais da não correspondência (de expectativas de conteúdo ou de forma) do que propriamente de distorção, desvio ou construção artificial de um relato.

Manipular o noticiário significa controlar, coagir, sugerir, induzir por meio da razão ou dos afetos. Atende à vontade de dominar indivíduos ou populações, orientando suas condutas. Assim, a manipulação é um complexo de controle social que contribui para a massificação das sociedades e para a emergência de indivíduos que se movem por vontades alheias às suas.

Rogério Christofoletti. Padrões de manipulação no jornalismo brasileiro: fake news e a crítica de Perseu Abramo 30 anos depois. In: Rumores, v. 12, n.º 23, jan.-jun./2018, p. 59-60 (com adaptações)

Julgue o item seguinte, com base no texto anterior.

O último período do texto se constrói com base em uma argumentação quase lógica.

 

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2196005 Ano: 2022
Disciplina: Comunicação Social
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: DP-DF

A palavra manipulação, apesar de largamente aceita e disseminada, é complexa, uma vez que se associa a diferentes conceitos. Se, na área da farmacologia, manipular substâncias para produzir medicamentos é um gesto intrínseco e necessário, no campo da comunicação, afirmar que alguém manipulou dados e informações quase sempre tem caráter pejorativo. Isso porque manipulação seria, ao mesmo tempo, operar em algo, interferir na sua integridade e afetar o seu fluxo natural.

A ideia de manipulação da informação transita com muita facilidade na sociedade e no senso comum. É natural criticar profissionais e organizações informativas porque manipularam notícias. A assertiva pode conter elementos que caracterizem interferência indevida, justificando a crítica, mas existem casos também em que a manipulação é resultado mais da não correspondência (de expectativas de conteúdo ou de forma) do que propriamente de distorção, desvio ou construção artificial de um relato.

Manipular o noticiário significa controlar, coagir, sugerir, induzir por meio da razão ou dos afetos. Atende à vontade de dominar indivíduos ou populações, orientando suas condutas. Assim, a manipulação é um complexo de controle social que contribui para a massificação das sociedades e para a emergência de indivíduos que se movem por vontades alheias às suas.

Rogério Christofoletti. Padrões de manipulação no jornalismo brasileiro: fake news e a crítica de Perseu Abramo 30 anos depois. In: Rumores, v. 12, n.º 23, jan.-jun./2018, p. 59-60 (com adaptações)

Julgue o item seguinte, com base no texto anterior.

A argumentação apresentada no primeiro parágrafo do texto é frágil, uma vez que faz uso da palavra “manipulação”, cujo significado é ambivalente e, portanto, pouco claro.

 

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2196004 Ano: 2022
Disciplina: Comunicação Social
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: DP-DF

A palavra manipulação, apesar de largamente aceita e disseminada, é complexa, uma vez que se associa a diferentes conceitos. Se, na área da farmacologia, manipular substâncias para produzir medicamentos é um gesto intrínseco e necessário, no campo da comunicação, afirmar que alguém manipulou dados e informações quase sempre tem caráter pejorativo. Isso porque manipulação seria, ao mesmo tempo, operar em algo, interferir na sua integridade e afetar o seu fluxo natural.

A ideia de manipulação da informação transita com muita facilidade na sociedade e no senso comum. É natural criticar profissionais e organizações informativas porque manipularam notícias. A assertiva pode conter elementos que caracterizem interferência indevida, justificando a crítica, mas existem casos também em que a manipulação é resultado mais da não correspondência (de expectativas de conteúdo ou de forma) do que propriamente de distorção, desvio ou construção artificial de um relato.

Manipular o noticiário significa controlar, coagir, sugerir, induzir por meio da razão ou dos afetos. Atende à vontade de dominar indivíduos ou populações, orientando suas condutas. Assim, a manipulação é um complexo de controle social que contribui para a massificação das sociedades e para a emergência de indivíduos que se movem por vontades alheias às suas.

Rogério Christofoletti. Padrões de manipulação no jornalismo brasileiro: fake news e a crítica de Perseu Abramo 30 anos depois. In: Rumores, v. 12, n.º 23, jan.-jun./2018, p. 59-60 (com adaptações)

Julgue o item seguinte, com base no texto anterior.

No primeiro parágrafo, o termo “Se”, no período “Se, na área ... caráter pejorativo.”, é empregado para mostrar aceitação, pelo autor do texto, dos significados atribuídos à palavra “manipular”.

 

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2196003 Ano: 2022
Disciplina: Comunicação Social
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: DP-DF

O autodiscurso dos meios de comunicação costuma apresentá-los como externos ao campo político. De maneira geral, o jornalismo se coloca como mero reflexo do mundo, um canal neutro pelo qual passam os “fatos” para que o público possa tomar conhecimento deles. Ainda que hoje esteja disseminada a crítica aos ideais canônicos de imparcialidade, neutralidade e objetividade jornalísticas, eles continuam centrais na produção da legitimidade da mídia diante do público.

Essa narrativa é mítica. A imparcialidade é inacessível, mesmo que seja buscada com sinceridade, uma vez que todos nós vemos o mundo a partir de determinada perspectiva — vinculada à nossa posição social, à nossa trajetória e aos interesses aos quais estamos ligados. No momento em que define os fatos que serão noticiados e o destaque que cada um receberá, o jornalismo aplica critérios de seleção e de hierarquização que estão longe de ser objetivos. Mas esses critérios passam a transitar socialmente como universais exatamente porque ganham a visibilidade concedida pela mídia. Quando o jornalismo transforma um fato em notícia, faz que ele receba atenção pública e o torna importante por isso. Quando aplica sua própria regra e decide “dar voz aos dois lados”, está determinando os lados da controvérsia que são os relevantes. As escolhas do jornalismo, portanto, incidem sobre o mundo social e ajudam a moldá-lo.

Quanto mais plural for o conteúdo da mídia, maior será a diversidade de visões de mundo disputando a esfera pública. Trata-se de uma exigência para o funcionamento efetivo do regime democrático.

Luis Felipe Miguel. A pluralidade da mídia e a democracia. Internet: <blog.editoracontexto.com.br> (com adaptações).

Julgue o item seguinte, acerca do texto apresentado.

No terceiro período do primeiro parágrafo do texto, o conectivo “Ainda que” estabelece uma oposição entre argumentos, dos quais o que tem maior força argumentativa é o contido na oração “eles continuam centrais na produção da legitimidade da mídia diante do público”.

 

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2196002 Ano: 2022
Disciplina: Comunicação Social
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: DP-DF

O autodiscurso dos meios de comunicação costuma apresentá-los como externos ao campo político. De maneira geral, o jornalismo se coloca como mero reflexo do mundo, um canal neutro pelo qual passam os “fatos” para que o público possa tomar conhecimento deles. Ainda que hoje esteja disseminada a crítica aos ideais canônicos de imparcialidade, neutralidade e objetividade jornalísticas, eles continuam centrais na produção da legitimidade da mídia diante do público.

Essa narrativa é mítica. A imparcialidade é inacessível, mesmo que seja buscada com sinceridade, uma vez que todos nós vemos o mundo a partir de determinada perspectiva — vinculada à nossa posição social, à nossa trajetória e aos interesses aos quais estamos ligados. No momento em que define os fatos que serão noticiados e o destaque que cada um receberá, o jornalismo aplica critérios de seleção e de hierarquização que estão longe de ser objetivos. Mas esses critérios passam a transitar socialmente como universais exatamente porque ganham a visibilidade concedida pela mídia. Quando o jornalismo transforma um fato em notícia, faz que ele receba atenção pública e o torna importante por isso. Quando aplica sua própria regra e decide “dar voz aos dois lados”, está determinando os lados da controvérsia que são os relevantes. As escolhas do jornalismo, portanto, incidem sobre o mundo social e ajudam a moldá-lo.

Quanto mais plural for o conteúdo da mídia, maior será a diversidade de visões de mundo disputando a esfera pública. Trata-se de uma exigência para o funcionamento efetivo do regime democrático.

Luis Felipe Miguel. A pluralidade da mídia e a democracia. Internet: <blog.editoracontexto.com.br> (com adaptações).

Julgue o item seguinte, acerca do texto apresentado.

No segundo parágrafo, os períodos “No momento em que define ... longe de ser objetivos.”, “Quando o jornalismo ... importante por isso.” e “Quando aplica ... os relevantes.” desenvolvem, por meio de exemplificação, a ideia contida no período “A imparcialidade ... estamos ligados.”.

 

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2196001 Ano: 2022
Disciplina: Comunicação Social
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: DP-DF

O autodiscurso dos meios de comunicação costuma apresentá-los como externos ao campo político. De maneira geral, o jornalismo se coloca como mero reflexo do mundo, um canal neutro pelo qual passam os “fatos” para que o público possa tomar conhecimento deles. Ainda que hoje esteja disseminada a crítica aos ideais canônicos de imparcialidade, neutralidade e objetividade jornalísticas, eles continuam centrais na produção da legitimidade da mídia diante do público.

Essa narrativa é mítica. A imparcialidade é inacessível, mesmo que seja buscada com sinceridade, uma vez que todos nós vemos o mundo a partir de determinada perspectiva — vinculada à nossa posição social, à nossa trajetória e aos interesses aos quais estamos ligados. No momento em que define os fatos que serão noticiados e o destaque que cada um receberá, o jornalismo aplica critérios de seleção e de hierarquização que estão longe de ser objetivos. Mas esses critérios passam a transitar socialmente como universais exatamente porque ganham a visibilidade concedida pela mídia. Quando o jornalismo transforma um fato em notícia, faz que ele receba atenção pública e o torna importante por isso. Quando aplica sua própria regra e decide “dar voz aos dois lados”, está determinando os lados da controvérsia que são os relevantes. As escolhas do jornalismo, portanto, incidem sobre o mundo social e ajudam a moldá-lo.

Quanto mais plural for o conteúdo da mídia, maior será a diversidade de visões de mundo disputando a esfera pública. Trata-se de uma exigência para o funcionamento efetivo do regime democrático.

Luis Felipe Miguel. A pluralidade da mídia e a democracia. Internet: <blog.editoracontexto.com.br> (com adaptações).

Julgue o item seguinte, acerca do texto apresentado.

Manteria as qualidades de coerência e de correção gramatical a seguinte reescrita do último parágrafo do texto: Trata-se de exigência para o efetivo funcionamento do regime democrático a pluralidade de conteúdos veiculados na mídia aliada à diversidade de pontos de vista disputando a esfera pública.

 

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2196000 Ano: 2022
Disciplina: Comunicação Social
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O autodiscurso dos meios de comunicação costuma apresentá-los como externos ao campo político. De maneira geral, o jornalismo se coloca como mero reflexo do mundo, um canal neutro pelo qual passam os “fatos” para que o público possa tomar conhecimento deles. Ainda que hoje esteja disseminada a crítica aos ideais canônicos de imparcialidade, neutralidade e objetividade jornalísticas, eles continuam centrais na produção da legitimidade da mídia diante do público.

Essa narrativa é mítica. A imparcialidade é inacessível, mesmo que seja buscada com sinceridade, uma vez que todos nós vemos o mundo a partir de determinada perspectiva — vinculada à nossa posição social, à nossa trajetória e aos interesses aos quais estamos ligados. No momento em que define os fatos que serão noticiados e o destaque que cada um receberá, o jornalismo aplica critérios de seleção e de hierarquização que estão longe de ser objetivos. Mas esses critérios passam a transitar socialmente como universais exatamente porque ganham a visibilidade concedida pela mídia. Quando o jornalismo transforma um fato em notícia, faz que ele receba atenção pública e o torna importante por isso. Quando aplica sua própria regra e decide “dar voz aos dois lados”, está determinando os lados da controvérsia que são os relevantes. As escolhas do jornalismo, portanto, incidem sobre o mundo social e ajudam a moldá-lo.

Quanto mais plural for o conteúdo da mídia, maior será a diversidade de visões de mundo disputando a esfera pública. Trata-se de uma exigência para o funcionamento efetivo do regime democrático.

Luis Felipe Miguel. A pluralidade da mídia e a democracia. Internet: <blog.editoracontexto.com.br> (com adaptações).

Julgue o item seguinte, acerca do texto apresentado.

A expressão “Essa narrativa”, no início do segundo parágrafo, refere-se às afirmações feitas no primeiro parágrafo.

 

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Questão presente nas seguintes provas
2195999 Ano: 2022
Disciplina: Comunicação Social
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: DP-DF

O autodiscurso dos meios de comunicação costuma apresentá-los como externos ao campo político. De maneira geral, o jornalismo se coloca como mero reflexo do mundo, um canal neutro pelo qual passam os “fatos” para que o público possa tomar conhecimento deles. Ainda que hoje esteja disseminada a crítica aos ideais canônicos de imparcialidade, neutralidade e objetividade jornalísticas, eles continuam centrais na produção da legitimidade da mídia diante do público.

Essa narrativa é mítica. A imparcialidade é inacessível, mesmo que seja buscada com sinceridade, uma vez que todos nós vemos o mundo a partir de determinada perspectiva — vinculada à nossa posição social, à nossa trajetória e aos interesses aos quais estamos ligados. No momento em que define os fatos que serão noticiados e o destaque que cada um receberá, o jornalismo aplica critérios de seleção e de hierarquização que estão longe de ser objetivos. Mas esses critérios passam a transitar socialmente como universais exatamente porque ganham a visibilidade concedida pela mídia. Quando o jornalismo transforma um fato em notícia, faz que ele receba atenção pública e o torna importante por isso. Quando aplica sua própria regra e decide “dar voz aos dois lados”, está determinando os lados da controvérsia que são os relevantes. As escolhas do jornalismo, portanto, incidem sobre o mundo social e ajudam a moldá-lo.

Quanto mais plural for o conteúdo da mídia, maior será a diversidade de visões de mundo disputando a esfera pública. Trata-se de uma exigência para o funcionamento efetivo do regime democrático.

Luis Felipe Miguel. A pluralidade da mídia e a democracia. Internet: <blog.editoracontexto.com.br> (com adaptações).

Julgue o item seguinte, acerca do texto apresentado.

O segundo parágrafo do texto reúne as características de um parágrafo padrão, e seu desenvolvimento se estrutura com base em um encadeamento de argumentos que se inicia no período “No momento em que define ... longe de ser objetivos.” e prossegue até o período “Quando aplica ... os relevantes.”.

 

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2195998 Ano: 2022
Disciplina: Comunicação Social
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: DP-DF

O autodiscurso dos meios de comunicação costuma apresentá-los como externos ao campo político. De maneira geral, o jornalismo se coloca como mero reflexo do mundo, um canal neutro pelo qual passam os “fatos” para que o público possa tomar conhecimento deles. Ainda que hoje esteja disseminada a crítica aos ideais canônicos de imparcialidade, neutralidade e objetividade jornalísticas, eles continuam centrais na produção da legitimidade da mídia diante do público.

Essa narrativa é mítica. A imparcialidade é inacessível, mesmo que seja buscada com sinceridade, uma vez que todos nós vemos o mundo a partir de determinada perspectiva — vinculada à nossa posição social, à nossa trajetória e aos interesses aos quais estamos ligados. No momento em que define os fatos que serão noticiados e o destaque que cada um receberá, o jornalismo aplica critérios de seleção e de hierarquização que estão longe deser objetivos. Mas esses critérios passam a transitar socialmente como universais exatamente porque ganham a visibilidade concedida pela mídia. Quando o jornalismo transforma um fato em notícia, faz que ele receba atenção pública e o torna importante por isso. Quando aplica sua própria regra e decide “dar voz aos dois lados”, está determinando os lados da controvérsia que são os relevantes. As escolhas do jornalismo, portanto, incidem sobre o mundo social e ajudam a moldá-lo.

Quanto mais plural for o conteúdo da mídia, maior será a diversidade de visões de mundo disputando a esfera pública. Trata-se de uma exigência para o funcionamento efetivo do regime democrático.

Luis Felipe Miguel. A pluralidade da mídia e a democracia. Internet: <blog.editoracontexto.com.br> (com adaptações).

Julgue o item seguinte, acerca do texto apresentado.

O primeiro período do primeiro parágrafo constitui o tópico frasal desse parágrafo.

 

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