- Programa Nacional de Segurança do PacienteProtocolos Básicos de Segurança do PacientePrevenção de lesão por pressão
Uma instituição hospitalar com certificação ONA Nível 3 implantou um sistema de apoio à decisão clínica (CDSS) integrado ao Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), com funcionalidades baseadas em inteligência artificial (IA) para alertas de interações medicamentosas, estratificação de risco e sugestões de condutas assistenciais baseadas em protocolos clínicos. Durante sua utilização na unidade de cuidados intensivos, o sistema emitiu recomendação automática para modificação de um plano de cuidados de enfermagem relacionado à prevenção de lesões por pressão, substituindo cobertura de interface por filme semipermeável com base em evidência extraída de metanálises em tempo real. A enfermeira supervisora recusou a recomendação, argumentando que a decisão clínica não pode ser automatizada sem análise contextualizada. Considerando a Resolução COFEN nº 659/2021, a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), as diretrizes da HIMSS (Healthcare Information and Management Systems Society) sobre apoio à decisão baseado em IA, e os princípios da responsabilidade técnico-profissional na enfermagem, qual posicionamento é mais compatível com o uso ético, legal e tecnicamente qualificado desses dispositivos no cuidado clínico?