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BIM é o acrônimo de Building Information Modeling (Modelagem da Informação da Construção) e pode ser definido como uma tecnologia de modelagem e um conjunto associado de processos para produzir, comunicar e analisar modelos de construção. Os objetos dos processos BIM são modelos de construção, ou modelos BIM. Estes modelos são caracterizados por:
I. Componentes de construção que são representados por objetos (representações digitais) que levam consigo atributos gráficos e de dados computáveis que os identificam para aplicativos de software, bem como regras paramétricas que lhes permitem ser manipulados de maneira inteligente.
II. Componentes que incluem dados que descrevem como eles se comportam, conforme necessário para análises e processos de trabalho, tais como quantificação, especificação e análise energética.
III. Arquivos que consistem principalmente em vetores, tipos de linha associados e identificação de camadas (layers), que permitem modificações de dimensões em uma vista de modo independente das outras vistas.
IV. Dados consistentes e não redundantes, de forma que as modificações nos dados dos componentes sejam representadas em todos os conjuntos dos quais eles fazem parte.
Está correto o que se afirma em
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O AutoCAD possui uma tecnologia usada para desenhar com restrições, que são associações e limitações aplicadas à geometria em 2D ou 3D. Há dois tipos de restrições. Um tipo estabelece e mantem relações entre objetos, pontos-chave em objetos, ou entre um objeto e um sistema de coordenadas; o outro tipo limita as medidas de uma geometria. Essa tecnologia denomina- se
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Os recursos do AutoCAD que permitem o armazenamento de informações que mais tarde podem ser extraídas do desenho para uso em gerenciadores de bancos de dados, programas de planilha e processadores de texto denominam-se:
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Observe a seguir desenhos e imagens do Conjunto Metropolitano, também conhecido como Edifício Metrópole (1959), no centro de São Paulo, obra em parceria dos arquitetos Salvador Candia e Giancarlo Gasperini.





Em relação aos princípios dessa arquitetura, constata-se que:
I. A disposição de dois elementos básicos − torre e embasamento − no terreno corresponde também a duas operações distintas: a torre é situada no vértice da praça, de modo a marcar a esquina com a avenida São Luiz e determinar o encerramento da quadra construída junto à avenida, enquanto o embasamento alinha-se às construções vizinhas ocupando integralmente toda a superfície do lote.
II. O conjunto possui fortes vínculos com o chão da cidade: a disposição destes elementos na planta do pavimento térreo favorece a constituição de percursos em continuidade com os caminhos potenciais a partir de seu entorno.
III. Os sistemas de circulação vertical distribuem-se de forma estratégica junto aos percursos, e nos vértices do interior da galeria comercial, de forma a permitir a continuidade espacial do passeio.
IV. O partido estrutural da torre adota o já consagrado modelo da prumada central para apoio, contraventamento e instalações, e a segunda linha de pilares perimetrais à fachada.
Está correto o que se afirma em
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O corte é importante peça gráfica no desenvolvimento e representação de projetos arquitetônicos, pois permite a compreensão de informações distintas daquelas presentes na planta. Observe a seguir o corte clássico e mais significativo do edifício da FAU-USP (1961-69), São Paulo, projeto concebido pelos arquitetos João Batista Vilanova Artigas e Carlos Cascaldi.

Em relação às informações que os cortes fornecem, verifica-se que
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Os croquis de arquitetura são entendidos como peças gráficas bidimensionais que têm por características a brevidade e a simplicidade de notação. Observe a seguir os croquis do arquiteto Paulo Mendes da Rocha para o projeto do Cais das Artes (2007), Vitória − ES, obra de Paulo em colaboração com o escritório Metro Arquitetos.

Em relação às informações que os croquis fornecem, verifica-se:
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Estrutura é um conceito básico da arquitetura – tanto no sentido material de suporte construtivo quanto no sentido conceitual de lei formal básica – que pertence ao amplo campo da filosofia e do pensamento científico, especialmente o matemático.
Considere as seguintes características deste conceito:
I. Uma das aplicações do conceito de estrutura é o gestaltismo ou psicologia da estrutura e da forma.
II. O estruturalismo da segunda metade do séc. XX baseou-se na busca das leis profundas que existem debaixo das aparências superficiais da linguagem, da sociedade e da arte.
III. Um jogo de relações se estabelece entre a estrutura construtiva e o sistema compositivo: por exemplo, como conflui nas fachadas a contradição entre a desejada isotropia dos edifícios e a anisotropia das estruturas porticadas.
IV. Existe uma relação entre estrutura e sociedade: por exemplo, há projetos em que um monumental espaço linear único obedece a uma época baseada em uma visão unitária do mundo; e há outros que assinalam um percurso até uma sociedade contemporânea fragmentada e diversificada que reconhece que a cada pessoa e atividade se deve oferecer um lugar específico.
Está correto o que se afirma em
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Em seu polêmico texto “Por uma cidade contemporânea” (1989), Rem Koolhaas desenvolve uma “alternativa paramoderna” para o urbanismo. Parte importante de sua crítica está na ideia de que, embora a “pureza” (por exemplo, a delimitação exata ou definição do objeto autônomo) pudesse ter sido desejável nos edifícios modernos, ela provocou problemas de desorientação na escala da cidade.
Considere as seguintes reflexões e ideias desse texto:
I. A tectônica e o detalhe significativo constituem uma crítica tanto às fórmulas convencionais do modernismo ortodoxo como à superficialidade do historicismo pós-moderno. A construção, como processo de “formação”, desenvolve-se às vezes como uma narrativa material. Deixar a estrutura à mostra, que uma parte da arquitetura moderna e pós-moderna associa à autenticidade, coincide com o “desvelamento” do ato poético.
II. A origem do significado em arquitetura está situado na construção, especialmente nas “junções e formas reais” entre materiais e espaços. A junção − o detalhe original − é a geradora da construção e, portanto, do sentido. O detalhe tectônico é, portanto, o lócus da inovação e da invenção. A arquitetura pode ser definida como o resultado do projeto de detalhes, e de sua resolução e substituição.
III. É extraordinária a incongruência entre a perfeição e a instantânea completude dos projetos arquitetônicos modernistas e a inflexível simplicidade, quase infantil, dos desenhos urbanos, imaginados como se a complexidade da vida urbana pudesse ser prontamente conciliada na liberdade oferecida pela planta livre, ou como se toda experiência de fragmentação e tudo o que representou para a perspectiva pudesse ocorrer sem perturbar o território da cidade.
IV. Dois motivos concorrem para fazer dos espaços urbanos vazios uma linha importante de combate para as pessoas que se preocupam com a cidade. O primeiro: é bem mais fácil controlar o espaço vazio do que jogar com volumes cheios e formas aglomeradas que se tornaram incontroláveis. O segundo: vazio, paisagem, espaço − se quisermos usá-los como meio, incluindo-os num projeto − podem tornar-se um campo de batalha e obter apoio genérico de quase todo mundo.
Está correto o que se afirma em
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“Ensino do desenho” (1948), de Lúcio Costa, é um texto abrangente e minucioso, em favor da importância seminal do desenho para a consolidação da nação e da cidadania. Dos conceitos que o texto aborda, sempre em referência à composição plástica, “a equivalência ou o equilíbrio de duas relações” denomina-se
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O período compreendido entre o Quattrocento e o século XVII assistiu à introdução gradativa de um elemento na sintaxe arquitetônica. Esse elemento foi aos poucos se libertando da tarefa de inserir-se proporcionalmente no intercolúnio, ao mesmo tempo em que renovava e ampliava o repertório clássico, ao constituir um campo específico de significação. Com o processo de renovação da linguagem arquitetônica, cujo objetivo era a conquista da autonomia e independência das partes, esse elemento passa a ter especificidade isolável, o que concorrerá para um papel definitivo na linguagem da arquitetura. Em síntese histórica, pode-se dizer que é uma invenção moderna. Contém a representação do tempo-espaço contínuo, infinito e homogêneo, mensurado, ordenado, idealizado, imaginável, onde se projeta o desejo de ordem para a cidade, onde os objetos e os vazios ocupam lugares definidos. Esse elemento denomina-se
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